Saulo Ferreira é condecorado em Brasília

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Saulo Ferreira encheu o coração dos justos de alegria
Saulo Ferreira encheu o coração dos justos de alegria

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Publicada em 30/11/2018 às 06:45:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Nunca fui de dedicar 
muita atenção a tí-
tulos, sou de temperamento avesso a cerimônias e rapapés. Mas quando o talento genuíno é coroado, o coração dos justos se enche de alegria. Agraciado com a Ordem do Mérito Cultural concedida pelo Ministério da Cultura, em Brasília, o guitarrista Saulo Ferreira é merecedor de todos os aplausos. E isso, para o leitor habitual deste Jornal do Dia, não é novidade nenhuma. 
Naturalmente de poucas palavras, o músico transbordou em agradecimentos. "Comigo aqui estão os Ferreira e os Gouveia. Estão meu pai e minha mãe. Comigo estão os meus irmãos, do sangue, da música e da vida. Estão as mais lindas flores, Mariana e Amanda. Aqui estão os meus queridos alunos, com os quais aprendo todos os dias. Comigo estão os meus conterrâneos, a incluir, gente com quem devo ter cruzado pelas ruas da minha cidade, mesmo sem ter tido a honra de chamá-los pelo nome. Comigo está a certeza de que a arte cura, salva, faz refletir, faz mudar pensamentos e quebrar paradigmas. Faz futuro. Agradeço imensamente aos que direta e indiretamente me possibilitaram os valores e a erudição. Simplesmente, não há mérito sem oportunidade".
O músico e o seu instrumento - Onde Saulo Ferreira coloca o dedo, as guitarras pronunciam o seu nome. Sozinho, em colaboração com os maiores da aldeia, na Maria Scombona, Jazz III, Ferraro Trio, o timbre cristalino e o acento jazzy transbordando das cordas sublinham a sua presença no palco.
Mas tal identificação, entre um músico e a voz revelada de seu instrumento, não se dá sem razão. No passo a passo de uma relação a mais pessoal, repleta de descobertas e acidentes, altos e baixos, o tema e o tom da apresentação 'Ela e Eu', talvez a sua performance mais intimista, realizada ano passado.
Ela, no caso, era uma Gibson Les Paul, objeto de culto para grande parte dos guitarristas espalhados pelos quatro cantos do mundo. Segundo o próprio Saulo Ferreira, no entanto, o acordo mencionado antes não se deu sem os conflitos naturais. "Levei bastante tempo para compreendê-la, na verdade, ainda tenho muito a aprender com ela".
Isso, quem diz é o próprio. Quem o escuta debulhando acordes e notas, o sabe doutor no assunto e se impressiona sempre com a elegância e clareza das modulações escandindo temas autorais e leituras inspiradas. Em um caso como em outro, sobressai a faceta singular de Saulo Ferreira. Compositor e instrumentista se igualam em termos de cultura, maestria e personalidade musical.

Nunca fui de dedicar  muita atenção a tí- tulos, sou de temperamento avesso a cerimônias e rapapés. Mas quando o talento genuíno é coroado, o coração dos justos se enche de alegria. Agraciado com a Ordem do Mérito Cultural concedida pelo Ministério da Cultura, em Brasília, o guitarrista Saulo Ferreira é merecedor de todos os aplausos. E isso, para o leitor habitual deste Jornal do Dia, não é novidade nenhuma. 
Naturalmente de poucas palavras, o músico transbordou em agradecimentos. "Comigo aqui estão os Ferreira e os Gouveia. Estão meu pai e minha mãe. Comigo estão os meus irmãos, do sangue, da música e da vida. Estão as mais lindas flores, Mariana e Amanda. Aqui estão os meus queridos alunos, com os quais aprendo todos os dias. Comigo estão os meus conterrâneos, a incluir, gente com quem devo ter cruzado pelas ruas da minha cidade, mesmo sem ter tido a honra de chamá-los pelo nome. Comigo está a certeza de que a arte cura, salva, faz refletir, faz mudar pensamentos e quebrar paradigmas. Faz futuro. Agradeço imensamente aos que direta e indiretamente me possibilitaram os valores e a erudição. Simplesmente, não há mérito sem oportunidade".

O músico e o seu instrumento - Onde Saulo Ferreira coloca o dedo, as guitarras pronunciam o seu nome. Sozinho, em colaboração com os maiores da aldeia, na Maria Scombona, Jazz III, Ferraro Trio, o timbre cristalino e o acento jazzy transbordando das cordas sublinham a sua presença no palco.
Mas tal identificação, entre um músico e a voz revelada de seu instrumento, não se dá sem razão. No passo a passo de uma relação a mais pessoal, repleta de descobertas e acidentes, altos e baixos, o tema e o tom da apresentação 'Ela e Eu', talvez a sua performance mais intimista, realizada ano passado.
Ela, no caso, era uma Gibson Les Paul, objeto de culto para grande parte dos guitarristas espalhados pelos quatro cantos do mundo. Segundo o próprio Saulo Ferreira, no entanto, o acordo mencionado antes não se deu sem os conflitos naturais. "Levei bastante tempo para compreendê-la, na verdade, ainda tenho muito a aprender com ela".
Isso, quem diz é o próprio. Quem o escuta debulhando acordes e notas, o sabe doutor no assunto e se impressiona sempre com a elegância e clareza das modulações escandindo temas autorais e leituras inspiradas. Em um caso como em outro, sobressai a faceta singular de Saulo Ferreira. Compositor e instrumentista se igualam em termos de cultura, maestria e personalidade musical.