Especialista defende mudança em metodologia para combater analfabetismo

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A cientista da linguagem Leonor Scliar Cabral  defende mudanças metodológicas para enfrentar o analfabetismo
A cientista da linguagem Leonor Scliar Cabral defende mudanças metodológicas para enfrentar o analfabetismo

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Publicada em 07/12/2018 às 05:14:00

 

Milton Alves Júnior
O Museu da Gente 
Sergipana, em Ara-
caju, recebeu na tarde de ontem gestores públicos, profissionais da educação e psicologia com a perspectiva de discutir o índice de analfabetismo registrado ao longo dos últimos anos em todos os 75 municípios do Estado de Sergipe. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017 a taxa ficou estimada em 14,5%, o equivalente a 258 mil analfabetos na menor unidade federativa do Brasil. Esses dados negativos persistem, mesmo, se comparado a 2016, Sergipe ter registrado a diminuição de dois mil sergipanos no índice de analfabetismo.
Para a cientista da linguagem Leonor Scliar Cabral, é perceptível a preocupação que insiste em permanecer presente no dia-a-dia de milhares de educadores em torno do  mundo quando se envolve o índice de analfabetismo. Paralelo ao retrocesso público escolar que afeta diretamente o sistema administrativo e operacional de instituições de ensino infantil, a falta de atrativos disciplinares contribuem para que o número de brasileiros com idade inferior a 15 anos mantenha as estatísticas negativas. Na concepção da professora, criadora do Método de Alfabetização Scliar de Educação, para mudar este cenário é imprescindível que o trabalho progressista seja implantado de forma coletiva.
"Na manhã dessa quinta-feira estive na Universidade Federal de Sergipe debatendo esse assunto, agora estamos aqui no Museu para prosseguir com o estudo de casos. É isso! Precisamos intensificar os debates não apenas com os professores, mas também com os secretários municipais, coordenadores pedagógicos, acadêmicos de pedagogia, psicólogos, profissionais da área de direito, e, sobretudo, com as famílias. Ou nós nos unimos em busca de seguir exemplos que deram certo, ou essas estatísticas de analfabetismo permanecerá comprometendo o presente e o futuro do nosso país", avaliou. Quando Leonor Scliar cita 'espelhar em exemplos', em Sergipe ela se refere ao município de Lagarto.
Apontada como uma das cidades sergipanas com o maior índice de qualificação da educação e de redução gradativa do número de analfabetos, Lagarto adotou o Sistema Scliar de Educação e hoje é apontada como referência nacional. Questionada quanto aos encaminhamentos adorados em busca do desenvolvimento educacional na cidade, a especialista destacou: "força de vontade unilateral; compromisso de todos, ou da grandiosa maioria, em torno do desejo de se deparar com estudantes, futuros adultos, alfabetizados e dispostos a se tornar profissionais qualificados. Para combater o analfabetismo é preciso valorizar a educação básica, sem isso será difícil mudar o cenário atual".
Mudança metodológica - Durante o evento a cientista da linguagem enalteceu que os demais municípios devem se espelhar em Lagarto. O município passou a adotar a técnica em 2017, inicialmente como uma fase de teste, para justamente tentar reverter os índices da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA). Desde então é possível se deparar com resultados surpreendentemente acima da médica nacional. Segundo Leonor Scliar, o município tentar tornar o método mais abrangente para beneficiar um maior número de crianças.
"É necessário mudar as velhas práticas e adotar métodos mais eficazes. O Método Scliar mostra na prática que é eficaz. 70 crianças de 06 anos, que estavam cursando o 1° ano do Ciclo de Alfabetização, foram alfabetizadas através deste método, e todas tornaram-se leitores fluentes", concluiu.

O Museu da Gente  Sergipana, em Ara- caju, recebeu na tarde de ontem gestores públicos, profissionais da educação e psicologia com a perspectiva de discutir o índice de analfabetismo registrado ao longo dos últimos anos em todos os 75 municípios do Estado de Sergipe. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017 a taxa ficou estimada em 14,5%, o equivalente a 258 mil analfabetos na menor unidade federativa do Brasil. Esses dados negativos persistem, mesmo, se comparado a 2016, Sergipe ter registrado a diminuição de dois mil sergipanos no índice de analfabetismo.
Para a cientista da linguagem Leonor Scliar Cabral, é perceptível a preocupação que insiste em permanecer presente no dia-a-dia de milhares de educadores em torno do  mundo quando se envolve o índice de analfabetismo. Paralelo ao retrocesso público escolar que afeta diretamente o sistema administrativo e operacional de instituições de ensino infantil, a falta de atrativos disciplinares contribuem para que o número de brasileiros com idade inferior a 15 anos mantenha as estatísticas negativas. Na concepção da professora, criadora do Método de Alfabetização Scliar de Educação, para mudar este cenário é imprescindível que o trabalho progressista seja implantado de forma coletiva.
"Na manhã dessa quinta-feira estive na Universidade Federal de Sergipe debatendo esse assunto, agora estamos aqui no Museu para prosseguir com o estudo de casos. É isso! Precisamos intensificar os debates não apenas com os professores, mas também com os secretários municipais, coordenadores pedagógicos, acadêmicos de pedagogia, psicólogos, profissionais da área de direito, e, sobretudo, com as famílias. Ou nós nos unimos em busca de seguir exemplos que deram certo, ou essas estatísticas de analfabetismo permanecerá comprometendo o presente e o futuro do nosso país", avaliou. Quando Leonor Scliar cita 'espelhar em exemplos', em Sergipe ela se refere ao município de Lagarto.
Apontada como uma das cidades sergipanas com o maior índice de qualificação da educação e de redução gradativa do número de analfabetos, Lagarto adotou o Sistema Scliar de Educação e hoje é apontada como referência nacional. Questionada quanto aos encaminhamentos adorados em busca do desenvolvimento educacional na cidade, a especialista destacou: "força de vontade unilateral; compromisso de todos, ou da grandiosa maioria, em torno do desejo de se deparar com estudantes, futuros adultos, alfabetizados e dispostos a se tornar profissionais qualificados. Para combater o analfabetismo é preciso valorizar a educação básica, sem isso será difícil mudar o cenário atual".

Mudança metodológica - Durante o evento a cientista da linguagem enalteceu que os demais municípios devem se espelhar em Lagarto. O município passou a adotar a técnica em 2017, inicialmente como uma fase de teste, para justamente tentar reverter os índices da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA). Desde então é possível se deparar com resultados surpreendentemente acima da médica nacional. Segundo Leonor Scliar, o município tentar tornar o método mais abrangente para beneficiar um maior número de crianças.
"É necessário mudar as velhas práticas e adotar métodos mais eficazes. O Método Scliar mostra na prática que é eficaz. 70 crianças de 06 anos, que estavam cursando o 1° ano do Ciclo de Alfabetização, foram alfabetizadas através deste método, e todas tornaram-se leitores fluentes", concluiu.