A ORSSE é coisa nossa

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Winston Ramalho é violinista com experiência internacional
Winston Ramalho é violinista com experiência internacional

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Publicada em 28/11/2018 às 06:40:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Aracaju recebe esta 
semana a visita de 
um erudito, Winston Ramalho, um violinista com experiência internacional. Não é pouca coisa. O leitor com a boca cheia de pão com manteiga vai me desculpar a afetação elitista, logo nas primeiras horas da manhã, mas batucar palavras como estas no teclado de um computador velho de guerra é ofício possível somente em lugares civilizados.
Contra todos os percalços, o Governo de Sergipe ainda mantém uma Orquestra. A falta de segurança jurídica pesando sobre a cabeça de seus músicos, as dificuldades derivadas de uma crise econômica renitente, podem até preocupar o público cativo da ORSSE. Mas, verdade seja dita: está para nascer um sergipano letrado capaz de ignorar o valoroso trabalho de formação musical evidente nos concertos sob a batuta do maestro Guilherme Mannis.
Mesmo alguém como eu, alheio ao peso das tradições, com uma educação repleta de falhas, deve alguns aplausos ao conjunto sinfônico. O volume de uma orquestra sempre impressiona. O repertório clássico, apesar do peso de séculos sobre as costas, é dos mais emocionantes. Para ficar no óbvio: Só um coração de pedra bate indiferente ante a 'Ode à Alegria' de Beethoven.
A ORSSE cresceu muito em pouco tempo, chegando a ponto de dialogar com manifestações musicais paridas aqui e agora, bem embaixo do nariz de todo mundo. As apresentações realizadas com a banda The Baggios, o trio Crav&Roza e, mais recente, o Duo Vieira, entre outros artistas em atividade na terrinha, atestam a disposição de encontro e enraizamento.
Ironia das ironias, escrevo de olhos grudados em um céu de chumbo, coberto de nuvens escuras, imitando os modos do firmamento europeu. Bobeira de São Pedro. A ORSSE é coisa nossa, chegada nuns sambas. E, com a bênção de Nelson Cavaquinho, o sol há de brilhar mais uma vez.

Aracaju recebe esta  semana a visita de  um erudito, Winston Ramalho, um violinista com experiência internacional. Não é pouca coisa. O leitor com a boca cheia de pão com manteiga vai me desculpar a afetação elitista, logo nas primeiras horas da manhã, mas batucar palavras como estas no teclado de um computador velho de guerra é ofício possível somente em lugares civilizados.
Contra todos os percalços, o Governo de Sergipe ainda mantém uma Orquestra. A falta de segurança jurídica pesando sobre a cabeça de seus músicos, as dificuldades derivadas de uma crise econômica renitente, podem até preocupar o público cativo da ORSSE. Mas, verdade seja dita: está para nascer um sergipano letrado capaz de ignorar o valoroso trabalho de formação musical evidente nos concertos sob a batuta do maestro Guilherme Mannis.
Mesmo alguém como eu, alheio ao peso das tradições, com uma educação repleta de falhas, deve alguns aplausos ao conjunto sinfônico. O volume de uma orquestra sempre impressiona. O repertório clássico, apesar do peso de séculos sobre as costas, é dos mais emocionantes. Para ficar no óbvio: Só um coração de pedra bate indiferente ante a 'Ode à Alegria' de Beethoven.
A ORSSE cresceu muito em pouco tempo, chegando a ponto de dialogar com manifestações musicais paridas aqui e agora, bem embaixo do nariz de todo mundo. As apresentações realizadas com a banda The Baggios, o trio Crav&Roza e, mais recente, o Duo Vieira, entre outros artistas em atividade na terrinha, atestam a disposição de encontro e enraizamento.
Ironia das ironias, escrevo de olhos grudados em um céu de chumbo, coberto de nuvens escuras, imitando os modos do firmamento europeu. Bobeira de São Pedro. A ORSSE é coisa nossa, chegada nuns sambas. E, com a bênção de Nelson Cavaquinho, o sol há de brilhar mais uma vez.