Corrosão provocou queda de caixa d'água em Dores

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SSP CONCLUI INQUÉRITO SOBRE QUEDA DA CAIXA D\'ÁGUA QUE ATINGIU ESCOLA EM NOSSA SENHORA DAS DORES EM 2017, MATANDO DUAS CRIANÇAS
SSP CONCLUI INQUÉRITO SOBRE QUEDA DA CAIXA D\'ÁGUA QUE ATINGIU ESCOLA EM NOSSA SENHORA DAS DORES EM 2017, MATANDO DUAS CRIANÇAS

A queda da caixa d\'água em Dores provocou a morte de  duas crianças
A queda da caixa d\'água em Dores provocou a morte de duas crianças

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Publicada em 25/11/2018 às 06:53:00

 

Milton Alves Júnior
Depois de um ano e 
17 dias, a equipe de 
peritos da Secretaria de Estado da Segurança Pública finalizou o processo de investigação sobre o colapso da caixa d'Água que atingiu a Escola Municipal Professor Osman dos Santos Oliveira, no povoado Campo Grande, em Nossa Senhora das Dores, Sertão sergipano. O sinistro ocorreu na tarde do dia 06 de novembro do ano passado, por volta das 14h, quando a unidade escolar estava em pleno horário disciplinar. Com o impacto, duas crianças morreram. Outras 20 pessoas também foram atingidas pelos estilhaços de telhas e madeiras, mas foram atendidos por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), equipes do Corpo de Bombeiros e posteriormente receberam alta.
Conforme oficializado pela SSP, em março deste ano o trabalho de investigação coordenado pelo Instituto de Criminalística já apontava uma corrosão como causa parcial da queda da caixa d'água. Apesar da constatação, os técnicos optaram por prosseguir com o laudo, e, agora devidamente finalizado, será apresentado com detalhes à sociedade sergipana nesta segunda-feira, 26, durante entrevista coletiva a ser realizada na sede administrativa da Secretaria de Segurança Pública, em Aracaju. Além de testemunhas e funcionários da escola, engenheiros da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) - órgão responsável pela caixa d'água -, foram convidados a prestar depoimento na Polícia Civil. Aproximadamente 50 depoimentos foram colhidos.
Sobre o trágico episódio, a Deso garantiu que promove uma sindicância interna para apurar os pormenores do acidente, elaborando um estudo pericial para apontar as causas. Em nota destacou que no curso da sindicância, foi constatado que o reservatório recebeu toda a manutenção preventiva e corretiva, bem como sempre envidou esforços para garantir a segurança das imediações do reservatório, em especial da escola. A companhia alegou ainda que não descansará até que as causas sejam devidamente conhecidas e anunciadas pelos órgãos responsáveis pelos estudos. Por medida estratégica adotada pela cúpula da SSP, nenhum detalhe inicial foi apresentado após a conclusão dos trabalhos.
Em contraponto às garantias de regularidade no sistema de manutenção, o prefeito de Dores, Thiago de Souza, declarou que já havia sido alertada sobre a falta de manutenção da caixa d'água, contudo não adotou qualquer providência para recuperá-la e, consequentemente, evitar o trágico acidente. Compartilhando com as alegações do prefeito, horas após o acidente, em nota, o Sindicato dos Trabalhadores  na Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Sergipe (SINDISAN), revelou que o acidente com a caixa d'água poderia ter sido evitado, mas a Deso não levou em consideração as advertências sobre a precariedade do equipamento.
"Não foram poucos os alertas que a direção do SINDISAN fez, após as visitas rotineiras que faz às regionais da Deso, sobre esta situação, em especial, mostrando a precariedade de várias estruturas através de fotos, denunciando a situação no seu site e no boletim informativo Água Quente, sempre cobrando providências urgentes da Companhia e alertando que um grave acidente poderia ocorrer a qualquer momento", destacava parte da nota publicada. Em decorrência do acidente, os alunos da instituição foram transferidos para a associação de moradores do povoado, o qual foi equipado para recepcionar os estudantes durante a obra de reparo da Escola Osman dos Santos.
A perspectiva é que após a entrevista coletiva representantes da Deso e da Prefeitura de Nossa Senhora das Dores voltem a se manifestar oficialmente sobre o caso e os resultados do laudo pericial.

Depois de um ano e  17 dias, a equipe de  peritos da Secretaria de Estado da Segurança Pública finalizou o processo de investigação sobre o colapso da caixa d'Água que atingiu a Escola Municipal Professor Osman dos Santos Oliveira, no povoado Campo Grande, em Nossa Senhora das Dores, Sertão sergipano. O sinistro ocorreu na tarde do dia 06 de novembro do ano passado, por volta das 14h, quando a unidade escolar estava em pleno horário disciplinar. Com o impacto, duas crianças morreram. Outras 20 pessoas também foram atingidas pelos estilhaços de telhas e madeiras, mas foram atendidos por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), equipes do Corpo de Bombeiros e posteriormente receberam alta.
Conforme oficializado pela SSP, em março deste ano o trabalho de investigação coordenado pelo Instituto de Criminalística já apontava uma corrosão como causa parcial da queda da caixa d'água. Apesar da constatação, os técnicos optaram por prosseguir com o laudo, e, agora devidamente finalizado, será apresentado com detalhes à sociedade sergipana nesta segunda-feira, 26, durante entrevista coletiva a ser realizada na sede administrativa da Secretaria de Segurança Pública, em Aracaju. Além de testemunhas e funcionários da escola, engenheiros da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) - órgão responsável pela caixa d'água -, foram convidados a prestar depoimento na Polícia Civil. Aproximadamente 50 depoimentos foram colhidos.
Sobre o trágico episódio, a Deso garantiu que promove uma sindicância interna para apurar os pormenores do acidente, elaborando um estudo pericial para apontar as causas. Em nota destacou que no curso da sindicância, foi constatado que o reservatório recebeu toda a manutenção preventiva e corretiva, bem como sempre envidou esforços para garantir a segurança das imediações do reservatório, em especial da escola. A companhia alegou ainda que não descansará até que as causas sejam devidamente conhecidas e anunciadas pelos órgãos responsáveis pelos estudos. Por medida estratégica adotada pela cúpula da SSP, nenhum detalhe inicial foi apresentado após a conclusão dos trabalhos.
Em contraponto às garantias de regularidade no sistema de manutenção, o prefeito de Dores, Thiago de Souza, declarou que já havia sido alertada sobre a falta de manutenção da caixa d'água, contudo não adotou qualquer providência para recuperá-la e, consequentemente, evitar o trágico acidente. Compartilhando com as alegações do prefeito, horas após o acidente, em nota, o Sindicato dos Trabalhadores  na Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Sergipe (SINDISAN), revelou que o acidente com a caixa d'água poderia ter sido evitado, mas a Deso não levou em consideração as advertências sobre a precariedade do equipamento.
"Não foram poucos os alertas que a direção do SINDISAN fez, após as visitas rotineiras que faz às regionais da Deso, sobre esta situação, em especial, mostrando a precariedade de várias estruturas através de fotos, denunciando a situação no seu site e no boletim informativo Água Quente, sempre cobrando providências urgentes da Companhia e alertando que um grave acidente poderia ocorrer a qualquer momento", destacava parte da nota publicada. Em decorrência do acidente, os alunos da instituição foram transferidos para a associação de moradores do povoado, o qual foi equipado para recepcionar os estudantes durante a obra de reparo da Escola Osman dos Santos.
A perspectiva é que após a entrevista coletiva representantes da Deso e da Prefeitura de Nossa Senhora das Dores voltem a se manifestar oficialmente sobre o caso e os resultados do laudo pericial.