Campanha suja

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Publicada em 08/12/2018 às 07:12:00

 

Segundo a Polícia Federal, o depu-
tado estadual eleito Valdevan No
venta deu um jeitinho para burlar a legislação eleitora. Segundo a acusação, o então candidato fez uso de laranjas para simular doações individuais à própria campanha. Aparentemente, o malandro foi pego com a boca na botija.
O alto custo das campanhas, desde sempre irrigadas por rios de dinheiro, estão entre os aspectos mais perversos do sistema eleitoral brasileiro. E o seu financiamento ilegal, após a proibição às doações das empresas, por si só, não foi capaz de dirimir, de uma vez por todas, a influência da força da grana na disputa.
Se for como diz a Polícia, resta provado que o fim do financiamento de empresas privadas a campanhas políticas não oferece nenhuma garantia de que doações ilegais continuem sustentando projetos de poder inconfessáveis. Foi preciso, sim, mudar as regras do jogo, mas sem a vigilância e o engajamento da população, não tem canetada que dê jeito.
Casos como o relatado pela Polícia Federal, através da Operação Extraneus, refletem a cultura política do País. Não é à toa que o beija mão e o jeitinho fazem parte do dia a dia do brasileiro médio. O exemplo vem do alto. As autoridades públicas tupiniquim são uma espécie de olhos gordos, desmesurados, capazes até de sujar um bom nome e as próprias mãos no afã de uma vantagem indevida. Os grandes escândalos de corrupção no primeiro escalão da República demonstram a disposição criminosa dessa gente.

Segundo a Polícia Federal, o depu- tado estadual eleito Valdevan No venta deu um jeitinho para burlar a legislação eleitora. Segundo a acusação, o então candidato fez uso de laranjas para simular doações individuais à própria campanha. Aparentemente, o malandro foi pego com a boca na botija.
O alto custo das campanhas, desde sempre irrigadas por rios de dinheiro, estão entre os aspectos mais perversos do sistema eleitoral brasileiro. E o seu financiamento ilegal, após a proibição às doações das empresas, por si só, não foi capaz de dirimir, de uma vez por todas, a influência da força da grana na disputa.
Se for como diz a Polícia, resta provado que o fim do financiamento de empresas privadas a campanhas políticas não oferece nenhuma garantia de que doações ilegais continuem sustentando projetos de poder inconfessáveis. Foi preciso, sim, mudar as regras do jogo, mas sem a vigilância e o engajamento da população, não tem canetada que dê jeito.
Casos como o relatado pela Polícia Federal, através da Operação Extraneus, refletem a cultura política do País. Não é à toa que o beija mão e o jeitinho fazem parte do dia a dia do brasileiro médio. O exemplo vem do alto. As autoridades públicas tupiniquim são uma espécie de olhos gordos, desmesurados, capazes até de sujar um bom nome e as próprias mãos no afã de uma vantagem indevida. Os grandes escândalos de corrupção no primeiro escalão da República demonstram a disposição criminosa dessa gente.