Pacto pela Educação

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Publicada em 05/12/2018 às 06:05:00

 

Os recursos que fazem falta aos 
estudantes sergipanos podem 
estar represados pela burocracia da União. Quem pensa assim são os procuradores do Ministério Público Federal em Sergipe. Segundo uma série de Ações Civis Públicas ajuizadas esta semana, Estado e municípios têm cerca de R$ 140 milhões a receber.
Demanda para investimento na área não falta. Estrutura física e pedagógica, inclusão, alimentação e transporte escolar, pontos destacados por um pacto pela educação firmado pela administração estadual e municípios com o Ministério Público, não dependem exclusivamente de vontade política.
Dados coletados em 2014 demonstravam que a rede estadual de ensino comportava 354 escolas. Em todo o estado, pelo menos 1833 unidades de ensino eram bem ou mal mantidas com recursos públicos. Mesmo assim, mais de 18 mil jovens contando entre 15 e 17 anos estavam fora das salas de aula.
Se for mesmo como diz o MPF/SE, os recursos retidos pelo Fundeb desde 1998 e até 2006 podem ajudar a explicar a derrocada da educação sergipana. Segundo todos os índices responsáveis pela aferição de aprendizado aplicados nas escolas locais, nossos estudantes estão francamente despreparados para enfrentar o mundo.
A cada dois anos, quando o índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) é divulgado, gestores e profissionais da educação são obrigados a admitir a falência dos próprios esforços. Na ponta do lápis, os índices de aprendizagem são insuficientes e a evasão escolar exacerbada. Na última avaliação, Sergipe pontuou abaixo da já modesta média nacional.
Os números apontam a necessidade de uma reação, como reclama agora o MPF/SE. As razões para a defasagem no ensino são muitas. Vão desde a jornada de trabalho imposta aos profissionais de educação à ausência de estrutura adequada na rede de ensino pública. Certo é que sem providências, as escolas brasileiras e sergipanas vêm formando gerações inteiras de analfabetos funcionais. Não dá mais para seguir no mesmo compasso. A escola não é lugar de faz de conta.

Os recursos que fazem falta aos  estudantes sergipanos podem  estar represados pela burocracia da União. Quem pensa assim são os procuradores do Ministério Público Federal em Sergipe. Segundo uma série de Ações Civis Públicas ajuizadas esta semana, Estado e municípios têm cerca de R$ 140 milhões a receber.
Demanda para investimento na área não falta. Estrutura física e pedagógica, inclusão, alimentação e transporte escolar, pontos destacados por um pacto pela educação firmado pela administração estadual e municípios com o Ministério Público, não dependem exclusivamente de vontade política.
Dados coletados em 2014 demonstravam que a rede estadual de ensino comportava 354 escolas. Em todo o estado, pelo menos 1833 unidades de ensino eram bem ou mal mantidas com recursos públicos. Mesmo assim, mais de 18 mil jovens contando entre 15 e 17 anos estavam fora das salas de aula.
Se for mesmo como diz o MPF/SE, os recursos retidos pelo Fundeb desde 1998 e até 2006 podem ajudar a explicar a derrocada da educação sergipana. Segundo todos os índices responsáveis pela aferição de aprendizado aplicados nas escolas locais, nossos estudantes estão francamente despreparados para enfrentar o mundo.
A cada dois anos, quando o índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) é divulgado, gestores e profissionais da educação são obrigados a admitir a falência dos próprios esforços. Na ponta do lápis, os índices de aprendizagem são insuficientes e a evasão escolar exacerbada. Na última avaliação, Sergipe pontuou abaixo da já modesta média nacional.
Os números apontam a necessidade de uma reação, como reclama agora o MPF/SE. As razões para a defasagem no ensino são muitas. Vão desde a jornada de trabalho imposta aos profissionais de educação à ausência de estrutura adequada na rede de ensino pública. Certo é que sem providências, as escolas brasileiras e sergipanas vêm formando gerações inteiras de analfabetos funcionais. Não dá mais para seguir no mesmo compasso. A escola não é lugar de faz de conta.