Trabalhadores do HU cobram fornecimento de alimentação

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Funcionários do HU protestam contra corte de alimentação
Funcionários do HU protestam contra corte de alimentação

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Publicada em 27/12/2018 às 07:20:00

 

Trabalhadores do Hospital Universitário do Estado de Sergipe se reuniram na manhã de ontem com a proposta de reivindicar o reinício imediato do fornecimento de alimentação antes destinado a todos os profissionais da área de saúde que estavam de plantão. O ato público democrático foi realizado em frente à entrada principal da unidade hospitalar, a qual é dirigida administrativamente pelo Governo Federal, através da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Conforme lamentado pelos manifestantes, sem nenhum aviso prévio - ou convite para debate em torno deste assunto -, na quinta-feira da semana passada, dia 20, a direção hospitalar suspendeu o fornecimento.
Intensificando ainda mais o conflito entre servidores e gestão federal, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (SINTUFS), protestam e denunciam uma possível falta de interesse por parte dos gestores em receber uma comissão de trabalhadores e discutir o assunto. Para Fábio dos Santos, coordenador geral do sindicado, caso o sistema não seja restabelecido conforme pleiteado pelos trabalhadores, uma paralisação unificada pode ser realizada gradativamente. A mobilização dos servidores conta com o apoio dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Diante do desejo de qualificação do sistema, Fábio garante que o pleito é coletivo.
"É um desrespeito imenso com os profissionais que estão trabalhando no plantão e sequer direito à alimentação possuem mais. Um direito conquistado há anos e infelizmente é cortado de forma totalmente antidemocrática, sem nem convidar os funcionários ou o próprio sindicato para debater o assunto. Buscamos a direção [do Hospital Universitário] e não fomos recebidos. Quem sabe a partir deste momento o pleito dos funcionários seja atendido", disse. No final da manhã de ontem a direção sindical Informou ao Jornal do Dia que a gerência do HU se recusou a receber a Coordenação Executiva do Sintufs, entidade representante da categoria, para qualquer diálogo ou negociação.
Em contraponto às críticas, a direção hospitalar informou que: "o HU cumpre decisão do TCU que julgou: quando servidores receberem o auxílio refeição, não poderão ter refeição da instituição. Foi levado ao CONSU e aprovado por unanimidade e estendido a todos os restaurantes da UFS. A decisão foi tomada por força de lei. A refeição caracteriza duplo benefício. O servidor RJU recebe R$ 400,00 de auxílio refeição". As explicações foram apresentadas pela professora da Universidade Federal de Sergipe, e diretora do HU, Angela Silva.
Ainda de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS, os trabalhadores atingidos são enfermeiros, instrumentadores, médicos, auxiliares de enfermagem que passam ao menos 12 horas em regime de plantão e não podem se afastar da Unidade Hospitalar. Se houver qualquer intercorrência que represente risco de vida aos pacientes, as equipes precisam agir prontamente para impedir a piora do quadro clínico, para tanto precisam de alimentação acessível e gratuita dentro do Hospital. O Sintufs enaltece que a alimentação é condição de trabalho ao funcionário e condição de assistência diuturna ao paciente. (Milton Alves Júnior)

Trabalhadores do Hospital Universitário do Estado de Sergipe se reuniram na manhã de ontem com a proposta de reivindicar o reinício imediato do fornecimento de alimentação antes destinado a todos os profissionais da área de saúde que estavam de plantão. O ato público democrático foi realizado em frente à entrada principal da unidade hospitalar, a qual é dirigida administrativamente pelo Governo Federal, através da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Conforme lamentado pelos manifestantes, sem nenhum aviso prévio - ou convite para debate em torno deste assunto -, na quinta-feira da semana passada, dia 20, a direção hospitalar suspendeu o fornecimento.
Intensificando ainda mais o conflito entre servidores e gestão federal, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (SINTUFS), protestam e denunciam uma possível falta de interesse por parte dos gestores em receber uma comissão de trabalhadores e discutir o assunto. Para Fábio dos Santos, coordenador geral do sindicado, caso o sistema não seja restabelecido conforme pleiteado pelos trabalhadores, uma paralisação unificada pode ser realizada gradativamente. A mobilização dos servidores conta com o apoio dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Diante do desejo de qualificação do sistema, Fábio garante que o pleito é coletivo.
"É um desrespeito imenso com os profissionais que estão trabalhando no plantão e sequer direito à alimentação possuem mais. Um direito conquistado há anos e infelizmente é cortado de forma totalmente antidemocrática, sem nem convidar os funcionários ou o próprio sindicato para debater o assunto. Buscamos a direção [do Hospital Universitário] e não fomos recebidos. Quem sabe a partir deste momento o pleito dos funcionários seja atendido", disse. No final da manhã de ontem a direção sindical Informou ao Jornal do Dia que a gerência do HU se recusou a receber a Coordenação Executiva do Sintufs, entidade representante da categoria, para qualquer diálogo ou negociação.
Em contraponto às críticas, a direção hospitalar informou que: "o HU cumpre decisão do TCU que julgou: quando servidores receberem o auxílio refeição, não poderão ter refeição da instituição. Foi levado ao CONSU e aprovado por unanimidade e estendido a todos os restaurantes da UFS. A decisão foi tomada por força de lei. A refeição caracteriza duplo benefício. O servidor RJU recebe R$ 400,00 de auxílio refeição". As explicações foram apresentadas pela professora da Universidade Federal de Sergipe, e diretora do HU, Angela Silva.
Ainda de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS, os trabalhadores atingidos são enfermeiros, instrumentadores, médicos, auxiliares de enfermagem que passam ao menos 12 horas em regime de plantão e não podem se afastar da Unidade Hospitalar. Se houver qualquer intercorrência que represente risco de vida aos pacientes, as equipes precisam agir prontamente para impedir a piora do quadro clínico, para tanto precisam de alimentação acessível e gratuita dentro do Hospital. O Sintufs enaltece que a alimentação é condição de trabalho ao funcionário e condição de assistência diuturna ao paciente. (Milton Alves Júnior)