Bezerra adia tramitação do Proinveste

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Publicada em 15/11/2012 às 03:03:00

O deputado estadual e vice-líder da oposição, Augusto Bezerra (DEM), pediu vistas no projeto encaminhado pelo governo que solicita autorização da Assembleia Legislativa para a contratação de empréstimo de R$ 727 milhões do programa Proinveste, do governo federal.

A propositura foi analisada nas comissões de Educação e Cultura, presidida pela deputada estadual Ana Lúcia (PT), e de Obras Públicas, liderada pelo deputado estadual Jeferson Andrade (PSD). Nas duas comissões o pedido de vistas foi feito pelo mesmo parlamentar.

"Meu pedido de vistas não é por falta de informações, mas acompanho o relator Paulinho da Varzinha (PTdoB), é preciso que em todos os projetos (três) estejam relacionadas as obras, os projetos precisam estar amarrados", justificou Bezerra.

Esclarecimentos - Já a deputada Ana Lúcia (PT) fez alguns esclarecimentos na manhã de ontem sobre o Proinveste.A deputada lembrou que os recursos do Proinveste para o Hospital do Câncer é um assunto que já havia sido discutido com o secretário de Planejamento, Oliveira Júnior, na última visita realizada à Assembleia.

Recordando as palavras de Oliveira Júnior, Ana Lúcia repetiu que o recurso do Proinveste não será para a compra de equipamentos e remédios, mas para a própria construção do Hospital. "Com R$ 22 milhões de orçamento, mais os R$ 10 milhões, ainda ficam faltando mais R$ 15 milhões, através do Proinveste, para completar a obra que custará R$ 47 milhões e será construída na entrada de Aracaju".

Ana Lúcia também esclareceu que todos os empréstimos realizados no século 21 têm como segurança o Fundo de Participação do Estado (FPM). "Portanto, definir esta forma de empréstimo não compete a Sergipe, pois é algo que foi estabelecido por uma lei federal, encaminhada pela presidenta Dilma Rousseff ao Congresso Nacional e aprovada também pelos senadores sergipanos Eduardo Amorim (PSC), Maria do Carmo (DEM) e Antônio Carlos Valadares (PSB)".

A deputada ainda ressaltou que o empréstimo é uma compensação da perda que está se tendo para aquecer a economia do Brasil para que ele não seja atingido pela crise mundial da mesma forma como já está acontecendo com países da Europa e com os Estados Unidos.