Vendedores terão que deixar Rodovia dos Náufragos

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Vendedores de frutas mostram notificação encaminhada pela Emurb
Vendedores de frutas mostram notificação encaminhada pela Emurb

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Publicada em 08/12/2018 às 07:47:00

 

Milton Alves Júnior
Todos os vendedores 
autônomos que ocu
pam parte das calçadas da Rodovia dos Náufragos, região Sul da capital sergipana, devem desmontar as barracas e suspender o comércio. A decisão foi adotada na última quarta-feira pela Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb). Todos os trabalhadores foram notificados e deveriam respeitar a ordem até a noite do dia seguinte. Conforme declarado pela PMA, os quiosques (ou bancas de frutas e hortaliças) se encontram sem a devida permissão do Executivo, desrespeitando, também, o Código de Obras, Lei nº 13 de 3 de junho de 1966, em seu item XIII.3.
O poder executivo municipal enalteceu ainda que a desocupação da via pública tem o objetivo de proteger o patrimônio publico e a segurança dos transeuntes, em especial, os pedestres que utilizam aquela faixa para deslocamento. A prefeitura alegou ainda que o objetivo é que sejam construídas calçadas. O problema, segundo os vendedores e moradores da região, é que mais de 80% dos trabalhadores atuam na rodovia há mais de 20 anos, e apontaram esse comércio como única fonte de renda. Para a vendedora Alexandrina dos Santos, impor o fim das vendas justamente no período de final de ano é um 'massacre desumano' aplicado pela prefeitura.
"Como se não bastasse nos expulsar depois de anos dedicados ao comércio aqui onde sustentamos nossa família, a expulsão acontece no tempo de final de ano, onde as pessoas estão de férias, indo para as casas de praia, turistas passando, décimo terceiro saindo... é um massacre, sim, um massacre com o cidadão pobre que luta todo santo dia para lucrar um pouco é ter uma vida com o mínimo de condições para se sustentar. É triste e deprimente o que a prefeitura fez com a gente", lamentou. Apesar das contestações populares a PMA informou que está cumprindo o dispositivo previsto no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano.
Compartilhando com as críticas apresentada por Alexandrina dos Santos, o também comerciante, Edilson Filho, destacou que durante as notificações, representantes da prefeitura enalteceram que se porventura a ordem não fosse respeitada, caminhões e tratores da Empresa Municipal de Obras e Urbanização, passariam pelo local destruindo os quiosques. "Dói saber que não existe diálogo, pensamento de como nós vamos ficar, nem como iremos sustentar nossos filhos. Eles apenas dizem que é para sair e se isso não acontecer eles passam o trator por cima. É triste e preocupante", avaliou. A prefeitura não informou oficialmente se pretende reverter a ordem, ou ofertar um prazo maior para suspensão do comércio.

Todos os vendedores  autônomos que ocu pam parte das calçadas da Rodovia dos Náufragos, região Sul da capital sergipana, devem desmontar as barracas e suspender o comércio. A decisão foi adotada na última quarta-feira pela Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb). Todos os trabalhadores foram notificados e deveriam respeitar a ordem até a noite do dia seguinte. Conforme declarado pela PMA, os quiosques (ou bancas de frutas e hortaliças) se encontram sem a devida permissão do Executivo, desrespeitando, também, o Código de Obras, Lei nº 13 de 3 de junho de 1966, em seu item XIII.3.
O poder executivo municipal enalteceu ainda que a desocupação da via pública tem o objetivo de proteger o patrimônio publico e a segurança dos transeuntes, em especial, os pedestres que utilizam aquela faixa para deslocamento. A prefeitura alegou ainda que o objetivo é que sejam construídas calçadas. O problema, segundo os vendedores e moradores da região, é que mais de 80% dos trabalhadores atuam na rodovia há mais de 20 anos, e apontaram esse comércio como única fonte de renda. Para a vendedora Alexandrina dos Santos, impor o fim das vendas justamente no período de final de ano é um 'massacre desumano' aplicado pela prefeitura.
"Como se não bastasse nos expulsar depois de anos dedicados ao comércio aqui onde sustentamos nossa família, a expulsão acontece no tempo de final de ano, onde as pessoas estão de férias, indo para as casas de praia, turistas passando, décimo terceiro saindo... é um massacre, sim, um massacre com o cidadão pobre que luta todo santo dia para lucrar um pouco é ter uma vida com o mínimo de condições para se sustentar. É triste e deprimente o que a prefeitura fez com a gente", lamentou. Apesar das contestações populares a PMA informou que está cumprindo o dispositivo previsto no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano.
Compartilhando com as críticas apresentada por Alexandrina dos Santos, o também comerciante, Edilson Filho, destacou que durante as notificações, representantes da prefeitura enalteceram que se porventura a ordem não fosse respeitada, caminhões e tratores da Empresa Municipal de Obras e Urbanização, passariam pelo local destruindo os quiosques. "Dói saber que não existe diálogo, pensamento de como nós vamos ficar, nem como iremos sustentar nossos filhos. Eles apenas dizem que é para sair e se isso não acontecer eles passam o trator por cima. É triste e preocupante", avaliou. A prefeitura não informou oficialmente se pretende reverter a ordem, ou ofertar um prazo maior para suspensão do comércio.