O NATAL DE MARIA

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Publicada em 22/12/2018 às 06:05:00

 

* Manoel Moacir Costa Macêdo
Nos tristes trópicos e abaixo da linha do equador, apreciamos o Natal pela atmosfera europeia. Consumimos o frio, a neve, o pinheiro como a árvore de natal, as ceias recheadas com nozes, os presépios orientais e o velho, gordo e bondoso Papai Noel. Eles definem o festivo feriado cristão, comemorado no dia 25 de dezembro. A história dessa celebração cristã remota a sete mil anos antes do nascimento de Jesus. Uma celebração antiga, tanto quanto à civilização humana. Originalmente o Natal era destinado a celebrar o nascimento do "Deus Sol" no Solstício de Inverno. Incorporado no calendário da Igreja Católica no Sec. III. d.C. para converter os pagãos sob o domínio do Império Romano, passando assim, a comemorar o Natal, como o nascimento de Jesus de Nazaré. 
O foco do Natal, num tempo de pós-modernidade e inovações, deve mudar do velho ao novo mundo. Do frio ao calor ardente. Da neve à caatinga nordestina. Do faisão ao catado de aratu. Da brancura imperialista à afro descendência escravocrata. Do pinheiro à mangabeira. Da canção importada ao 'Luar do Sertão' de Catulo da Paixão Cearense. Do imaginário e generoso Papel Noel dos presentes, à vergonhosa e real desigualdade. Do louvor exclusivo ao nascimento do filho Jesus, à partilha com a Mãe Maria. Filho pródigo, preso, torturado, julgado e condenado por uma enfurecida multidão para morrer crucificado, absolvendo o malfeitor e cruel Barrabás. Jesus não morreu de queda de camelo no leito de hospital em Jerusalém. Uma lição milenar a ser abstraída na atualidade. 
O consentido esquecimento de Maria, a mãe da humanidade cristã, no celebrado Natal, não é acolhido em terras sergipanas. Aqui a "Mãe de Jesus", é reverenciada todos os dias como N. Sra. da Conceição - Padroeira de Aracaju; Divina Pastora - Padroeira de Sergipe; e s nas terras sergipanas de N. Sra. do Socorro; N. Sra. da Glória; N. Sra. das Dores; N. Sra. de Lourdes; N. Sra. do Amparo e N. Sra. Aparecida, a homônima da Padroeira do Brasil, afora as "Marias" sergipanas, a exemplo de uma mãe "Maria de Itabaianinha". A mãe de Jesus, é um dos espíritos mais puros que foram dados à humanidade conhecer. A sua missão, ultrapassou o útero materno fecundado pelo milagre do Espírito Santo, para dar vida a um ser superior que marcou a vida na Terra, como "antes e depois de Cristo". Uma criatura de Deus, escolhida a edificar o reino divino. Não existiria o filho, sem a mãe; nem o Natal, sem o parto de Maria. Ela nos oferece "o alimento do amor espiritual e materno para enfrentar as provas e lutas que a vida aprouver". Ilumina "a vida na direção do bem", e a "compaixão aos que sofrem em carne ou em espírito", amparados pela "Legião dos Servidores de Maria". 
Maria, simboliza a vida cristã, desprovida de luxo, arrogância, avareza, consumismo, egoísmo, que purgamos num mundo de "provas e expiações" para os espíritas; de "modernidade líquida" para os cientistas; e de "aporofobia - rejeição e aversão aos pobres" para a filosofa espanhola Adela Cortina. Na celebração do nascimento do filho de Maria, oremos no dizer do poeta tropicalista, pelo "avesso, do avesso, do avesso" das mazelas desse mundo. Como no milagre dos peixes e do vinho, sejamos merecedores da sua transfiguração para a simplicidade, humildade, compaixão, desprendimento, perdão e amor. 
Tudo que possuímos é transitório. Calcemos as sandálias da humildade. Todo ego é periférico e marcado por profundas carências. O orgulho nos impede de sermos fraternos. Que a mensagem de Maria, seja capaz de derrubar as paredes que separam da liberdade, da igualdade e da fraternidade. No dizer do Papa Francisco: "você é a noite de natal quando consciente, humilde, e longe de grandes ruídos e celebrações, recebe em silêncio as mensagens do amor ao próximo". Um novo sentir do Natal Mariano, haverá de contaminar a humanidade com a mensagem de Maria a Mãe de Jesus, encarnada em "Maria Rita", santificada como Irmã Dulce: "aqueles que espalham amor, não têm tempo, nem disposição para jogar pedras".
* Manoel Moacir Costa Macêdo, Engenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brighton, Inglaterra

* Manoel Moacir Costa Macêdo

Nos tristes trópicos e abaixo da linha do equador, apreciamos o Natal pela atmosfera europeia. Consumimos o frio, a neve, o pinheiro como a árvore de natal, as ceias recheadas com nozes, os presépios orientais e o velho, gordo e bondoso Papai Noel. Eles definem o festivo feriado cristão, comemorado no dia 25 de dezembro. A história dessa celebração cristã remota a sete mil anos antes do nascimento de Jesus. Uma celebração antiga, tanto quanto à civilização humana. Originalmente o Natal era destinado a celebrar o nascimento do "Deus Sol" no Solstício de Inverno. Incorporado no calendário da Igreja Católica no Sec. III. d.C. para converter os pagãos sob o domínio do Império Romano, passando assim, a comemorar o Natal, como o nascimento de Jesus de Nazaré. 
O foco do Natal, num tempo de pós-modernidade e inovações, deve mudar do velho ao novo mundo. Do frio ao calor ardente. Da neve à caatinga nordestina. Do faisão ao catado de aratu. Da brancura imperialista à afro descendência escravocrata. Do pinheiro à mangabeira. Da canção importada ao 'Luar do Sertão' de Catulo da Paixão Cearense. Do imaginário e generoso Papel Noel dos presentes, à vergonhosa e real desigualdade. Do louvor exclusivo ao nascimento do filho Jesus, à partilha com a Mãe Maria. Filho pródigo, preso, torturado, julgado e condenado por uma enfurecida multidão para morrer crucificado, absolvendo o malfeitor e cruel Barrabás. Jesus não morreu de queda de camelo no leito de hospital em Jerusalém. Uma lição milenar a ser abstraída na atualidade. 
O consentido esquecimento de Maria, a mãe da humanidade cristã, no celebrado Natal, não é acolhido em terras sergipanas. Aqui a "Mãe de Jesus", é reverenciada todos os dias como N. Sra. da Conceição - Padroeira de Aracaju; Divina Pastora - Padroeira de Sergipe; e s nas terras sergipanas de N. Sra. do Socorro; N. Sra. da Glória; N. Sra. das Dores; N. Sra. de Lourdes; N. Sra. do Amparo e N. Sra. Aparecida, a homônima da Padroeira do Brasil, afora as "Marias" sergipanas, a exemplo de uma mãe "Maria de Itabaianinha". A mãe de Jesus, é um dos espíritos mais puros que foram dados à humanidade conhecer. A sua missão, ultrapassou o útero materno fecundado pelo milagre do Espírito Santo, para dar vida a um ser superior que marcou a vida na Terra, como "antes e depois de Cristo". Uma criatura de Deus, escolhida a edificar o reino divino. Não existiria o filho, sem a mãe; nem o Natal, sem o parto de Maria. Ela nos oferece "o alimento do amor espiritual e materno para enfrentar as provas e lutas que a vida aprouver". Ilumina "a vida na direção do bem", e a "compaixão aos que sofrem em carne ou em espírito", amparados pela "Legião dos Servidores de Maria". 
Maria, simboliza a vida cristã, desprovida de luxo, arrogância, avareza, consumismo, egoísmo, que purgamos num mundo de "provas e expiações" para os espíritas; de "modernidade líquida" para os cientistas; e de "aporofobia - rejeição e aversão aos pobres" para a filosofa espanhola Adela Cortina. Na celebração do nascimento do filho de Maria, oremos no dizer do poeta tropicalista, pelo "avesso, do avesso, do avesso" das mazelas desse mundo. Como no milagre dos peixes e do vinho, sejamos merecedores da sua transfiguração para a simplicidade, humildade, compaixão, desprendimento, perdão e amor. 
Tudo que possuímos é transitório. Calcemos as sandálias da humildade. Todo ego é periférico e marcado por profundas carências. O orgulho nos impede de sermos fraternos. Que a mensagem de Maria, seja capaz de derrubar as paredes que separam da liberdade, da igualdade e da fraternidade. No dizer do Papa Francisco: "você é a noite de natal quando consciente, humilde, e longe de grandes ruídos e celebrações, recebe em silêncio as mensagens do amor ao próximo". Um novo sentir do Natal Mariano, haverá de contaminar a humanidade com a mensagem de Maria a Mãe de Jesus, encarnada em "Maria Rita", santificada como Irmã Dulce: "aqueles que espalham amor, não têm tempo, nem disposição para jogar pedras".

* Manoel Moacir Costa Macêdo, Engenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brighton, Inglaterra