Médicos cubanos começam a ser substituídos no Estado

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Publicada em 05/12/2018 às 07:13:00

 

Milton Alves Júnior
Dez dias após a saí-
da de 94 médicos 
cubanos, os quais atuavam desde o ano de 2013 em 35 municípios sergipanos através do Programa Mais Médicos, o Governo do Estado de Sergipe oficializou na tarde de ontem que 30 novos profissionais cadastrados no novo modelo administrativo já estão nos respectivos postos dando continuidade ao atendimento ofertado aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Por parte da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a perspectiva é que até a sexta-feira da semana que vem (14), data limite para apresentação dos médicos selecionados, todos os municípios estejam com as escalas funcionais devidamente preenchidas.
Um balanço atualizado apresentado pelo Ministério da Saúde (MS) indica que até a manhã de ontem 73 médicos já se apresentaram ao Governo do Estado, e quatro apresentaram renúncia ao desejo de atuar em Sergipe. De acordo com a Referência Técnica do Programa Mais Médicos em Sergipe, Elisa Leite, depois do clima de incertezas envolvendo o programa, responsável por atender ao menos 600 mil sergipanos, os problemas começam a ser solucionados dentro do prazo previsto. Com mais de 75% dos profissionais já em território sergipano, a estimativa dos órgãos administradores do sistema é que até a próxima segunda-feira, 10, ao menos 60 médicos estejam trabalhando.
No que se refere às desistências, Elisa Leite enaltece a agilidade adotada pelo Ministério da Saúde desde o primeiro comunicado oficial emitido por Cuba informando a desistência em permanecer com a parceria firmada junto ao Governo Federal brasileiro. "O Ministério está sendo célere na tomada de decisão e publicação de editais, evitando, dessa forma, que o problema da falta de médicos nos municípios se agrave", disse. Se mostrando precavido quanto as desistências de última hora, no final da tarde de ontem o MS lançou um novo edital para o preenchimento das vagas abertas. 17 médicos cadastrado no sistema ainda não se apresentaram em Sergipe.
Ao todo, o programa oferece 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas, que antes eram ocupadas por médicos contratados por meio de acordo de cooperação com Cuba. Criado em 2013 durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos ajuda a enfrentar o problema da má distribuição de médicos pelo país e para aprimorar a Atenção Básica no Brasil, principalmente nas regiões mais carentes. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 63 milhões de pessoas foram atendidas em 73% dos municípios brasileiros nos primeiros dois anos do programa.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que após o dia 14, um novo levantamento será feito pelo Ministério da Saúde para apurar quantas vagas foram preenchidas e quantas continuam abertas. A partir daí um novo edital deverá ser lançado, reabrindo inscrições no Programa Mais Médicos para os profissionais brasileiros.

Dez dias após a saída de 94 médicos  cubanos, os quais atuavam desde o ano de 2013 em 35 municípios sergipanos através do Programa Mais Médicos, o Governo do Estado de Sergipe oficializou na tarde de ontem que 30 novos profissionais cadastrados no novo modelo administrativo já estão nos respectivos postos dando continuidade ao atendimento ofertado aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Por parte da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a perspectiva é que até a sexta-feira da semana que vem (14), data limite para apresentação dos médicos selecionados, todos os municípios estejam com as escalas funcionais devidamente preenchidas.
Um balanço atualizado apresentado pelo Ministério da Saúde (MS) indica que até a manhã de ontem 73 médicos já se apresentaram ao Governo do Estado, e quatro apresentaram renúncia ao desejo de atuar em Sergipe. De acordo com a Referência Técnica do Programa Mais Médicos em Sergipe, Elisa Leite, depois do clima de incertezas envolvendo o programa, responsável por atender ao menos 600 mil sergipanos, os problemas começam a ser solucionados dentro do prazo previsto. Com mais de 75% dos profissionais já em território sergipano, a estimativa dos órgãos administradores do sistema é que até a próxima segunda-feira, 10, ao menos 60 médicos estejam trabalhando.
No que se refere às desistências, Elisa Leite enaltece a agilidade adotada pelo Ministério da Saúde desde o primeiro comunicado oficial emitido por Cuba informando a desistência em permanecer com a parceria firmada junto ao Governo Federal brasileiro. "O Ministério está sendo célere na tomada de decisão e publicação de editais, evitando, dessa forma, que o problema da falta de médicos nos municípios se agrave", disse. Se mostrando precavido quanto as desistências de última hora, no final da tarde de ontem o MS lançou um novo edital para o preenchimento das vagas abertas. 17 médicos cadastrado no sistema ainda não se apresentaram em Sergipe.
Ao todo, o programa oferece 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas, que antes eram ocupadas por médicos contratados por meio de acordo de cooperação com Cuba. Criado em 2013 durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos ajuda a enfrentar o problema da má distribuição de médicos pelo país e para aprimorar a Atenção Básica no Brasil, principalmente nas regiões mais carentes. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 63 milhões de pessoas foram atendidas em 73% dos municípios brasileiros nos primeiros dois anos do programa.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que após o dia 14, um novo levantamento será feito pelo Ministério da Saúde para apurar quantas vagas foram preenchidas e quantas continuam abertas. A partir daí um novo edital deverá ser lançado, reabrindo inscrições no Programa Mais Médicos para os profissionais brasileiros.