Os vários Natais

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Publicada em 06/12/2018 às 07:00:00

 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB
Nossas capitais se apresentam 
ricamente engalanadas para a 
festa do Natal. Mas, é diversa a celebração do Natal, conforme o compromisso cristão e a sensibilidade religiosa de cada um.
Há o Natal do consumo, que é o Natal dos presentes, dos shoppings centers lotados, das ruas comerciais apinhadas de pedestres apressados, dos comerciantes calculando os lucros, em comparação com outras datas do calendário festivo. É o Natal dos cartões sem referência ao Divino Aniversariante. É o Natal do Papai Noel, o velho barbudo de origem episcopal, que vem das regiões gélidas do planeta.
Há o Natal da gastronômica ceia natalina, o Natal do peru cevado e dos vinhos importados, reunindo parentes, provindos de outras cidades para a Ceia da meia-noite.
Há o Natal histórico, comemorando o fato acontecido pelos anos 6/5 antes da era cristã, relatado pelo evangelista Lucas, no qual uma Virgem chamada Maria, desposada com um carpinteiro de nome José, deu à luz virginalmente a uma Criança, que envolveu em paninhos e reclinou numa manjedoura em uma gruta nos arredores de Belém de Judá porque, apesar de serem descendentes do rei Davi, não haviam encontrado lugar para eles na cidade, durante o recenseamento ordenado pelo imperador romano César Augusto. Os pastores que vigiavam seus rebanhos nos arredores de Belém (portanto, não era inverno nem era dezembro...) foram notificados por anjos do céu do fato extraordinário do nascimento do Messias esperado e convidados a ir adorar o recém-nascido na gruta, sempre segundo o evangelista Lucas. E a fé cristã nos diz que este Menino de Belém é o próprio Filho de Deus feito homem para nossa salvação.
Há, finalmente, baseado nessa revelação bíblica, o Natal da Missa do galo, com a celebração da Divina Eucaristia naquela Noite Santa, preparada com a recepção do Santo Sacramento da Confissão, para uma piedosa Comunhão e participação digna e frutuosa do Sacrifício Eucarístico.
Este é o Natal da Igreja. Este deve ser o nosso Natal, sem desprezar os outros Natais, mas evitando os exageros e colocando o Natal do Papai Noel, da Árvore, dos presentes, dos cartões e da ceia natalina em dependência da celebração litúrgica da Noite Santa do nascimento do Filho de Deus, feito homem por nosso amor.    
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)
dedvaldo@salesianorecife.org.br 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB

Nossas capitais se apresentam  ricamente engalanadas para a  festa do Natal. Mas, é diversa a celebração do Natal, conforme o compromisso cristão e a sensibilidade religiosa de cada um.
Há o Natal do consumo, que é o Natal dos presentes, dos shoppings centers lotados, das ruas comerciais apinhadas de pedestres apressados, dos comerciantes calculando os lucros, em comparação com outras datas do calendário festivo. É o Natal dos cartões sem referência ao Divino Aniversariante. É o Natal do Papai Noel, o velho barbudo de origem episcopal, que vem das regiões gélidas do planeta.
Há o Natal da gastronômica ceia natalina, o Natal do peru cevado e dos vinhos importados, reunindo parentes, provindos de outras cidades para a Ceia da meia-noite.
Há o Natal histórico, comemorando o fato acontecido pelos anos 6/5 antes da era cristã, relatado pelo evangelista Lucas, no qual uma Virgem chamada Maria, desposada com um carpinteiro de nome José, deu à luz virginalmente a uma Criança, que envolveu em paninhos e reclinou numa manjedoura em uma gruta nos arredores de Belém de Judá porque, apesar de serem descendentes do rei Davi, não haviam encontrado lugar para eles na cidade, durante o recenseamento ordenado pelo imperador romano César Augusto. Os pastores que vigiavam seus rebanhos nos arredores de Belém (portanto, não era inverno nem era dezembro...) foram notificados por anjos do céu do fato extraordinário do nascimento do Messias esperado e convidados a ir adorar o recém-nascido na gruta, sempre segundo o evangelista Lucas. E a fé cristã nos diz que este Menino de Belém é o próprio Filho de Deus feito homem para nossa salvação.
Há, finalmente, baseado nessa revelação bíblica, o Natal da Missa do galo, com a celebração da Divina Eucaristia naquela Noite Santa, preparada com a recepção do Santo Sacramento da Confissão, para uma piedosa Comunhão e participação digna e frutuosa do Sacrifício Eucarístico.
Este é o Natal da Igreja. Este deve ser o nosso Natal, sem desprezar os outros Natais, mas evitando os exageros e colocando o Natal do Papai Noel, da Árvore, dos presentes, dos cartões e da ceia natalina em dependência da celebração litúrgica da Noite Santa do nascimento do Filho de Deus, feito homem por nosso amor.    

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)dedvaldo@salesianorecife.org.br