Alguma luz de esperança

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Publicada em 29/12/2018 às 14:16:00

 

Entra ano, sai ano, e as maiores urgênci-
as do País permanecem as mesmas: 
Emprego, educação, saúde e segurança pública. Aos efeitos da crise econômica, ainda muito sensíveis na pele de 12,2 milhões de desempregados, contudo, somam-se agora as consequências da polarização política. O Brasil chega a 2019 dividido em dois pedaços.
O fosso aprofundado durante a campanha presidencial mais recente, separando conservadores e progressistas nas trincheiras de um jogo sujo, uma guerra cultural e de informação com consequências imprevisíveis, dá forma aos embates políticos e sociais a serem travados no ano que nasce no dia 01 de janeiro. A prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro, duas faces da mesma moeda, talvez sejam mesmo episódios capitais, nascedouro de quase tudo o que há de vir.
Expectativas há para todos os gostos e filiações. De certo, um cenário de dificuldades. As reformas promovidas pelo presidente mais impopular da história, Michel Temer, não demonstraram a força prometida para aquecer a economia nacional. Assim, o quadro herdado por Bolsonaro desanima até o mais convicto dos otimistas.
Em Sergipe, onde o Governo ainda trabalha para pagar servidores e aposentados em dia, os desafios são os mesmos. Levantamento recente, realizado pelo IBGE, coloca o estado e, de resto, toda a região nordeste em uma delicada posição, num ranking nacional em número de desempregados.
Quatro estados do Nordeste estão entre os cinco com maior desemprego: Sergipe (17,5%), Alagoas (17,1%), Pernambuco (16,7%) e Bahia (16,2%). A taxa consta na Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral divulgada em novembro e leva em consideração o trabalhador desocupado com mais de 14 anos que procurou emprego e deu com a cara na porta.
Com a economia em ponto morto, por assim dizer, o investimento necessário em educação, saúde e segurança míngua. O país não produz riqueza, o poder público promove um rigoroso ajuste fiscal, às custas de um indesejável arrocho do funcionalismo, o dinheiro não passa de mão. O circulo vicioso da crise se alimenta de penúria e estagnação, tem cheiro de água parada.
Diante de um retrato tão duro, é possível fazer brilhar ainda alguma luz de esperança nos corações e mentes dos brasileiros? Difícil dizer. Mesmo os eleitores do presidente Jair Bolsonaro terão de admitir as cabeçadas de sua equipe de transição, a inconveniência de sua proximidade com um ex-assessor milionário, a falta de unidade no primeiro escalão do governo. Torcida à parte, somente a vigilância de toda a sociedade, amparada pelo jornalismo profissional, guardião das liberdades democráticas, será capaz de preservar o País de eventuais pilhagens e desacertos. Em 2019 e sempre.

Entra ano, sai ano, e as maiores urgênci- as do País permanecem as mesmas:  Emprego, educação, saúde e segurança pública. Aos efeitos da crise econômica, ainda muito sensíveis na pele de 12,2 milhões de desempregados, contudo, somam-se agora as consequências da polarização política. O Brasil chega a 2019 dividido em dois pedaços.
O fosso aprofundado durante a campanha presidencial mais recente, separando conservadores e progressistas nas trincheiras de um jogo sujo, uma guerra cultural e de informação com consequências imprevisíveis, dá forma aos embates políticos e sociais a serem travados no ano que nasce no dia 01 de janeiro. A prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro, duas faces da mesma moeda, talvez sejam mesmo episódios capitais, nascedouro de quase tudo o que há de vir.
Expectativas há para todos os gostos e filiações. De certo, um cenário de dificuldades. As reformas promovidas pelo presidente mais impopular da história, Michel Temer, não demonstraram a força prometida para aquecer a economia nacional. Assim, o quadro herdado por Bolsonaro desanima até o mais convicto dos otimistas.
Em Sergipe, onde o Governo ainda trabalha para pagar servidores e aposentados em dia, os desafios são os mesmos. Levantamento recente, realizado pelo IBGE, coloca o estado e, de resto, toda a região nordeste em uma delicada posição, num ranking nacional em número de desempregados.
Quatro estados do Nordeste estão entre os cinco com maior desemprego: Sergipe (17,5%), Alagoas (17,1%), Pernambuco (16,7%) e Bahia (16,2%). A taxa consta na Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral divulgada em novembro e leva em consideração o trabalhador desocupado com mais de 14 anos que procurou emprego e deu com a cara na porta.Com a economia em ponto morto, por assim dizer, o investimento necessário em educação, saúde e segurança míngua. O país não produz riqueza, o poder público promove um rigoroso ajuste fiscal, às custas de um indesejável arrocho do funcionalismo, o dinheiro não passa de mão. O circulo vicioso da crise se alimenta de penúria e estagnação, tem cheiro de água parada.
Diante de um retrato tão duro, é possível fazer brilhar ainda alguma luz de esperança nos corações e mentes dos brasileiros? Difícil dizer. Mesmo os eleitores do presidente Jair Bolsonaro terão de admitir as cabeçadas de sua equipe de transição, a inconveniência de sua proximidade com um ex-assessor milionário, a falta de unidade no primeiro escalão do governo. Torcida à parte, somente a vigilância de toda a sociedade, amparada pelo jornalismo profissional, guardião das liberdades democráticas, será capaz de preservar o País de eventuais pilhagens e desacertos. Em 2019 e sempre.