Polícia amplia investigações no matadouro de Itabaiana

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A interdição do Matadouro de Itabaiana gerou muitos protestos na cidade
A interdição do Matadouro de Itabaiana gerou muitos protestos na cidade

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Publicada em 28/11/2018 às 06:53:00

 

Milton Alves Júnior
A Polícia Civil do Estado de 
Sergipe, através do De-
partamento de crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), segue aguardando o repasse de informações por pparte da Prefeitura de Itabaiana sobre todos os tramites administrativos e operacionais do Matadouro Municipal realizados entre os anos de 2002 até 2012, incluindo, também, informações sobre o abate dos animais. Neste período a prefeitura foi governada por Luciano Bispo e Maria Mendonça. Esta ficou de 2005 a 2008, todo o restante foi comandado por Luciano Bispo (2002/2004 - 2009/2012). Em 2013 Valmir de Francisquinho assumiu o poder executivo municipal.
O pedido de informações complementares foi oficializado esta semana com a perspectiva direta de periciar cada ação pública promovida no espaço onde ao menos 80 famílias trabalhavam diariamente antes de ser interditado por suspeita de protagonizar atos de corrupção. O Jornal do Dia lembra que no último dia 07 deste mês o prefeito de Itabaiana Valmir de Francisquinho (PR), o secretário de Agricultura do município e mais três pessoas foram presos em uma operação coordenada pelo próprio Deotap, em parceria com a Promotoria do Patrimônio Público e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Conforme destacado pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), a operação investiga um desvio de quase R$ 6 milhões nos anos de 2015, 2016 e 2017 administração municipal em decorrência de supostos desvios de taxas recolhidas no matadouro. Estima-se que somente entre os anos de 2015 a 2017 foram abatidos, por ano, entre 2.500 a 3.900 animais, recolhendo entre R$ 24 mil a R$ 39 mil. Ainda de acordo com a SSP, foi possível identificar cobranças de R$ 50 junto aos boiadeiros sem respeitar as formalidades legais. O que implica é que na prática apenas R$ 10 eram recolhidos para os cofres municipais.
Além disso, foram identificados excesso de cobrança indevida de tributos, lavagem de dinheiro, associação criminosa e crime de licitação, todos comprovados no andamento do inquérito policial. Com o mais novo pedido de dados, o setor de inteligência da Polícia Civil espera investigar se por ventura o sistema inconstitucional já era procedido nas gestões anteriores. A SSP não informou se esse pedido ocorreu após denúncias anônimas apontando irregularidades supostamente impostas pelos ex-prefeitos, secretários e gestores diretos do matadouro.
As investigações seguem em sigilo absoluto. Apenas após a conclusão das investigações a Secretaria de Estado da Segurança Pública deve realizar entrevista coletiva e apresentar os resultados desses novos estudos.

A Polícia Civil do Estado de  Sergipe, através do De- partamento de crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), segue aguardando o repasse de informações por pparte da Prefeitura de Itabaiana sobre todos os tramites administrativos e operacionais do Matadouro Municipal realizados entre os anos de 2002 até 2012, incluindo, também, informações sobre o abate dos animais. Neste período a prefeitura foi governada por Luciano Bispo e Maria Mendonça. Esta ficou de 2005 a 2008, todo o restante foi comandado por Luciano Bispo (2002/2004 - 2009/2012). Em 2013 Valmir de Francisquinho assumiu o poder executivo municipal.
O pedido de informações complementares foi oficializado esta semana com a perspectiva direta de periciar cada ação pública promovida no espaço onde ao menos 80 famílias trabalhavam diariamente antes de ser interditado por suspeita de protagonizar atos de corrupção. O Jornal do Dia lembra que no último dia 07 deste mês o prefeito de Itabaiana Valmir de Francisquinho (PR), o secretário de Agricultura do município e mais três pessoas foram presos em uma operação coordenada pelo próprio Deotap, em parceria com a Promotoria do Patrimônio Público e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Conforme destacado pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), a operação investiga um desvio de quase R$ 6 milhões nos anos de 2015, 2016 e 2017 administração municipal em decorrência de supostos desvios de taxas recolhidas no matadouro. Estima-se que somente entre os anos de 2015 a 2017 foram abatidos, por ano, entre 2.500 a 3.900 animais, recolhendo entre R$ 24 mil a R$ 39 mil. Ainda de acordo com a SSP, foi possível identificar cobranças de R$ 50 junto aos boiadeiros sem respeitar as formalidades legais. O que implica é que na prática apenas R$ 10 eram recolhidos para os cofres municipais.
Além disso, foram identificados excesso de cobrança indevida de tributos, lavagem de dinheiro, associação criminosa e crime de licitação, todos comprovados no andamento do inquérito policial. Com o mais novo pedido de dados, o setor de inteligência da Polícia Civil espera investigar se por ventura o sistema inconstitucional já era procedido nas gestões anteriores. A SSP não informou se esse pedido ocorreu após denúncias anônimas apontando irregularidades supostamente impostas pelos ex-prefeitos, secretários e gestores diretos do matadouro.
As investigações seguem em sigilo absoluto. Apenas após a conclusão das investigações a Secretaria de Estado da Segurança Pública deve realizar entrevista coletiva e apresentar os resultados desses novos estudos.