Um rio de dinheiro

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Publicada em 27/11/2018 às 06:13:00

 

Um aperto de mãos no Palácio do 
Planalto custará bilhões de re-
ais aos cofres públicos, Brasil afora. Advogados de um reajuste escandaloso sobre os próprios proventos, os ministros Luiz Fux e Dias Toffolli, do Supremo Tribunal Federal, firmaram um acordo informal com o presidente Michel Temer. Abrem mão de um penduricalho imoral, o auxílio moradia, assim que começarem a receber o aumento de 16,38% sobre os vencimentos mais gordos da República.
Ontem, os jogadores movimentaram as respectivas peças sobre o tabuleiro, honrando a palavra. Primeiro, Temer sancionou o reajuste pleiteado pelo poder judiciário. Logo depois, o ministro Fux revogou a liminar proferida por ele mesmo, há quatro anos, quando o pagamento do auxílio moradia foi questionado na barra dos tribunais.
Desde então, muita água e um rio de dinheiro passou por baixo da ponte. Anualmente, cerca de 919 milhões de reais foram sacados dos cofres públicos para o pagamento de auxílio moradia para 17.094 magistrados, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça. Desse valor, 98 milhões de reais foram destinados aos bolsos forrados dos juízes federais.
Resumida em si mesma, a pretensão já seria condenável. É imperativo lembrar, no entanto, o efeito cascata provocado pela elevação do teto. A fatura pode chegar a R$ 4 bilhões, considerando a repercussão em estados e municípios. Só na União, o custo adicional com a folha do funcionalismo pode ser de R$ 1,4 bilhão, incluindo os três poderes. Isso acontece porque já há hoje servidores ganhando, no fim das contas, mais que os R$ 33,7 mil mensais do teto atual.

Um aperto de mãos no Palácio do  Planalto custará bilhões de re- ais aos cofres públicos, Brasil afora. Advogados de um reajuste escandaloso sobre os próprios proventos, os ministros Luiz Fux e Dias Toffolli, do Supremo Tribunal Federal, firmaram um acordo informal com o presidente Michel Temer. Abrem mão de um penduricalho imoral, o auxílio moradia, assim que começarem a receber o aumento de 16,38% sobre os vencimentos mais gordos da República.
Ontem, os jogadores movimentaram as respectivas peças sobre o tabuleiro, honrando a palavra. Primeiro, Temer sancionou o reajuste pleiteado pelo poder judiciário. Logo depois, o ministro Fux revogou a liminar proferida por ele mesmo, há quatro anos, quando o pagamento do auxílio moradia foi questionado na barra dos tribunais.
Desde então, muita água e um rio de dinheiro passou por baixo da ponte. Anualmente, cerca de 919 milhões de reais foram sacados dos cofres públicos para o pagamento de auxílio moradia para 17.094 magistrados, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça. Desse valor, 98 milhões de reais foram destinados aos bolsos forrados dos juízes federais.
Resumida em si mesma, a pretensão já seria condenável. É imperativo lembrar, no entanto, o efeito cascata provocado pela elevação do teto. A fatura pode chegar a R$ 4 bilhões, considerando a repercussão em estados e municípios. Só na União, o custo adicional com a folha do funcionalismo pode ser de R$ 1,4 bilhão, incluindo os três poderes. Isso acontece porque já há hoje servidores ganhando, no fim das contas, mais que os R$ 33,7 mil mensais do teto atual.