Mais duas mortes por afogamento no Estado

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Publicada em 04/12/2018 às 07:28:00

 

Milton Alves Júnior
Início do período de férias 
estudantil tem gerado pre-
ocupação aos órgãos de Segurança Pública, em especial aos profissionais do Corpo de Bombeiros Militar que atuam na faixa litorânea de Sergipe. O problema, conforme enaltecido pelo agrupamento Marítimo (Gmar), está na ausência de cautela por parte de banhistas na hora de aproveitar a folga para se banhar nas praias. A preocupação atormenta os profissionais salva vidas em virtude do alto índice de afogamento; somente neste final de semana duas pessoas morreram o município de Estância. Os sinistros foram registrados no bairro Bonfim e no povoado Caraíbas.
O primeiro caso envolve o adolescente Franciel Santos Costa, de apenas 18 anos. Ele estava tomando banho quando foi surpreendido pela correnteza, tentou retornar à faixa de areia, mas perdeu a força e acabou sofrendo o afogamento. Diante do desespero, populares acionaram o Corpo de Bombeiros enquanto outras testemunhas se mobilizaram na perspectiva de salvar o jovem. Apesar do trabalho coletivo, assim que a equipe de resgate chegou a população já havia retirado Franciel Santos sem apresentar sinais vitais. O corpo recebeu análise técnica ainda no local da tragédia e em seguida foi encaminhado para a sede do Instituto Médico Legal, em Aracaju.
Com posturas semelhantes, o segundo caso envolve outro adolescente, desta vez Gabriel de Souza Ferreira, de 16 anos. A vítima também realizava nado quando foi surpreendido pela natureza, buscou retornar à região segura, mas não obteve êxito. Durante o processo de luta contra a correnteza ele chegou a pedir socorro, mas sem o apoio de canoas, coletes salva-vidas ou pranchas, os populares não conseguiram realizar o resgate a tempo. Profissionais do Grupamento Marítimo também estiveram no local, mas quando chegaram Gabriel Ferreira já havia sido retirado. Oficializado o óbito, o corpo também foi encaminhado para a sede do IML.
Verão - De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupou em 2015 o 3º lugar no ranking mundial de afogamentos. Boletim da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), publicado no ano passado, aponta que diariamente morrem 17 brasileiros. O Norte do Brasil é a região que tem o maior índice de mortalidade por afogamento. Os adolescentes são os que têm o maior risco de morte. Além disso, crianças acima de 10 anos se afogam mais em águas naturais, como rios, represas e praias. O boletim indica que as crianças abaixo de nove anos são as maiores vítimas do afogamento, que é a segunda causa de morte nesta faixa etária. Ainda segundo a Sobrasa, o afogamento é uma das doenças de maior impacto na saúde e na economia do mundo.
Considerando o tempo de exposição ao risco de acidente, o afogamento tem 200 vezes mais risco de óbito que os acidentes de transporte. De todos os óbitos no mundo, 0,7% ocorrem por afogamento não intencional. Os homens se afogam e morrem em média seis vezes mais que as mulheres. De acordo com a Sobrasa, embora a mortalidade por afogamento tenha caído no período de 1979 a 2015, ela é preocupante e merece atenção das autoridades. 44% dos afogamentos ocorrem entre novembro e fevereiro, período do auge do Verão. Mais de 65% dos incidentes ocorrem nos finais de semana e feriados. Mais de 50% ocorrem entre 10h e 14h.
De acordo com o agente Everton Alves: "são por esses casos que flagramos e pelos dados nacionais que ficamos preocupados durante o ano inteiro, mas em especial nesse período do ano. Nunca é demais destacar a necessidade de se precaver, buscar o banho longe da profundidade que cubra a cintura, e sempre com pessoas próximas. Dessa forma é possível diminuir os riscos de afogamento e consequente morte".

Início do período de férias  estudantil tem gerado pre- ocupação aos órgãos de Segurança Pública, em especial aos profissionais do Corpo de Bombeiros Militar que atuam na faixa litorânea de Sergipe. O problema, conforme enaltecido pelo agrupamento Marítimo (Gmar), está na ausência de cautela por parte de banhistas na hora de aproveitar a folga para se banhar nas praias. A preocupação atormenta os profissionais salva vidas em virtude do alto índice de afogamento; somente neste final de semana duas pessoas morreram o município de Estância. Os sinistros foram registrados no bairro Bonfim e no povoado Caraíbas.
O primeiro caso envolve o adolescente Franciel Santos Costa, de apenas 18 anos. Ele estava tomando banho quando foi surpreendido pela correnteza, tentou retornar à faixa de areia, mas perdeu a força e acabou sofrendo o afogamento. Diante do desespero, populares acionaram o Corpo de Bombeiros enquanto outras testemunhas se mobilizaram na perspectiva de salvar o jovem. Apesar do trabalho coletivo, assim que a equipe de resgate chegou a população já havia retirado Franciel Santos sem apresentar sinais vitais. O corpo recebeu análise técnica ainda no local da tragédia e em seguida foi encaminhado para a sede do Instituto Médico Legal, em Aracaju.
Com posturas semelhantes, o segundo caso envolve outro adolescente, desta vez Gabriel de Souza Ferreira, de 16 anos. A vítima também realizava nado quando foi surpreendido pela natureza, buscou retornar à região segura, mas não obteve êxito. Durante o processo de luta contra a correnteza ele chegou a pedir socorro, mas sem o apoio de canoas, coletes salva-vidas ou pranchas, os populares não conseguiram realizar o resgate a tempo. Profissionais do Grupamento Marítimo também estiveram no local, mas quando chegaram Gabriel Ferreira já havia sido retirado. Oficializado o óbito, o corpo também foi encaminhado para a sede do IML.

Verão - De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupou em 2015 o 3º lugar no ranking mundial de afogamentos. Boletim da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), publicado no ano passado, aponta que diariamente morrem 17 brasileiros. O Norte do Brasil é a região que tem o maior índice de mortalidade por afogamento. Os adolescentes são os que têm o maior risco de morte. Além disso, crianças acima de 10 anos se afogam mais em águas naturais, como rios, represas e praias. O boletim indica que as crianças abaixo de nove anos são as maiores vítimas do afogamento, que é a segunda causa de morte nesta faixa etária. Ainda segundo a Sobrasa, o afogamento é uma das doenças de maior impacto na saúde e na economia do mundo.
Considerando o tempo de exposição ao risco de acidente, o afogamento tem 200 vezes mais risco de óbito que os acidentes de transporte. De todos os óbitos no mundo, 0,7% ocorrem por afogamento não intencional. Os homens se afogam e morrem em média seis vezes mais que as mulheres. De acordo com a Sobrasa, embora a mortalidade por afogamento tenha caído no período de 1979 a 2015, ela é preocupante e merece atenção das autoridades. 44% dos afogamentos ocorrem entre novembro e fevereiro, período do auge do Verão. Mais de 65% dos incidentes ocorrem nos finais de semana e feriados. Mais de 50% ocorrem entre 10h e 14h.
De acordo com o agente Everton Alves: "são por esses casos que flagramos e pelos dados nacionais que ficamos preocupados durante o ano inteiro, mas em especial nesse período do ano. Nunca é demais destacar a necessidade de se precaver, buscar o banho longe da profundidade que cubra a cintura, e sempre com pessoas próximas. Dessa forma é possível diminuir os riscos de afogamento e consequente morte".