Valadares propõe novo instrumento de combate à corrupção

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O senador Valadares discursa no plenário
O senador Valadares discursa no plenário

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Publicada em 07/12/2018 às 05:16:00

 

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) falou ontem (06) sobre o projeto de sua autoria, que estabelece canais para que os cidadãos possam, voluntariamente, relatar suspeitas de irregularidades, de forma segura e sem riscos de retaliação.
O texto, já em tramitação no Senado, estabelece normas de incentivo e proteção às pessoas - cidadão comum ou servidor público - que desejem denunciar à autoridade a ocorrência ou suspeita de irregularidades, no âmbito do setor público ou privado.
A intenção é garantir a segurança de quem denuncia e dar eficiência à checagem de informações relativas a desvios de recursos, improbidade administrativa, ou até mesmo ilícitos em andamento que possam atentar contra o patrimônio público, a prestação de serviços públicos, o meio ambiente e a saúde pública.
A proposta do senador Valadares vai ao encontro das prioridades já anunciadas pelo futuro ministro da Justiça, o juiz Sergio Moro, para combater a corrupção sistêmica no País. E foi inspirada na principal das 70 medidas reunidas na campanha "Unidos Contra a Corrupção", mais amplo estudo sobre o assunto elaborado pela sociedade civil.
O projeto de Valadares prevê a preservação da identidade do denunciante - ou "reportante", como é chamado em países que já adotaram a prática. Institui medidas de proteção à integridade física dos que relatam irregularidades, quando houver necessidade.
A proposta ainda determina medidas contra eventual retaliação, especialmente as que podem ocorrer no ambiente de trabalho do denunciante. E assegura a proteção de dados e informações sigilosas.
Ao comentar a proposta, o senador enfatizou que a corrupção retira dinheiro dos cofres públicos, que deveria ser utilizado para melhorar as condições de vida do povo brasileiro.  
 "A corrupção é combustível da nossa enorme desigualdade, que ameaça um futuro mais próspero, justo e solidário para o Brasil", salientou Valadares. "O combate à corrupção é, hoje, clamor enfático das ruas".  
Para Valadares, o Brasil conta com um razoável aparato legislativo para atacar a corrupção sistêmica, como as leis de lavagem de dinheiro e a lei das organizações criminosas, que fortaleceu o instituto da colaboração premiada.
 "No entanto", salientou, "faltam mecanismos efetivos para incentivar e dar segurança aos que desejem denunciar e cumprir esse seu direito e dever cívico".
 A proposta de Valadares, o Projeto de Lei do Senado nº 323, de 2018, atualmente tramita no âmbito da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. A expectativa é de que os senadores que irão compor a nova legislatura deem andamento e aprovem o projeto, entregando à sociedade mais um importante instrumento de combate à corrupção.

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) falou ontem (06) sobre o projeto de sua autoria, que estabelece canais para que os cidadãos possam, voluntariamente, relatar suspeitas de irregularidades, de forma segura e sem riscos de retaliação.
O texto, já em tramitação no Senado, estabelece normas de incentivo e proteção às pessoas - cidadão comum ou servidor público - que desejem denunciar à autoridade a ocorrência ou suspeita de irregularidades, no âmbito do setor público ou privado.
A intenção é garantir a segurança de quem denuncia e dar eficiência à checagem de informações relativas a desvios de recursos, improbidade administrativa, ou até mesmo ilícitos em andamento que possam atentar contra o patrimônio público, a prestação de serviços públicos, o meio ambiente e a saúde pública.
A proposta do senador Valadares vai ao encontro das prioridades já anunciadas pelo futuro ministro da Justiça, o juiz Sergio Moro, para combater a corrupção sistêmica no País. E foi inspirada na principal das 70 medidas reunidas na campanha "Unidos Contra a Corrupção", mais amplo estudo sobre o assunto elaborado pela sociedade civil.
O projeto de Valadares prevê a preservação da identidade do denunciante - ou "reportante", como é chamado em países que já adotaram a prática. Institui medidas de proteção à integridade física dos que relatam irregularidades, quando houver necessidade.
A proposta ainda determina medidas contra eventual retaliação, especialmente as que podem ocorrer no ambiente de trabalho do denunciante. E assegura a proteção de dados e informações sigilosas.
Ao comentar a proposta, o senador enfatizou que a corrupção retira dinheiro dos cofres públicos, que deveria ser utilizado para melhorar as condições de vida do povo brasileiro.  
 "A corrupção é combustível da nossa enorme desigualdade, que ameaça um futuro mais próspero, justo e solidário para o Brasil", salientou Valadares. "O combate à corrupção é, hoje, clamor enfático das ruas".  
Para Valadares, o Brasil conta com um razoável aparato legislativo para atacar a corrupção sistêmica, como as leis de lavagem de dinheiro e a lei das organizações criminosas, que fortaleceu o instituto da colaboração premiada.
 "No entanto", salientou, "faltam mecanismos efetivos para incentivar e dar segurança aos que desejem denunciar e cumprir esse seu direito e dever cívico".
 A proposta de Valadares, o Projeto de Lei do Senado nº 323, de 2018, atualmente tramita no âmbito da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. A expectativa é de que os senadores que irão compor a nova legislatura deem andamento e aprovem o projeto, entregando à sociedade mais um importante instrumento de combate à corrupção.