Imóveis são reintegrados em Propriá

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Publicada em 14/12/2018 às 07:08:00

 

Por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE), durante o dia de ontem operários voltaram a destruir parte dos 14 imóveis erguidos clandestinamente em local irregular no município sergipano de Propriá. O processo de reintegração de posse contou com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), através da Polícia e do Copo de Bombeiros Militar, bem como de oficiais de justiça. Contestada, porém sem represálias por parte dos moradores despejados, a destruição das casas teve início por volta das 7h30. A ação destaca que a área invadida pertence à Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), e abriga a maior adutora do Estado.
Conforme avaliação técnica realizada por engenheiros do órgão estadual, em virtude do risco de rompimento da adutora, o terreno se torna altamente perigoso. De acordo com a capitã Evangelina de Deus, da PM5, devido à complexidade estrutural, a ação ocorre desde a última terça-feira, 11. Entre os imóveis erguidos sem alvará existiam, por exemplo, prédios e parte de um clube esportivo o qual foi flagrado em pleno funcionamento. Seguindo os padrões judiciais, ao longo das últimas semanas os responsáveis pelos imóveis estavam recebendo as notificações com o objetivo de evitar surpresas desagradáveis. A maioria dos imóveis demolidos ontem estava praticamente sem pertences pessoais dos ex-moradores.
"Se a gente disse que não sabia da irregularidade é mentira. Era de conhecimento de todos. Sem escritura e sem nenhuma garantia da prefeitura, era claro que a nossa casa era considerada invasão, mas como a gente morava ali fazia anos, a esperança era sempre de um dia, mais cedo ou mais tarde a gente conquistar a regularidade do uso da casa que com muita dedicação construímos. É uma pena, não tenho a mínima ideia para onde devo ir com a minha família, mas temos que respeitar a decisão da justiça. Por isso que saímos na segunda-feira [10]", declarou o ex-morador Luís Sérgio dos Santos.
Medida - A decisão foi protocolada pelo juiz Geilton Costa, da 2ª Vara Cível e Criminal do município. Ao todo 64 famílias retiradas do local; isso representa aproximadamente 230 pessoas de acordo com Luís Sérgio. "A nossa esperança é que, com essa ordem de despejo a Prefeitura de Propriá ou o Governo do Estado possam se sensibilizar com a nossa causa e nos conceder ao menos um auxílio moradia. Até o momento eu e minha família não fomos procurados pela assistência social para tratar desse assunto, mas iremos procurar. É triste passar um final de ano dessa forma", lamentou. (Milton Alves Júnior)

Por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE), durante o dia de ontem operários voltaram a destruir parte dos 14 imóveis erguidos clandestinamente em local irregular no município sergipano de Propriá. O processo de reintegração de posse contou com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), através da Polícia e do Copo de Bombeiros Militar, bem como de oficiais de justiça. Contestada, porém sem represálias por parte dos moradores despejados, a destruição das casas teve início por volta das 7h30. A ação destaca que a área invadida pertence à Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), e abriga a maior adutora do Estado.
Conforme avaliação técnica realizada por engenheiros do órgão estadual, em virtude do risco de rompimento da adutora, o terreno se torna altamente perigoso. De acordo com a capitã Evangelina de Deus, da PM5, devido à complexidade estrutural, a ação ocorre desde a última terça-feira, 11. Entre os imóveis erguidos sem alvará existiam, por exemplo, prédios e parte de um clube esportivo o qual foi flagrado em pleno funcionamento. Seguindo os padrões judiciais, ao longo das últimas semanas os responsáveis pelos imóveis estavam recebendo as notificações com o objetivo de evitar surpresas desagradáveis. A maioria dos imóveis demolidos ontem estava praticamente sem pertences pessoais dos ex-moradores.
"Se a gente disse que não sabia da irregularidade é mentira. Era de conhecimento de todos. Sem escritura e sem nenhuma garantia da prefeitura, era claro que a nossa casa era considerada invasão, mas como a gente morava ali fazia anos, a esperança era sempre de um dia, mais cedo ou mais tarde a gente conquistar a regularidade do uso da casa que com muita dedicação construímos. É uma pena, não tenho a mínima ideia para onde devo ir com a minha família, mas temos que respeitar a decisão da justiça. Por isso que saímos na segunda-feira [10]", declarou o ex-morador Luís Sérgio dos Santos.

Medida - A decisão foi protocolada pelo juiz Geilton Costa, da 2ª Vara Cível e Criminal do município. Ao todo 64 famílias retiradas do local; isso representa aproximadamente 230 pessoas de acordo com Luís Sérgio. "A nossa esperança é que, com essa ordem de despejo a Prefeitura de Propriá ou o Governo do Estado possam se sensibilizar com a nossa causa e nos conceder ao menos um auxílio moradia. Até o momento eu e minha família não fomos procurados pela assistência social para tratar desse assunto, mas iremos procurar. É triste passar um final de ano dessa forma", lamentou. (Milton Alves Júnior)