Tremor de terras é sentido em municípios sergipanos

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Publicada em 15/12/2018 às 06:35:00

 

Gabriel Damásio
Um tremor de terras 
ocorrido ontem à 
tarde assustou moradores de várias cidades da região norte de Sergipe e do sul de Alagoas. Segundo dados colhidos pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o terremoto aconteceu às 13h53 e atingiu o índice de 2,6 na Escala Richter, o que é considerado de baixa magnitude. O epicentro do tremor foi a cidade de Gararu (Baixo São Francisco), mas ele foi sentido em outros municípios da região sergipana, como Propriá, Canhoba, Cedro de São João, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora de Lourdes, Porto da Folha e Amparo do São Francisco. Em Alagoas, o tremor também foi relatado nas cidades de São Brás, Igreja Nova, Delmiro Gouveia e Traipu.
Alguns moradores relataram em redes sociais que tiveram uma sensação de tontura e se seguraram em móveis e paredes. Já outros relataram ter sentido a terra tremer após ouvir um barulho vindo do chão. Assustados, alguns moradores relataram suas casas tiveram as paredes trincadas e alguns objetos caíram no chão. Até o fechamento desta edição, as prefeituras das cidades e a Defesa Civil Estadual não confirmaram a ocorrência de danos ou prejuízos que tenham sido causados pelo fenômeno nas duas regiões. 
De acordo com o laboratório, o sismo foi captado por diversas estações sismográficas da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), operadas pela UFRN em parceria com a Petrobras. Uma delas está instalada em Lagarto (Centro-Sul). O professor Aderson Farias do Nascimento, coordenador do laboratório, disse ontem à rádio CBN que o aumento da pressão exercida pelo magma contido no centro do planeta Terra tem aumentado a quantidade e a intensidade dos tremores de terra em regiões como o Nordeste brasileiro, que até então era considerado de pouca atividade sísmica. Isso porque existem falhas geológicas em placas tectônicas existentes no continente. 
O professor disse ainda que tremores desse tipo são pouco frequentes em Sergipe, o que vai exigir um aumento dos estudos geológicos nessa região do estado. "Essa não é a primeira vez que ocorrem tremores de terra nessa região e, certamente, não será a última. No entanto, é impossível prever como a atual atividade vai evoluir, isto é, se se trata de um evento isolado ou o prenúncio de uma atividade de maior duração, como tem ocorrido em diversas localidades do Nordeste, em particular nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco", diz o Laboratório Sismológico, em nota. Os estudos são destinados para orientação de autoridades e da população das cidades afetadas. 

Um tremor de terras  ocorrido ontem à  tarde assustou moradores de várias cidades da região norte de Sergipe e do sul de Alagoas. Segundo dados colhidos pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o terremoto aconteceu às 13h53 e atingiu o índice de 2,6 na Escala Richter, o que é considerado de baixa magnitude. O epicentro do tremor foi a cidade de Gararu (Baixo São Francisco), mas ele foi sentido em outros municípios da região sergipana, como Propriá, Canhoba, Cedro de São João, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora de Lourdes, Porto da Folha e Amparo do São Francisco. Em Alagoas, o tremor também foi relatado nas cidades de São Brás, Igreja Nova, Delmiro Gouveia e Traipu.
Alguns moradores relataram em redes sociais que tiveram uma sensação de tontura e se seguraram em móveis e paredes. Já outros relataram ter sentido a terra tremer após ouvir um barulho vindo do chão. Assustados, alguns moradores relataram suas casas tiveram as paredes trincadas e alguns objetos caíram no chão. Até o fechamento desta edição, as prefeituras das cidades e a Defesa Civil Estadual não confirmaram a ocorrência de danos ou prejuízos que tenham sido causados pelo fenômeno nas duas regiões. 
De acordo com o laboratório, o sismo foi captado por diversas estações sismográficas da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), operadas pela UFRN em parceria com a Petrobras. Uma delas está instalada em Lagarto (Centro-Sul). O professor Aderson Farias do Nascimento, coordenador do laboratório, disse ontem à rádio CBN que o aumento da pressão exercida pelo magma contido no centro do planeta Terra tem aumentado a quantidade e a intensidade dos tremores de terra em regiões como o Nordeste brasileiro, que até então era considerado de pouca atividade sísmica. Isso porque existem falhas geológicas em placas tectônicas existentes no continente. 
O professor disse ainda que tremores desse tipo são pouco frequentes em Sergipe, o que vai exigir um aumento dos estudos geológicos nessa região do estado. "Essa não é a primeira vez que ocorrem tremores de terra nessa região e, certamente, não será a última. No entanto, é impossível prever como a atual atividade vai evoluir, isto é, se se trata de um evento isolado ou o prenúncio de uma atividade de maior duração, como tem ocorrido em diversas localidades do Nordeste, em particular nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco", diz o Laboratório Sismológico, em nota. Os estudos são destinados para orientação de autoridades e da população das cidades afetadas.