Vida no trânsito

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Publicada em 28/12/2018 às 06:10:00

 

Levantamento realizado pela Secre-
taria Municipal de Saúde demons-
tra que as ruas e avenidas de Aracaju ainda passam longe de uma via segura para todos. O poder público vem fazendo a sua parte, com investimento em sinalização, pavimentação e ciclovias. Mas sem campanhas educativas regulares, os óbitos são computados aos milhares.
De acordo com o Boletim Epidemológico Vida no Trânsito, foram registrados 2556 acidentes de trânsito somente na capital sergipana, ano passado. Mais da metade destes foram considerados acidentes graves. Outro dado revelador, destacado no documento: Motociclistas, pedestres e ciclistas estão entre as principais vítimas do trânsito em Aracaju.
Os números, em si, não podem ser considerados novidade. As mortes derivadas de acidentes de trânsito no Brasil cresceram na mesma proporção da frota de veículos, ao longo dos últimos anos, com a velocidade de uma epidemia. Desolador, em tal contexto, é a aparente incapacidade do poder público ao lidar com o problema. A iniciativa da secretaria de saúde, por exemplo, de produzir um relatório confiável sobre os episódios locais, é muito oportuna. Resta saber se os números colhidos vão resultar em ações efetivas.
Aqui é imperativo lembrar que a mobilidade urbana está entre as principais bandeiras na agenda do prefeito Edvaldo Nogueira. Ao menos, da boca pra fora. Se esta é uma questão de saúde pública, como os números supracitados e diversos estudos sugerem, o poder público municipal tem de atuar no sentido de estabelecer parâmetros aceitáveis para o transporte coletivo de passageiros, inibindo o uso da motocicleta. Infelizmente, não é o que se vê nas ruas.

Levantamento realizado pela Secre- taria Municipal de Saúde demons- tra que as ruas e avenidas de Aracaju ainda passam longe de uma via segura para todos. O poder público vem fazendo a sua parte, com investimento em sinalização, pavimentação e ciclovias. Mas sem campanhas educativas regulares, os óbitos são computados aos milhares.
De acordo com o Boletim Epidemológico Vida no Trânsito, foram registrados 2556 acidentes de trânsito somente na capital sergipana, ano passado. Mais da metade destes foram considerados acidentes graves. Outro dado revelador, destacado no documento: Motociclistas, pedestres e ciclistas estão entre as principais vítimas do trânsito em Aracaju.
Os números, em si, não podem ser considerados novidade. As mortes derivadas de acidentes de trânsito no Brasil cresceram na mesma proporção da frota de veículos, ao longo dos últimos anos, com a velocidade de uma epidemia. Desolador, em tal contexto, é a aparente incapacidade do poder público ao lidar com o problema. A iniciativa da secretaria de saúde, por exemplo, de produzir um relatório confiável sobre os episódios locais, é muito oportuna. Resta saber se os números colhidos vão resultar em ações efetivas.
Aqui é imperativo lembrar que a mobilidade urbana está entre as principais bandeiras na agenda do prefeito Edvaldo Nogueira. Ao menos, da boca pra fora. Se esta é uma questão de saúde pública, como os números supracitados e diversos estudos sugerem, o poder público municipal tem de atuar no sentido de estabelecer parâmetros aceitáveis para o transporte coletivo de passageiros, inibindo o uso da motocicleta. Infelizmente, não é o que se vê nas ruas.