Projetos do governo elevam impostos

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Publicada em 12/12/2018 às 07:04:00

 

"Infelizmente, mais uma vez o Governo vai dar um presente de fim de ano indigesto para a população. É preciso economizar para colocar as finanças em equilíbrio, mas eles escolheram colocar o contribuinte para pagar a conta".  A afirmação foi feita pelo deputado estadual Georgeo Passos, Rede, que analisou projetos de lei que foram enviados a Assembleia Legislativa nos últimos dias - entre eles, três projetos que resultarão no aumento de tributos.
O primeiro deles é o PL nº 135/2018, que trata sobre a permanência do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal do Estado de Sergipe (FEEF). O Fundo, criado no final de 2016, instituiu o pagamento de 10% do valor do benefício fiscal concedido às empresas com receita bruta superior a R$ 3,6 milhões. Inicialmente, o imposto estava previsto para durar até o próximo dia 31 de dezembro, contudo, com a nova matéria que será votada, o Governo quer manter o FEEF por tempo indeterminado.
Outro projeto recém-enviado é o de nº 141/2018, que trata do imposto de transmissão de causa mortis e doação (ITCMD). A proposta é reajustar as alíquotas do tributo que é pago quando da transmissão de bens ou direitos (a exemplo da herança) ou na doação entre pessoas vivas. Georgeo Passos lembrou que atualmente a alíquota cobrada é de 4% sobre o valor total, neste último caso. Contudo, com o novo PL, esse percentual pode até dobrar.
 "É um aumento considerável por se tratar do dobro da alíquota geral que é praticada hoje", argumentou. O deputado então defende que a matéria seja reprovada pela Casa. "Pedi aos colegas de parlamento que votem pela rejeição para que a gente não tenha que passar essa alta carga tributária para os contribuintes", assegurou Georgeo.
O terceiro projeto que trata sobre o aumento de tributos é o de nº 142/2018, que visa aumentar a alíquota de ICMS sobre determinados produtos e serviços. Em sua fala, Georgeo destacou o reajuste para artigos de informática, que serão taxados em 18% - mais do que o dobro da tarifa atual. "Hoje, são cobrados 7% de ICMS. Esse aumento irá prejudicar vários setores, além do cidadão comum que precise adquirir um computador ou qualquer artigo desse tipo de produto", lembrou o parlamentar.  
Georgeo lamentou que o Governo mais uma vez aumente impostos no final de ano. "Já aconteceu em anos anteriores. É o presente que o Executivo dá para o povo no final do ano", criticou. Com a possibilidade de votação desses projetos nos próximos dias, o deputado pediu cautela. "Foram matérias que chegaram de última hora e teremos pouco tempo para debater. É preciso discutir o quanto que isso pode prejudicar as pessoas", finalizou o deputado.    

"Infelizmente, mais uma vez o Governo vai dar um presente de fim de ano indigesto para a população. É preciso economizar para colocar as finanças em equilíbrio, mas eles escolheram colocar o contribuinte para pagar a conta".  A afirmação foi feita pelo deputado estadual Georgeo Passos, Rede, que analisou projetos de lei que foram enviados a Assembleia Legislativa nos últimos dias - entre eles, três projetos que resultarão no aumento de tributos.
O primeiro deles é o PL nº 135/2018, que trata sobre a permanência do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal do Estado de Sergipe (FEEF). O Fundo, criado no final de 2016, instituiu o pagamento de 10% do valor do benefício fiscal concedido às empresas com receita bruta superior a R$ 3,6 milhões. Inicialmente, o imposto estava previsto para durar até o próximo dia 31 de dezembro, contudo, com a nova matéria que será votada, o Governo quer manter o FEEF por tempo indeterminado.
Outro projeto recém-enviado é o de nº 141/2018, que trata do imposto de transmissão de causa mortis e doação (ITCMD). A proposta é reajustar as alíquotas do tributo que é pago quando da transmissão de bens ou direitos (a exemplo da herança) ou na doação entre pessoas vivas. Georgeo Passos lembrou que atualmente a alíquota cobrada é de 4% sobre o valor total, neste último caso. Contudo, com o novo PL, esse percentual pode até dobrar.
 "É um aumento considerável por se tratar do dobro da alíquota geral que é praticada hoje", argumentou. O deputado então defende que a matéria seja reprovada pela Casa. "Pedi aos colegas de parlamento que votem pela rejeição para que a gente não tenha que passar essa alta carga tributária para os contribuintes", assegurou Georgeo.
O terceiro projeto que trata sobre o aumento de tributos é o de nº 142/2018, que visa aumentar a alíquota de ICMS sobre determinados produtos e serviços. Em sua fala, Georgeo destacou o reajuste para artigos de informática, que serão taxados em 18% - mais do que o dobro da tarifa atual. "Hoje, são cobrados 7% de ICMS. Esse aumento irá prejudicar vários setores, além do cidadão comum que precise adquirir um computador ou qualquer artigo desse tipo de produto", lembrou o parlamentar.  
Georgeo lamentou que o Governo mais uma vez aumente impostos no final de ano. "Já aconteceu em anos anteriores. É o presente que o Executivo dá para o povo no final do ano", criticou. Com a possibilidade de votação desses projetos nos próximos dias, o deputado pediu cautela. "Foram matérias que chegaram de última hora e teremos pouco tempo para debater. É preciso discutir o quanto que isso pode prejudicar as pessoas", finalizou o deputado.