Bolsonaro no topo

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Publicada em 14/12/2018 às 06:04:00

 

O Brasil da grana ainda bota fé 
em Jair Messias Bolsonaro. Se-
gundo pesquisa encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), os cidadãos de maior renda familiar acreditam que o país finalmente entrou nos trilhos. Mas toda pesquisa captura a impressão corrente em um dado momento. As sombras que agora pairam sobre as contas e a conduta de pessoas próximas à família do presidente eleito têm, sim, o potencial de arranhar a sua popularidade entre os bem aquinhoados.
O levantamento encomendado pela CNI foi realizado antes de o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgar um relatório inconveniente, detalhando as transações financeira de um ex-acessor de Flávio Bolsonaro. Segundo o documento, o volume movimentado em depósitos e saques, bem como as somas transferidas para membros família Bolsonaro, incluindo a futura primeira-dama, foge à normalidade.
Não bastasse ter a justiça nos próprios calcanhares, antes mesmo de assumir o mandato, Bolsonaro ainda pode ter metido dos pés pelas mãos em algumas escolhas para compor o seu ministério. A indicação da pastora Damares Alves para o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, por exemplo, é passível de críticas. Do mesmo modo, a eventual nomeação do advogado Ricardo de Aquino Salles no Ministério do Meio Ambiente promete provocar escândalo. A pastora é uma inimiga declarada de todas as causas progressistas. O advogado é réu em ação civil pública ambiental e de improbidade administrativa.
Até prova em contrário, Bolsonaro está no topo. Convém ao presidente eleito, no entanto, cuidar melhor das próprias companhias. Para quem foi vitorioso com a promessa de ser um novo caçador de marajás, todo cuidado é pouco.

O Brasil da grana ainda bota fé  em Jair Messias Bolsonaro. Se- gundo pesquisa encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), os cidadãos de maior renda familiar acreditam que o país finalmente entrou nos trilhos. Mas toda pesquisa captura a impressão corrente em um dado momento. As sombras que agora pairam sobre as contas e a conduta de pessoas próximas à família do presidente eleito têm, sim, o potencial de arranhar a sua popularidade entre os bem aquinhoados.
O levantamento encomendado pela CNI foi realizado antes de o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgar um relatório inconveniente, detalhando as transações financeira de um ex-acessor de Flávio Bolsonaro. Segundo o documento, o volume movimentado em depósitos e saques, bem como as somas transferidas para membros família Bolsonaro, incluindo a futura primeira-dama, foge à normalidade.
Não bastasse ter a justiça nos próprios calcanhares, antes mesmo de assumir o mandato, Bolsonaro ainda pode ter metido dos pés pelas mãos em algumas escolhas para compor o seu ministério. A indicação da pastora Damares Alves para o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, por exemplo, é passível de críticas. Do mesmo modo, a eventual nomeação do advogado Ricardo de Aquino Salles no Ministério do Meio Ambiente promete provocar escândalo. A pastora é uma inimiga declarada de todas as causas progressistas. O advogado é réu em ação civil pública ambiental e de improbidade administrativa.
Até prova em contrário, Bolsonaro está no topo. Convém ao presidente eleito, no entanto, cuidar melhor das próprias companhias. Para quem foi vitorioso com a promessa de ser um novo caçador de marajás, todo cuidado é pouco.