Estatísticas de guerra

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Publicada em 22/12/2018 às 06:06:00

 

Quando o ministro Raul Jung-
mann, da Segurança Públi-
ca, vocalizou a meta mais ambiciosa de sua vida, tendo em vista a redução de homicídios no Brasil, não havia motivo para ninguém acreditar em suas palavras. Os 63 mil assassinatos registrados ano passado eram fato consumado. Agora, em pleno apagar das luzes do governo Temer, o ministro voltou a falar sobre o assunto durante entrevista coletiva, em oportuna prestação de contas.
Os números, ainda drásticos, dão razão ao ministro Jungmann. A redução no número de mortes violentas chegou a impressionantes 12,4%. Menos brasileiros morrem na ponta da faca e no calor da bala. Mas, contra todas as estatísticas, o Brasil ainda é um dos países mais sanguinolentos do mundo.
O discurso de vitória sobre a violência não para em pé, não resiste a uma análise mais acurada da realidade. Apesar da criação formal do Sistema Único de Segurança Pública, o crime organizado ainda manda e dá as cartas nos quatro cantos do Brasil. Basta dar uma olhada nos números relacionados ao Rio de Janeiro, sob uma ineficiente intervenção federal. Os tiroteios se tornaram mais frequentes, o índice de letalidade policial explodiu.
No Brasil real, jamais visitado pelo ministro Jungmann, as facções criminosas ainda funcionam como uma espécie de estado paralelo, com poder de vida e morte sobre a população e atuação em todo o território nacional. Nesse contexto, as diversas razões por trás da justa comoção que sucedeu o assassinato impune da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, não se sobrepõem ao único fato acima de qualquer controvérsia: a violência é hoje uma realidade conhecida de perto por quase todos.

Quando o ministro Raul Jung- mann, da Segurança Públi- ca, vocalizou a meta mais ambiciosa de sua vida, tendo em vista a redução de homicídios no Brasil, não havia motivo para ninguém acreditar em suas palavras. Os 63 mil assassinatos registrados ano passado eram fato consumado. Agora, em pleno apagar das luzes do governo Temer, o ministro voltou a falar sobre o assunto durante entrevista coletiva, em oportuna prestação de contas.
Os números, ainda drásticos, dão razão ao ministro Jungmann. A redução no número de mortes violentas chegou a impressionantes 12,4%. Menos brasileiros morrem na ponta da faca e no calor da bala. Mas, contra todas as estatísticas, o Brasil ainda é um dos países mais sanguinolentos do mundo.
O discurso de vitória sobre a violência não para em pé, não resiste a uma análise mais acurada da realidade. Apesar da criação formal do Sistema Único de Segurança Pública, o crime organizado ainda manda e dá as cartas nos quatro cantos do Brasil. Basta dar uma olhada nos números relacionados ao Rio de Janeiro, sob uma ineficiente intervenção federal. Os tiroteios se tornaram mais frequentes, o índice de letalidade policial explodiu.
No Brasil real, jamais visitado pelo ministro Jungmann, as facções criminosas ainda funcionam como uma espécie de estado paralelo, com poder de vida e morte sobre a população e atuação em todo o território nacional. Nesse contexto, as diversas razões por trás da justa comoção que sucedeu o assassinato impune da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, não se sobrepõem ao único fato acima de qualquer controvérsia: a violência é hoje uma realidade conhecida de perto por quase todos.