No prego

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Publicada em 30/11/2018 às 06:31:00

 

Em matéria de comportamento, o 
governo do presidente eleito Jair 
Bolsonaro promete tocar uma pauta inédita, obediente aos rompantes reacionários da bancada evangélica aboletada no Congresso Nacional. Já nos assuntos de economia, tudo indica, a sua gestão será da mais plácida continuidade. Neste particular, contra todas as aparências, Temer e Bolsonaro estão completamente afinados.
Tome-se como exemplo os editais de concessão de aeroportos, ferrovias e portos lançados por Temer. A iniciativa é de um, o presidente em exercício. Mas, na prática, caberá a Bolsonaro tocar o projeto como bem entender. Segundo a equipe de transição de mangas arregaçadas em Brasília, as duas partes estão com os ponteiros sincronizados.
Os editais lançados ontem colocam no prego doze aeroportos de uma vez só. A maioria dos terminais está localizada no nordeste - o aeroporto de Aracaju incluído. Juntos, eles recebem 19,6 milhões de passageiros por ano e respondem por 9,5% do mercado nacional de aviação.
A concessão da Ferrovia Norte-Sul, por sua vez, contempla o trecho de 1.537 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela D'Oeste (SP), entranhado no Brasil profundo. No setor portuário, serão leiloados três terminais em Cabedelo (PB), mais um em Vitória (ES), todos voltados para o armazenamento de graneis líquidos.
Dono de um palavrório cheio de pompa, pontuado por ênclises e mesóclises, o presidente Michel Temer jamais escondeu o apreço pela austeridade. Bolsonaro, ao contrário, é homem de fala curta e grossa. Para ele, empresa estatal é refúgio de ociosos bem relacionados. Não espanta, portanto, que o presidente eleito se disponha a entregar tudo o que não fizer muita falta de mãos beijadas, o mais rápido possível. A concessão de terminais de embarque e desembarque esquecidos no fim do mundo, por exemplo, é coisa que se resolve com um golpe de carimbo e uma caneta afiada, sem maiores consequências. Ponto final.

Em matéria de comportamento, o  governo do presidente eleito Jair  Bolsonaro promete tocar uma pauta inédita, obediente aos rompantes reacionários da bancada evangélica aboletada no Congresso Nacional. Já nos assuntos de economia, tudo indica, a sua gestão será da mais plácida continuidade. Neste particular, contra todas as aparências, Temer e Bolsonaro estão completamente afinados.
Tome-se como exemplo os editais de concessão de aeroportos, ferrovias e portos lançados por Temer. A iniciativa é de um, o presidente em exercício. Mas, na prática, caberá a Bolsonaro tocar o projeto como bem entender. Segundo a equipe de transição de mangas arregaçadas em Brasília, as duas partes estão com os ponteiros sincronizados.
Os editais lançados ontem colocam no prego doze aeroportos de uma vez só. A maioria dos terminais está localizada no nordeste - o aeroporto de Aracaju incluído. Juntos, eles recebem 19,6 milhões de passageiros por ano e respondem por 9,5% do mercado nacional de aviação.
A concessão da Ferrovia Norte-Sul, por sua vez, contempla o trecho de 1.537 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela D'Oeste (SP), entranhado no Brasil profundo. No setor portuário, serão leiloados três terminais em Cabedelo (PB), mais um em Vitória (ES), todos voltados para o armazenamento de graneis líquidos.
Dono de um palavrório cheio de pompa, pontuado por ênclises e mesóclises, o presidente Michel Temer jamais escondeu o apreço pela austeridade. Bolsonaro, ao contrário, é homem de fala curta e grossa. Para ele, empresa estatal é refúgio de ociosos bem relacionados. Não espanta, portanto, que o presidente eleito se disponha a entregar tudo o que não fizer muita falta de mãos beijadas, o mais rápido possível. A concessão de terminais de embarque e desembarque esquecidos no fim do mundo, por exemplo, é coisa que se resolve com um golpe de carimbo e uma caneta afiada, sem maiores consequências. Ponto final.