Pobreza extrema

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Publicada em 06/12/2018 às 07:03:00

 

O curso da história é caminho re-
pleto de altos e baixos, avanços 
e retrocessos. Quando o mundo anda para trás, no entanto, é sinal de que os homens em posição de comando falharam de modo desastroso.
Assim ocorre aqui e agora. A multiplicação dos brasileiros miseráveis em 2017, um dado auferido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela os equívocos cometidos em Brasília. As melhores intenções alegadas nos púlpitos mais altos da República não impediram o povo de passar fome.
Ano passado, mais de 15 milhões de brasileiros, 7,4% da população, estavam em situação de extrema pobreza. Considerada a definição do Banco Mundial, segundo a qual os extremamente pobres sobrevivem com R$ 140 por mês, é possível imaginar o desespero dos indigentes na base da pirâmide social.
A pesquisa do IBGE abrange também as condições de vida dos brasileiros. Neste particular, observados moradia, além do acesso a bens e serviços, os índices dão contornos bem definidos a um País desconhecido dos privilegiados, com ruas de barro e esgoto a céu aberto, sem código postal. Cerca de 27 milhões de brasileiros, 13% da população, vivem em condições degradantes.
Já foram apontadas diversas razões para explicar a existência da pobreza extrema em um país tão rico quanto o Brasil. Do clima tropical, à miscigenação, derivada de um drama histórico desumano como a escravidão, tudo já foi usado como desculpa para justificar a indignidade da fome. A verdade, no entanto, é mais imediata: Falta sensibilidade aos poderosos. Nos palácios, o pobre não entra.

O curso da história é caminho re- pleto de altos e baixos, avanços  e retrocessos. Quando o mundo anda para trás, no entanto, é sinal de que os homens em posição de comando falharam de modo desastroso.Assim ocorre aqui e agora. A multiplicação dos brasileiros miseráveis em 2017, um dado auferido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela os equívocos cometidos em Brasília. As melhores intenções alegadas nos púlpitos mais altos da República não impediram o povo de passar fome.
Ano passado, mais de 15 milhões de brasileiros, 7,4% da população, estavam em situação de extrema pobreza. Considerada a definição do Banco Mundial, segundo a qual os extremamente pobres sobrevivem com R$ 140 por mês, é possível imaginar o desespero dos indigentes na base da pirâmide social.
A pesquisa do IBGE abrange também as condições de vida dos brasileiros. Neste particular, observados moradia, além do acesso a bens e serviços, os índices dão contornos bem definidos a um País desconhecido dos privilegiados, com ruas de barro e esgoto a céu aberto, sem código postal. Cerca de 27 milhões de brasileiros, 13% da população, vivem em condições degradantes.
Já foram apontadas diversas razões para explicar a existência da pobreza extrema em um país tão rico quanto o Brasil. Do clima tropical, à miscigenação, derivada de um drama histórico desumano como a escravidão, tudo já foi usado como desculpa para justificar a indignidade da fome. A verdade, no entanto, é mais imediata: Falta sensibilidade aos poderosos. Nos palácios, o pobre não entra.