FASCínio

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Publicada em 25/11/2018 às 06:31:00

 

O longo artigo do 
prefeito Marcos 
Santana, de São Cristóvão, publicado em diversos veículos de imprensa, o Jornal do Dia incluído, realiza um necessário balanço sobre o tradicional Festival de Artes da cidade histórica, retomado em sua administração. No texto, o prefeito celebra o sucesso da festa, apontando a diversidade das manifestações artísticas, os dividendos econômicos, o engajamento da população local. 
Tudo muito justo, tudo muito bonito. Em pelo menos um ponto do relato assinado por Marcos Santana, entretanto, há controvérsia. Segundo o Iphan, cuja sede estadual está localizada justamente à beira da Praça São Francisco, um patrimônio tombado, faltou preocupação com a história e a estrutura daquele pedaço de chão.
Em seu balanço, o prefeito se adianta a qualquer espécie de cobrança ou crítica. "Determinei à comissão organizadora do 35º FASC, assim como o fiz no ano anterior, que fossem tomadas todas as medidas necessárias para que a integridade do conjunto arquitetônico fosse preservada, especialmente a Praça São Francisco, este patrimônio mundial do qual tanto nos orgulhamos (...). E assim foi feito, nas duas versões do evento, com a contratação de empresas e profissionais qualificados e reconhecidos pela experiência e competência com que atuam no mercado. Cada prego colocado, cada estrutura montada, obedeceu aos mais rígidos critérios técnicos, de forma que, ao final do evento, os locais ficassem exatamente como eram anteriormente".
A versão da administração municipal bate de frente com os protestos do Iphan, que declarou à imprensa que já trabalha com um auto de infração contra a Prefeitura de São Cristóvão, tendo em vista os reparos necessários e a observação das normas de afastamento, envergadura e dimensões dos palcos montados na Praça São Francisco nas próximas edições da festa.
Melhor assim. A retomada do FASC é desde já o grande feito do prefeito Marcos Santana, com repercussão imediata na vida concreta de todos os sergipanos, sempre tão carentes de educação, cultura e arte. Até por isso é desnecessário dourar a pílula, negar a ocorrência de um descuido pontual. A preocupação política, manifesta na redação do artigo, deve ter lá a sua razão de ser. Mas nenhuma intriga, por bem urdida que seja, jamais terá volume para se sobrepor à alegria declarada de uma cidade inteira.

O longo artigo do  prefeito Marcos  Santana, de São Cristóvão, publicado em diversos veículos de imprensa, o Jornal do Dia incluído, realiza um necessário balanço sobre o tradicional Festival de Artes da cidade histórica, retomado em sua administração. No texto, o prefeito celebra o sucesso da festa, apontando a diversidade das manifestações artísticas, os dividendos econômicos, o engajamento da população local. 
Tudo muito justo, tudo muito bonito. Em pelo menos um ponto do relato assinado por Marcos Santana, entretanto, há controvérsia. Segundo o Iphan, cuja sede estadual está localizada justamente à beira da Praça São Francisco, um patrimônio tombado, faltou preocupação com a história e a estrutura daquele pedaço de chão.
Em seu balanço, o prefeito se adianta a qualquer espécie de cobrança ou crítica. "Determinei à comissão organizadora do 35º FASC, assim como o fiz no ano anterior, que fossem tomadas todas as medidas necessárias para que a integridade do conjunto arquitetônico fosse preservada, especialmente a Praça São Francisco, este patrimônio mundial do qual tanto nos orgulhamos (...). E assim foi feito, nas duas versões do evento, com a contratação de empresas e profissionais qualificados e reconhecidos pela experiência e competência com que atuam no mercado. Cada prego colocado, cada estrutura montada, obedeceu aos mais rígidos critérios técnicos, de forma que, ao final do evento, os locais ficassem exatamente como eram anteriormente".
A versão da administração municipal bate de frente com os protestos do Iphan, que declarou à imprensa que já trabalha com um auto de infração contra a Prefeitura de São Cristóvão, tendo em vista os reparos necessários e a observação das normas de afastamento, envergadura e dimensões dos palcos montados na Praça São Francisco nas próximas edições da festa.

Melhor assim. A retomada do FASC é desde já o grande feito do prefeito Marcos Santana, com repercussão imediata na vida concreta de todos os sergipanos, sempre tão carentes de educação, cultura e arte. Até por isso é desnecessário dourar a pílula, negar a ocorrência de um descuido pontual. A preocupação política, manifesta na redação do artigo, deve ter lá a sua razão de ser. Mas nenhuma intriga, por bem urdida que seja, jamais terá volume para se sobrepor à alegria declarada de uma cidade inteira.