Consumidor empolgado

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 15/12/2018 às 06:05:00

 

Tudo indica, o populacho está com 
disposição para botar a mão no 
bolso. A Intenção de Consumo das Famílias, medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu este mês 91,2 pontos. O indicador não atinge patamar tão alto desde junho de 2015.
Os juros em queda, com a inflação em baixa, são os principais fatores a empolgar os brasileiros. Além disso, é preciso considerar também a ligeira recuperação da economia nacional. O cálculo do Produto Interno Bruto verde e amarelo demonstra um crescimento tímido, mas consistente. A soma de toda a riqueza produzida no País em forma de bens e produtos ainda está aquém das preces realizadas por mais de 12 milhões de desempregados. De todo modo, a expectativa de um fim de ano embalada a muitas compras anima o comércio nos quatro cantos do País.
O trabalhador já esperou Papai Noel mais magro. Não se trata aqui de insuflar um otimismo infundado. É sabido, por exemplo, que boa parte dos trabalhadores deve empregar o dinheiro extra derivado do 13º no pagamento das dívidas acumuladas ao longo dos últimos anos, no auge da crise. Mas o crescimento na intenção de consumo é dos indicadores mais tangíveis, sinal de que o pior já passou.
Uma ceia de mesa farta ainda não será realidade para todos, como é desejável. Basta lembrar que 63 milhões de brasileiros estão com o nome sujo, na lista do SPC. A esperança de dias melhores, os votos de paz e felicidade, no entanto, serão agora renovados. E se as lojas cheias não vendem felicidade, indicam o vento em popa impulsionando a economia.

Tudo indica, o populacho está com  disposição para botar a mão no  bolso. A Intenção de Consumo das Famílias, medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu este mês 91,2 pontos. O indicador não atinge patamar tão alto desde junho de 2015.
Os juros em queda, com a inflação em baixa, são os principais fatores a empolgar os brasileiros. Além disso, é preciso considerar também a ligeira recuperação da economia nacional. O cálculo do Produto Interno Bruto verde e amarelo demonstra um crescimento tímido, mas consistente. A soma de toda a riqueza produzida no País em forma de bens e produtos ainda está aquém das preces realizadas por mais de 12 milhões de desempregados. De todo modo, a expectativa de um fim de ano embalada a muitas compras anima o comércio nos quatro cantos do País.
O trabalhador já esperou Papai Noel mais magro. Não se trata aqui de insuflar um otimismo infundado. É sabido, por exemplo, que boa parte dos trabalhadores deve empregar o dinheiro extra derivado do 13º no pagamento das dívidas acumuladas ao longo dos últimos anos, no auge da crise. Mas o crescimento na intenção de consumo é dos indicadores mais tangíveis, sinal de que o pior já passou.
Uma ceia de mesa farta ainda não será realidade para todos, como é desejável. Basta lembrar que 63 milhões de brasileiros estão com o nome sujo, na lista do SPC. A esperança de dias melhores, os votos de paz e felicidade, no entanto, serão agora renovados. E se as lojas cheias não vendem felicidade, indicam o vento em popa impulsionando a economia.