Evento aponta para necessidade de organização dos catadores de recicláveis

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Publicada em 14/12/2018 às 07:06:00

 

Na manhã desta quinta-feira um evento debateu a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas para catadores de material reciclado no Estado, além de incentivar a criação de novas cooperativas no segmento.
O III Encontro Estadual de Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis de Sergipe (Enec) aconteceu na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e contou com o apoio da Empresa Torre Empreendimentos, da Fundação Brasil Ecoar e diversos parceiros engajados na temática do Meio Ambiente.
"Não poderíamos deixar de participar de um evento como esse. Um evento inovador, pois está se falando de uma categoria que, muitas vezes, é esquecida. Muitas pessoas vivem com esse objetivo de tirar do lixo o seu sustento. Essas pessoas são muito importantes para que a cadeia sustentável do nosso planeta tenha o seu ciclo", destaca o gerente de contratos da Torre, José Carlos Dias Silva.
Quem marcou presença no evento foi a catadora Kitéria da Silva. Ela está na profissão há 11 anos e, há sete, faz parte da Cooperativa Reviravolta, no município de Nossa Senhora do Socorro. 
Atualmente, segundo o Ministério Público Federal, são cerca de 1200 catadores em Sergipe. Destes, cerca de 500 já estão em cooperativas. Porém, segundo a procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Lívia Tinoco, ainda há muito o que avançar nesse sentido.
"Nós temos um longo caminho de trabalho ainda pela frente. Apesar de toda a organização que temos promovido nos últimos anos, nós ainda temos um déficit muito grande de organização dos catadores nas cooperativas. Essa organização é fundamental para que esses catadores possam ter mais dignidade nos seus trabalhos e uma inclusão social e produtiva", afirma a procuradora.
Apesar de todo o trabalho em torno da organização desses profissionais, o representante do Movimento Nacional dos Catadores em Sergipe, Adriano Santos, avalia que sem a conscientização da sociedade, esse trabalho se torna ineficaz.
"Queremos também que dentro desse parâmetro de estruturação das cooperativas, a população entenda também o papel dela em fazer a separação do seu resíduo em casa e mandar para as cooperativas. Não adianta a gente estruturar as cooperativas, se não houver uma responsabilidade por parte da população", pontua o catador.

Na manhã desta quinta-feira um evento debateu a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas para catadores de material reciclado no Estado, além de incentivar a criação de novas cooperativas no segmento.
O III Encontro Estadual de Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis de Sergipe (Enec) aconteceu na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e contou com o apoio da Empresa Torre Empreendimentos, da Fundação Brasil Ecoar e diversos parceiros engajados na temática do Meio Ambiente.
"Não poderíamos deixar de participar de um evento como esse. Um evento inovador, pois está se falando de uma categoria que, muitas vezes, é esquecida. Muitas pessoas vivem com esse objetivo de tirar do lixo o seu sustento. Essas pessoas são muito importantes para que a cadeia sustentável do nosso planeta tenha o seu ciclo", destaca o gerente de contratos da Torre, José Carlos Dias Silva.
Quem marcou presença no evento foi a catadora Kitéria da Silva. Ela está na profissão há 11 anos e, há sete, faz parte da Cooperativa Reviravolta, no município de Nossa Senhora do Socorro. 
Atualmente, segundo o Ministério Público Federal, são cerca de 1200 catadores em Sergipe. Destes, cerca de 500 já estão em cooperativas. Porém, segundo a procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Lívia Tinoco, ainda há muito o que avançar nesse sentido.
"Nós temos um longo caminho de trabalho ainda pela frente. Apesar de toda a organização que temos promovido nos últimos anos, nós ainda temos um déficit muito grande de organização dos catadores nas cooperativas. Essa organização é fundamental para que esses catadores possam ter mais dignidade nos seus trabalhos e uma inclusão social e produtiva", afirma a procuradora.
Apesar de todo o trabalho em torno da organização desses profissionais, o representante do Movimento Nacional dos Catadores em Sergipe, Adriano Santos, avalia que sem a conscientização da sociedade, esse trabalho se torna ineficaz.
"Queremos também que dentro desse parâmetro de estruturação das cooperativas, a população entenda também o papel dela em fazer a separação do seu resíduo em casa e mandar para as cooperativas. Não adianta a gente estruturar as cooperativas, se não houver uma responsabilidade por parte da população", pontua o catador.