Complexo Termoelétrico de Sergipe vai proporcionar autonomia energética ao Estado

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As obras da termoelétrica da Barra dos Coqueiros estão adiantadas
As obras da termoelétrica da Barra dos Coqueiros estão adiantadas

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Publicada em 01/12/2018 às 06:59:00

 

Em construção no muni-
cípio da Barra dos Co-
queiros, na Grande Aracaju, o Complexo Termoelétrico Porto de Sergipe I se consolida como o maior investimento privado de Sergipe, com R$ 6,4 bilhões aplicados na construção da maior termoelétrica a gás natural da América Latina. 
O Complexo é formado pela Usina Termoelétrica Porto de Sergipe, que processará gás natural em energia elétrica pela Linha de Transmissão, que levará energia até a rede de transmissão e pelas Instalações Offshore, que contemplam uma unidade de armazenamento e regaseificação do Gás Natural Liquefeito (GNL) e transporte até a usina. 
A Centrais Elétricas de Sergipe (Celse) tem capacidade para gerar até 1.516 megawatts, o suficiente para atender a 20 milhões de brasileiros quando estiver em plena operação. Com 72% das obras concluídas, a operação comercial da usina começará em janeiro de 2020,.
Andamento da obra - De acordo com informações da Celse, os principais equipamentos da usina (turbinas a gás, geradores, caldeiras, transformadores, turbina a vapor) estão instaladas em suas posições e seguem com a montagem de equipamentos periféricos e interconexão. A linha de transmissão já tem 59 das 80 torres instaladas e as subestações da usina e de conexão estão com avanço superior a 90%. No que diz respeito à parte offshore, o navio regaseificador FSRU Golar Nanook está pronto para iniciar sua viagem para o Brasil e chegará à costa de Sergipe em fevereiro de 2019, quando será conectado ao sistema de ancoragem em março.
O gasoduto de transporte do gás natural comprimido já foi instalado. A adutora e o emissário de água de resfriamento estão instalados e em processo de conexão com a usina. Para as próximas etapas, estão previstas a conclusão da linha de transmissão, instalação de alguns equipamentos menores, que ainda serão embarcados, e conclusão da montagem eletromecânica para iniciar o comissionamento e os testes.
Ainda segundo dados da assessoria de comunicação da Celse, a parte marítima, o sistema de ancoragem está em finalização em um estaleiro na Indonésia e deve ser instalado na costa da Barra dos Coqueiros em janeiro de 2019. O presidente da Celse, Pedro Litsek, falou sobre o impacto positivo da chegada da Usina Termoelétrica em Aracaju. 
"Um dos benefícios sentidos pela população nordestina é a ampliação da segurança energética, o que certamente beneficiará Sergipe. A geração despachável, em um ambiente de geração cada vez mais intermitente, trará ao sistema elétrico um melhor equilíbrio, minimizando a ocorrência de apagões. Além disso, a região se tornará um polo de gás. Isso inclui não só o projeto de expansão da geração - quando teremos a possibilidade de duplicar a Celse -, mas outros que poderão ter grande impacto, uma vez que o complexo pode prover serviços de regaseificação para terceiros que necessitarem de gás como insumo. Há uma série de projetos que se viabilizam a partir da existência do gás na região, não só em forma gasosa como na forma líquida", ressalta.
Importância - O presidente da Celse ressaltou ainda outra novidade, que poderá fomentar em Sergipe a concorrência no segmento. "Recentemente apresentamos à Sergas documento em que nos cadastramos como possível supridor de gás para aquela distribuidora. A competição para o fornecimento de gás é saudável e - ao final - quem se beneficia é o consumidor. Ou seja, há um conjunto de benefícios que certamente trarão para o estado melhores condições de desenvolvimento e educação", ressaltou Litsek.
Quando entrar em operação, o Complexo colocará Sergipe na segunda posição do ranking de produção de energia do Nordeste. Além disso, vai propocionar autonomia energética ao estado. As informações são do assessor de Políticas de Desenvolvimento do Governo do Estado, Oliveira Junior.
"O primeiro ponto positivo da implantação é que, a partir desse momento, o estado terá uma capacidade de geração de energia muito mais alta que os outros estados nordestinos, capaz de atender as nessecidades da economia sergipana por muito tempo. Isso, claro, dá mais segurança e tranquilidade às empresas que querem se instalar aqui, afinal, pelas próximas décadas, o abastecimento de energia não será um problrma", explicou Oliveira Junior.
O assessor também destaca um outro elemento importante, que é a geração de emprego e renda, além do fomento à economia do estado. "O uso do gás como insumo energético é relativamente novo no Brasil e, com a chegada dessa termoelétrica, o uso do gás vai ser ampliado. O uso desse insumo para a produção de energia vai permitir se criar um segmento da economia que atua na produção e no uso do gás, o que gera importante cadeia produtiva para o nosso estado", complementou.

Em construção no muni- cípio da Barra dos Co- queiros, na Grande Aracaju, o Complexo Termoelétrico Porto de Sergipe I se consolida como o maior investimento privado de Sergipe, com R$ 6,4 bilhões aplicados na construção da maior termoelétrica a gás natural da América Latina. 
O Complexo é formado pela Usina Termoelétrica Porto de Sergipe, que processará gás natural em energia elétrica pela Linha de Transmissão, que levará energia até a rede de transmissão e pelas Instalações Offshore, que contemplam uma unidade de armazenamento e regaseificação do Gás Natural Liquefeito (GNL) e transporte até a usina. 
A Centrais Elétricas de Sergipe (Celse) tem capacidade para gerar até 1.516 megawatts, o suficiente para atender a 20 milhões de brasileiros quando estiver em plena operação. Com 72% das obras concluídas, a operação comercial da usina começará em janeiro de 2020,.

Andamento da obra - De acordo com informações da Celse, os principais equipamentos da usina (turbinas a gás, geradores, caldeiras, transformadores, turbina a vapor) estão instaladas em suas posições e seguem com a montagem de equipamentos periféricos e interconexão. A linha de transmissão já tem 59 das 80 torres instaladas e as subestações da usina e de conexão estão com avanço superior a 90%. No que diz respeito à parte offshore, o navio regaseificador FSRU Golar Nanook está pronto para iniciar sua viagem para o Brasil e chegará à costa de Sergipe em fevereiro de 2019, quando será conectado ao sistema de ancoragem em março.
O gasoduto de transporte do gás natural comprimido já foi instalado. A adutora e o emissário de água de resfriamento estão instalados e em processo de conexão com a usina. Para as próximas etapas, estão previstas a conclusão da linha de transmissão, instalação de alguns equipamentos menores, que ainda serão embarcados, e conclusão da montagem eletromecânica para iniciar o comissionamento e os testes.
Ainda segundo dados da assessoria de comunicação da Celse, a parte marítima, o sistema de ancoragem está em finalização em um estaleiro na Indonésia e deve ser instalado na costa da Barra dos Coqueiros em janeiro de 2019. O presidente da Celse, Pedro Litsek, falou sobre o impacto positivo da chegada da Usina Termoelétrica em Aracaju. 
"Um dos benefícios sentidos pela população nordestina é a ampliação da segurança energética, o que certamente beneficiará Sergipe. A geração despachável, em um ambiente de geração cada vez mais intermitente, trará ao sistema elétrico um melhor equilíbrio, minimizando a ocorrência de apagões. Além disso, a região se tornará um polo de gás. Isso inclui não só o projeto de expansão da geração - quando teremos a possibilidade de duplicar a Celse -, mas outros que poderão ter grande impacto, uma vez que o complexo pode prover serviços de regaseificação para terceiros que necessitarem de gás como insumo. Há uma série de projetos que se viabilizam a partir da existência do gás na região, não só em forma gasosa como na forma líquida", ressalta.

Importância - O presidente da Celse ressaltou ainda outra novidade, que poderá fomentar em Sergipe a concorrência no segmento. "Recentemente apresentamos à Sergas documento em que nos cadastramos como possível supridor de gás para aquela distribuidora. A competição para o fornecimento de gás é saudável e - ao final - quem se beneficia é o consumidor. Ou seja, há um conjunto de benefícios que certamente trarão para o estado melhores condições de desenvolvimento e educação", ressaltou Litsek.
Quando entrar em operação, o Complexo colocará Sergipe na segunda posição do ranking de produção de energia do Nordeste. Além disso, vai propocionar autonomia energética ao estado. As informações são do assessor de Políticas de Desenvolvimento do Governo do Estado, Oliveira Junior.
"O primeiro ponto positivo da implantação é que, a partir desse momento, o estado terá uma capacidade de geração de energia muito mais alta que os outros estados nordestinos, capaz de atender as nessecidades da economia sergipana por muito tempo. Isso, claro, dá mais segurança e tranquilidade às empresas que querem se instalar aqui, afinal, pelas próximas décadas, o abastecimento de energia não será um problrma", explicou Oliveira Junior.
O assessor também destaca um outro elemento importante, que é a geração de emprego e renda, além do fomento à economia do estado. "O uso do gás como insumo energético é relativamente novo no Brasil e, com a chegada dessa termoelétrica, o uso do gás vai ser ampliado. O uso desse insumo para a produção de energia vai permitir se criar um segmento da economia que atua na produção e no uso do gás, o que gera importante cadeia produtiva para o nosso estado", complementou.