Herança maldita

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Publicada em 29/12/2018 às 06:04:00

 

Desemprego, subocupação e in-
formalidade fazem parte he-
rança maldita a ser administrada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, a partir do dia 01 de janeiro. Fruto do retrocesso promovido pelo atual governo, que apostou na flexibilização das leis trabalhistas para gerar empregos, o mercado de trabalho nacional se recupera de uma duradoura crise econômica a passos muito lentos. O mais preocupante de tudo é que, em termos gerais, tudo indica, esta será também a política em voga num futuro próximo. Neste particular, pouco vai mudar nos quatro anos de Bolsonaro.
Pior é perceber que necessidade de gerar empregos nunca esteve entre as preocupações da equipe de transição reunida pelo presidente eleito, responsável por toda sorte de cabeçadas. A fusão e extinção de ministérios, possíveis nomeações, a reforma da previdência e a intenção de revogar o estatuto do desarmamento, as principais bandeiras desfraldadas pela equipe de Bolsonaro, simplesmente ignoram a realidade dramática de milhões de trabalhadores largados ao Deus dará.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de desemprego no país ficou em 11,6% no trimestre encerrado em novembro deste ano. O índice é inferior aos 12,1% registrados no trimestre encerrado em agosto e aos 12% de novembro do ano passado. Ainda assim, refere-se a 12,2 milhões de desempregados.
Verdade seja dita: A reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer fracassou fragorosamente. Apesar da flexibilização da legislação, o Brasil é ainda um país de desempregados. A alegada modernização, defendida com unhas e dentes pelo presidente mais impopular da história, não fez nada além de jogar milhões de trabalhadores na informalidade. E, infelizmente, Bolsonaro parece disposto a seguir a mesma cartilha malfadada.

Desemprego, subocupação e in- formalidade fazem parte he- rança maldita a ser administrada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, a partir do dia 01 de janeiro. Fruto do retrocesso promovido pelo atual governo, que apostou na flexibilização das leis trabalhistas para gerar empregos, o mercado de trabalho nacional se recupera de uma duradoura crise econômica a passos muito lentos. O mais preocupante de tudo é que, em termos gerais, tudo indica, esta será também a política em voga num futuro próximo. Neste particular, pouco vai mudar nos quatro anos de Bolsonaro.
Pior é perceber que necessidade de gerar empregos nunca esteve entre as preocupações da equipe de transição reunida pelo presidente eleito, responsável por toda sorte de cabeçadas. A fusão e extinção de ministérios, possíveis nomeações, a reforma da previdência e a intenção de revogar o estatuto do desarmamento, as principais bandeiras desfraldadas pela equipe de Bolsonaro, simplesmente ignoram a realidade dramática de milhões de trabalhadores largados ao Deus dará.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de desemprego no país ficou em 11,6% no trimestre encerrado em novembro deste ano. O índice é inferior aos 12,1% registrados no trimestre encerrado em agosto e aos 12% de novembro do ano passado. Ainda assim, refere-se a 12,2 milhões de desempregados.
Verdade seja dita: A reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer fracassou fragorosamente. Apesar da flexibilização da legislação, o Brasil é ainda um país de desempregados. A alegada modernização, defendida com unhas e dentes pelo presidente mais impopular da história, não fez nada além de jogar milhões de trabalhadores na informalidade. E, infelizmente, Bolsonaro parece disposto a seguir a mesma cartilha malfadada.