Sem crise

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Publicada em 01/12/2018 às 06:38:00

 

Segundo as fontes oficiais, as bur-
ras do estado nunca estiveram 
tão magras. E, no entanto, não faltam voluntários para lhes arrancar um pedaço. A disposição para o saque se manifesta nos lugares mais inesperados. Ontem, por exemplo, a Procuradoria Geral da República reclamou o direito ao auxílio moradia extinto a poucos dias. Aparentemente, a turma do Ministério Público não abre mão dos R$ 4 mil, 
um trocado.
Raquel Dodge, Procuradora Geral, recorreu ao Supremo Tribunal Federal, na esperança de restringir decisão recente do ministro Luis Fux, que deu fim ao benefício em todas as carreiras jurídicas. Para tanto, ela se valeu de uma questão técnica, argumentando que os servidores do Ministério Público não foram citados na matéria original e, assim, não tiveram chance de defesa.
A questão de fundo, entretanto, permanece a mesma. É sabido que os gordos vencimentos dos magistrados são inflados por toda a sorte de penduricalhos. E os procuradores querem os mesmos privilégios. Ao contrário de todo trabalhador, os meritíssimos gozam de benefícios relacionados a despesas médicas, alimentação e a educação de dependentes. O auxílio moradia é apenas a ponta do iceberg.
Nunca será demais lembrar o fosso cavado entre os milionários do poder judiciário e o populacho. As manobras realizadas para empurrar o aumento dos ministros do STF na goela do contribuinte ajudam a entender a imensa disparidade entre salário mínimo e o teto (muitas vezes ultrapassado) do funcionalismo público. Para os privilegiados das esferas mais altas da República, agraciados com super salários, o céu está sempre azul, não há crise.

Segundo as fontes oficiais, as bur- ras do estado nunca estiveram  tão magras. E, no entanto, não faltam voluntários para lhes arrancar um pedaço. A disposição para o saque se manifesta nos lugares mais inesperados. Ontem, por exemplo, a Procuradoria Geral da República reclamou o direito ao auxílio moradia extinto a poucos dias. Aparentemente, a turma do Ministério Público não abre mão dos R$ 4 mil, um trocado.Raquel Dodge, Procuradora Geral, recorreu ao Supremo Tribunal Federal, na esperança de restringir decisão recente do ministro Luis Fux, que deu fim ao benefício em todas as carreiras jurídicas. Para tanto, ela se valeu de uma questão técnica, argumentando que os servidores do Ministério Público não foram citados na matéria original e, assim, não tiveram chance de defesa.
A questão de fundo, entretanto, permanece a mesma. É sabido que os gordos vencimentos dos magistrados são inflados por toda a sorte de penduricalhos. E os procuradores querem os mesmos privilégios. Ao contrário de todo trabalhador, os meritíssimos gozam de benefícios relacionados a despesas médicas, alimentação e a educação de dependentes. O auxílio moradia é apenas a ponta do iceberg.
Nunca será demais lembrar o fosso cavado entre os milionários do poder judiciário e o populacho. As manobras realizadas para empurrar o aumento dos ministros do STF na goela do contribuinte ajudam a entender a imensa disparidade entre salário mínimo e o teto (muitas vezes ultrapassado) do funcionalismo público. Para os privilegiados das esferas mais altas da República, agraciados com super salários, o céu está sempre azul, não há crise.