O céu é o limite

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Publicada em 29/11/2018 às 06:30:00

 

O Tribunal de Justiça de Sergipe 
não perdeu tempo. Poucas ho-
ras depois de o presidente Michel Temer sancionar o reajuste dos ministros do Supremo Tribunal Federal, elevando o teto do funcionalismo, os magistrados do Estado aumentaram os próprios salários.
O desembargador Cezário Neto, presidente do TJ/SE, foi rápido no gatilho, não esperou nem um minuto além do estritamente necessário. Para tanto, valeu até antecipar a sessão do Pleno, de ordinário realizada às quartas-feiras. Poucas vezes o Tribunal se mostrou tão célere e proativo.
A elevação do teto, a um custo estimado de R$ 4 bilhões, cálculo dos técnicos do Senado Federal, vai de encontro ao discurso de austeridade proferido pelo presidente desde o primeiro dia de seu controverso mandato. Até agora, a necessidade de um ajuste fiscal foi desculpa para tudo. Do congelamento dos investimentos públicos ao arrocho salarial. A preocupação com a penúria dos cofres públicos só não serviu de obstáculo ao olho grande da turma da toga, desde sempre gorda de privilégios.
A incoerência é flagrante. Enquanto o Governo Federal penaliza o conjunto da população, sob o pretexto da responsabilidade fiscal, cortando gastos e investimentos indispensáveis ao crescimento da economia e o pleno funcionamento de programas sociais, um esforço tardio no sentido de equilibrar as contas públicas, a mesma cartilha pela qual reza o presidente eleito Jair Bolsonaro, os poderosos ministros do Supremo são agraciados com um aumento de 16,38% nos próprios vencimentos.
Para a turma da toga, os magistrados sergipanos incluídos, o céu é o limite.

O Tribunal de Justiça de Sergipe  não perdeu tempo. Poucas ho- ras depois de o presidente Michel Temer sancionar o reajuste dos ministros do Supremo Tribunal Federal, elevando o teto do funcionalismo, os magistrados do Estado aumentaram os próprios salários.
O desembargador Cezário Neto, presidente do TJ/SE, foi rápido no gatilho, não esperou nem um minuto além do estritamente necessário. Para tanto, valeu até antecipar a sessão do Pleno, de ordinário realizada às quartas-feiras. Poucas vezes o Tribunal se mostrou tão célere e proativo.
A elevação do teto, a um custo estimado de R$ 4 bilhões, cálculo dos técnicos do Senado Federal, vai de encontro ao discurso de austeridade proferido pelo presidente desde o primeiro dia de seu controverso mandato. Até agora, a necessidade de um ajuste fiscal foi desculpa para tudo. Do congelamento dos investimentos públicos ao arrocho salarial. A preocupação com a penúria dos cofres públicos só não serviu de obstáculo ao olho grande da turma da toga, desde sempre gorda de privilégios.
A incoerência é flagrante. Enquanto o Governo Federal penaliza o conjunto da população, sob o pretexto da responsabilidade fiscal, cortando gastos e investimentos indispensáveis ao crescimento da economia e o pleno funcionamento de programas sociais, um esforço tardio no sentido de equilibrar as contas públicas, a mesma cartilha pela qual reza o presidente eleito Jair Bolsonaro, os poderosos ministros do Supremo são agraciados com um aumento de 16,38% nos próprios vencimentos.
Para a turma da toga, os magistrados sergipanos incluídos, o céu é o limite.