Já são 26 os municípios em emergência devido a seca

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Publicada em 21/12/2018 às 05:09:00

 

Milton Alves Júnior
Por falta de chuva, 26, 
dos 75 municípios 
sergipanos, foram obrigados a decretar estado de emergência. Estudos realizados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Sergipe (FAESE), indicam que desde o início deste ano a falta de chuva, por mais singela que seja, atinge todas as regiões desde o final do ano passado e todos os onze primeiros meses de 2018. Como se não bastasse o largo período de sol forte e estiagem histórica, a falta de amparo social do por parte dos serviços de caminhões pipas, por exemplo, contribui para que prejuízos rurais atinjam a casa dos 700 milhões de reais. Somente na produção de milho essa perda está calculada mais de 370 milhões de reais. A quantidade atual de caminhos disponíveis para compartilhar água é incompatível com a demanda.
De acordo com a Defesa Civil Estadual, a estiagem gera prejuízos para mais de 260 mil habitantes. O que gera preocupação generalizada é que, conforme análise realizada pelo Centro de Estudo Meteorológico de Sergipe, a longa estiagem deve permanecer presente nos 75 municípios do estado pelo menos até o final do primeiro trimestre do próximo ano. Nessa fase apenas chuvas rápidas - e/ou as tradicionais chuvas de verão, intensas porém rápidas -, serão registradas. O centro entende que a conjuntura climática trata-se da característica principal do verão e reafirma que o desconforto provocado pela estação mais quente do ano só deve mesmo aliviar a população com o início do outono.
Contabilizando os 26 municípios sergipanos, na região Nordeste esse número acumula mais de 300 cidades vítimas das altas temperaturas. Entre os municípios em situação de emergência estão: Carira, Tobias Barreto, Poço Redondo, Gararu, Monte Alegre de Sergipe, Canindé de São Francisco, Frei Paulo, Ribeirópolis, Nossa Senhora de Lourdes, Itabi, Simão Dias, Poço Verde, Pinhão, Nossa Senhora da Glória, Graccho Cardoso, São Miguel do Aleixo, Feira Nova, Porto da Folha, Moita Bonita, Nossa Senhora Aparecida, Canhoba, Tomar do Geru, Poço Redondo, Salgado, Aquidabã, Malhada dos Bois e Capela. O Centro de Meteorologia avalia ainda que algumas regiões devem continuar registrando normalidade no índice de chuvas, assim como ocorre na Grande Aracaju.
Já na área mais afastada do litoral, a estiagem pode permanecer por longos meses e continuar provocando danos aos sertanejos. Segundo lamentação apresentada por João Messias, que cultiva abóboras no município de Carira, a esperança de muitos se resume ao fornecimento de água que chega através dos caminhões da Defesa Civil Estadual, ou do Governo Federal, através do Exército Brasileiro. "O sol castiga é a ajuda que chega é muito pouca. As poucas cisternas que temos estão secas. A mesma coisa dos açudes. A água que chega é para a gente usar dentro de casa porque cuidar da roça e dos animais ou precisamos ter muito dinheiro para construir um sistema de irrigação, ou simplesmente não temos outro jeito que não seja esperar a chuva chegar", disse.
Atualmente apenas 87 veículos distribuem água para as famílias.

Por falta de chuva, 26,  dos 75 municípios  sergipanos, foram obrigados a decretar estado de emergência. Estudos realizados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Sergipe (FAESE), indicam que desde o início deste ano a falta de chuva, por mais singela que seja, atinge todas as regiões desde o final do ano passado e todos os onze primeiros meses de 2018. Como se não bastasse o largo período de sol forte e estiagem histórica, a falta de amparo social do por parte dos serviços de caminhões pipas, por exemplo, contribui para que prejuízos rurais atinjam a casa dos 700 milhões de reais. Somente na produção de milho essa perda está calculada mais de 370 milhões de reais. A quantidade atual de caminhos disponíveis para compartilhar água é incompatível com a demanda.
De acordo com a Defesa Civil Estadual, a estiagem gera prejuízos para mais de 260 mil habitantes. O que gera preocupação generalizada é que, conforme análise realizada pelo Centro de Estudo Meteorológico de Sergipe, a longa estiagem deve permanecer presente nos 75 municípios do estado pelo menos até o final do primeiro trimestre do próximo ano. Nessa fase apenas chuvas rápidas - e/ou as tradicionais chuvas de verão, intensas porém rápidas -, serão registradas. O centro entende que a conjuntura climática trata-se da característica principal do verão e reafirma que o desconforto provocado pela estação mais quente do ano só deve mesmo aliviar a população com o início do outono.
Contabilizando os 26 municípios sergipanos, na região Nordeste esse número acumula mais de 300 cidades vítimas das altas temperaturas. Entre os municípios em situação de emergência estão: Carira, Tobias Barreto, Poço Redondo, Gararu, Monte Alegre de Sergipe, Canindé de São Francisco, Frei Paulo, Ribeirópolis, Nossa Senhora de Lourdes, Itabi, Simão Dias, Poço Verde, Pinhão, Nossa Senhora da Glória, Graccho Cardoso, São Miguel do Aleixo, Feira Nova, Porto da Folha, Moita Bonita, Nossa Senhora Aparecida, Canhoba, Tomar do Geru, Poço Redondo, Salgado, Aquidabã, Malhada dos Bois e Capela. O Centro de Meteorologia avalia ainda que algumas regiões devem continuar registrando normalidade no índice de chuvas, assim como ocorre na Grande Aracaju.
Já na área mais afastada do litoral, a estiagem pode permanecer por longos meses e continuar provocando danos aos sertanejos. Segundo lamentação apresentada por João Messias, que cultiva abóboras no município de Carira, a esperança de muitos se resume ao fornecimento de água que chega através dos caminhões da Defesa Civil Estadual, ou do Governo Federal, através do Exército Brasileiro. "O sol castiga é a ajuda que chega é muito pouca. As poucas cisternas que temos estão secas. A mesma coisa dos açudes. A água que chega é para a gente usar dentro de casa porque cuidar da roça e dos animais ou precisamos ter muito dinheiro para construir um sistema de irrigação, ou simplesmente não temos outro jeito que não seja esperar a chuva chegar", disse.
Atualmente apenas 87 veículos distribuem água para as famílias.