Sete anos de seca

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 25/11/2018 às 07:05:00

 

Sete anos de seca é judiação capaz de acabar com a fé de qualquer um. A esperança de dias melhores no sertão sergipano míngua na forma triste de boi magro e em políticas paliativas, sem a ambição de resolver o drama secular. Mas se a distância entre os grandes centros urbanos e o coração seco do estado impede a solidariedade da população, alheia à dor dos conterrâneos castigados pela estiagem prolongada, os efeitos econômicos chegam à mesa de todo mundo.
A produção leiteira do estado, por exemplo, deve cair em cerca de 10%, somente em 2018. Pode parecer pouco, mas considerado o volume anual da produção, calculado em 292 milhões de litros, dá para ter uma ideia aproximada do prejuízo.
Este não é um problema novo, muito ao contrário. A seca reclama providências desde sempre. Pelo menos 30 municípios sergipanos foram obrigados a decretar situação de emergência junto ao Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil de Sergipe (Depec), ano passado - Este ano já são 21. O cumprimento do protocolo consiste, mais das vezes, no último fio de esperança para contar com alguma ajuda do Governo do Estado. Em Poço Redondo, Canindé do São Francisco e Monte Alegre, a situação é tão crítica que os municípios recebem ajuda ininterrupta desde 2011.
Por ajuda, entenda-se o mínimo em assistência. O envio de carros pipas e o fornecimento de forragem para alimentar o gado magro. Todos os anos, o auxílio consome alguns milhões em recursos públicos, apenas para contornar as dificuldades mais prementes. É assim em toda a região. Enquanto isso, a falida transposição do rio São Francisco, único projeto de grande porte realizado sob o pretexto de irrigar o semi árido nordestino (há controvérsia) serviu apenas para terminar de matar o curso de água.
É triste a sina do sertanejo.

Sete anos de seca é judiação capaz de acabar com a fé de qualquer um. A esperança de dias melhores no sertão sergipano míngua na forma triste de boi magro e em políticas paliativas, sem a ambição de resolver o drama secular. Mas se a distância entre os grandes centros urbanos e o coração seco do estado impede a solidariedade da população, alheia à dor dos conterrâneos castigados pela estiagem prolongada, os efeitos econômicos chegam à mesa de todo mundo.
A produção leiteira do estado, por exemplo, deve cair em cerca de 10%, somente em 2018. Pode parecer pouco, mas considerado o volume anual da produção, calculado em 292 milhões de litros, dá para ter uma ideia aproximada do prejuízo.
Este não é um problema novo, muito ao contrário. A seca reclama providências desde sempre. Pelo menos 30 municípios sergipanos foram obrigados a decretar situação de emergência junto ao Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil de Sergipe (Depec), ano passado - Este ano já são 21. O cumprimento do protocolo consiste, mais das vezes, no último fio de esperança para contar com alguma ajuda do Governo do Estado. Em Poço Redondo, Canindé do São Francisco e Monte Alegre, a situação é tão crítica que os municípios recebem ajuda ininterrupta desde 2011.
Por ajuda, entenda-se o mínimo em assistência. O envio de carros pipas e o fornecimento de forragem para alimentar o gado magro. Todos os anos, o auxílio consome alguns milhões em recursos públicos, apenas para contornar as dificuldades mais prementes. É assim em toda a região. Enquanto isso, a falida transposição do rio São Francisco, único projeto de grande porte realizado sob o pretexto de irrigar o semi árido nordestino (há controvérsia) serviu apenas para terminar de matar o curso de água.
É triste a sina do sertanejo.