Belivaldo reafirma gestão transparente e compromisso com contas públicas

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A CERIMÔNIA DE POSSE PARA O NOVO MANDATO DE GOVERNADOR FOI REALIZADA NA TARDE DO DIA PRIMEIRO DE JANEIRO, NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
A CERIMÔNIA DE POSSE PARA O NOVO MANDATO DE GOVERNADOR FOI REALIZADA NA TARDE DO DIA PRIMEIRO DE JANEIRO, NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

O governador Belivaldo Chagas discursa durante a cerimônia de posse
O governador Belivaldo Chagas discursa durante a cerimônia de posse

Belivaldo abraça a vice-governadora Eliane Aquino
Belivaldo abraça a vice-governadora Eliane Aquino

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Publicada em 03/01/2019 às 06:16:00

 

Após atuar por quatro vezes como deputado estadual, secretário de Estado de Educação, da Casa Civil e vice-governador por dois mandatos, Belivaldo Chagas, ao lado de Eliane Aquino, governará o estado de Sergipe pelos próximos quatro anos. A solenidade de posse aconteceu nesta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa, com a presença de autoridades políticas e representantes dos poderes judiciários.
Em seu discurso, o gestor do executivo estadual reforçou a importância de ter Eliane como sua vice-governadora, primeira mulher a assumir o cargo no estado; pontuou a crise econômica enfrentada pelo País e pelo estado, as dificuldades financeiras da administração estadual, o objetivo trabalhar para manter a Fafen em funcionamento e a transparência da gestão iniciada nesta terça.
"Sinto uma imensa confiança em Sergipe. Confiança na capacidade que teremos de transformar as agruras do presente num futuro promissor. Essa confiança é igualmente partilhada pela mulher que me deu a honra de vir compor como vice, a chapa que pleitearia o governo. A Eliane, o destino reservou o papel de colher aqueles sorrisos dos sergipanos que Marcelo Déda dizia que eram a suprema motivação para o seu sacrifício", iniciou.
A vice-governadora Eliane Aquino agradeceu a confiança dos sergipanos e reiterou o compromisso com o crescimento do estado. "Espero que nós tenhamos tudo que a nossa população precisa. Eu espero que nós tenhamos a capacidade, que nós tenhamos a sensibilidade, a humildade de realmente fazer uma gestão que seja para todos. Somos governador e vice-governadora de praticamente dois milhões de sergipanos e sergipanas. E pensando assim, eu só tenho que agradecer, agradecer por estarmos aqui, agradecer por nossa história, agradecer por tudo que nós construímos até hoje. Daqui pra frente, é seguir e fazer cada vez mais o estado de Sergipe um lugar melhor pra se viver".
Em meio aos desafios que o Estado vem enfrentando nos últimos anos, o governador Belivaldo Chagas falou sobre cortes de gastos, captação de recursos e previsão do déficit orçamentário e da previdência. Diante do cenário de queda de arrecadação e de repasses, Belivaldo afirmou que 2019 será de dificuldades.
"Para este ano de 2019, a assustadora previsão do déficit é da ordem dos R$ 500 milhões. Isso significa que teremos de sair em busca de recursos extraordinários e cortar despesas, tendo, ao mesmo tempo, a urgência de assegurar investimentos que contribuam para amenizar a elevada taxa de desemprego. Isso é grave e nos obriga a apertar ainda mais o cinto, principalmente, para honrar a folha de pagamento. Não podemos decepcionar os servidores e a população, os serviços precisam ser prestados com qualidade. Teremos um ano extremamente difícil sob pena de comprometer, se não agirmos com pulso forte, o restante da administração", declarou.
Corte de despesas - Sobre medidas econômicas, o governador empossado lembrou a reforma administrativa já iniciada. Em sua primeira fase, foram extintas cinco secretarias de Estado e houve redução de 900 cargos de comissão. No decorrer da administração, as empresas e autarquias também passarão por reduções, além da revisão de contratos que será realizada.
"O grande problema é a previdência. Temos um déficit de R$ 50 milhões por mês e buscaremos receitas extraordinárias, como esse empréstimo de R$ 250 milhões, o qual será destinado para a previdência. Se não fizermos isso, podemos comprometer o salário de março".
Essa preocupação com o cenário econômico do estado fez com que Belivaldo  reafirmasse o compromisso com a manutenção da Fafen e buscasse alternativas para aumentar a receita, a exemplo da venda de ações do Banese e da Deso. "Minha preocupação se volta também para os trabalhadores da Fafen, e os que vivem em torno das atividades daquela fábrica, ameaçados pela insensatez que dominava o governo federal que terminou, e ao qual, infelizmente, nada temos a agradecer. Vamos trabalhar com a possibilidade de colocar ações do Banese e da Deso no mercado. É importante que se diga que não é privatização. Também vamos vender imóveis e estudar a venda das terras do platô de Neópolis. Teremos que ter pulso forte e criatividade porque 2019 não será um ano fácil. Não vamos ceder a qualquer tipo de pressão. Nossa expectativa é que trabalhemos junto ao governo federal. Nosso primeiro pedido será a manutenção da Fafen, extremamente importante para a economia de Sergipe".
 
Transparência - "Faremos, eu e Eliane, um governo totalmente aberto e transparente. Já na primeira quinzena de fevereiro, apresentaremos um relatório de tudo que foi arrecadado em janeiro e de que forma utilizamos os recursos. Transparência será a palavra de ordem desse governo. A transparência na vida pública é o requisito mais exigido, e hoje entendido como essencial. Criei uma Secretaria da Transparência não para simplesmente agradar a maioria da nossa população, que não tolera mais a Caixa Preta inacessível dos gastos públicos desordenados. A transparência será uma exigência ética a ser devotadamente cumprida, por mim em primeiro lugar e por todos os que integrarem o meu governo", reiterou. 
Histórico - Belivaldo Chagas exerceu as funções de secretário de Educação e da Casa Civil. É defensor público aposentado, já foi deputado estadual por quatro legislaturas, secretário de Estado da Articulação com os Municípios, coordenador Geral do Projeto Nordeste e diretor-presidente da Segrase. Em 2007, foi eleito para o primeiro mandato como vice-governador do Estado, junto com o governador Marcelo Déda, cargo que ocupou até 2010. Já em 2015, foi eleito vice-governador de Sergipe pela segunda vez, tendo Jackson Barreto como governador para o exercício até 2018. Na última eleição, Belivaldo Chagas e Eliane Aquino foram eleitos com 679.051 votos, maior votação registrada em segundo turno em pleitos eleitorais no estado.

Após atuar por quatro vezes como deputado estadual, secretário de Estado de Educação, da Casa Civil e vice-governador por dois mandatos, Belivaldo Chagas, ao lado de Eliane Aquino, governará o estado de Sergipe pelos próximos quatro anos. A solenidade de posse aconteceu nesta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa, com a presença de autoridades políticas e representantes dos poderes judiciários.
Em seu discurso, o gestor do executivo estadual reforçou a importância de ter Eliane como sua vice-governadora, primeira mulher a assumir o cargo no estado; pontuou a crise econômica enfrentada pelo País e pelo estado, as dificuldades financeiras da administração estadual, o objetivo trabalhar para manter a Fafen em funcionamento e a transparência da gestão iniciada nesta terça.
"Sinto uma imensa confiança em Sergipe. Confiança na capacidade que teremos de transformar as agruras do presente num futuro promissor. Essa confiança é igualmente partilhada pela mulher que me deu a honra de vir compor como vice, a chapa que pleitearia o governo. A Eliane, o destino reservou o papel de colher aqueles sorrisos dos sergipanos que Marcelo Déda dizia que eram a suprema motivação para o seu sacrifício", iniciou.
A vice-governadora Eliane Aquino agradeceu a confiança dos sergipanos e reiterou o compromisso com o crescimento do estado. "Espero que nós tenhamos tudo que a nossa população precisa. Eu espero que nós tenhamos a capacidade, que nós tenhamos a sensibilidade, a humildade de realmente fazer uma gestão que seja para todos. Somos governador e vice-governadora de praticamente dois milhões de sergipanos e sergipanas. E pensando assim, eu só tenho que agradecer, agradecer por estarmos aqui, agradecer por nossa história, agradecer por tudo que nós construímos até hoje. Daqui pra frente, é seguir e fazer cada vez mais o estado de Sergipe um lugar melhor pra se viver".
Em meio aos desafios que o Estado vem enfrentando nos últimos anos, o governador Belivaldo Chagas falou sobre cortes de gastos, captação de recursos e previsão do déficit orçamentário e da previdência. Diante do cenário de queda de arrecadação e de repasses, Belivaldo afirmou que 2019 será de dificuldades.
"Para este ano de 2019, a assustadora previsão do déficit é da ordem dos R$ 500 milhões. Isso significa que teremos de sair em busca de recursos extraordinários e cortar despesas, tendo, ao mesmo tempo, a urgência de assegurar investimentos que contribuam para amenizar a elevada taxa de desemprego. Isso é grave e nos obriga a apertar ainda mais o cinto, principalmente, para honrar a folha de pagamento. Não podemos decepcionar os servidores e a população, os serviços precisam ser prestados com qualidade. Teremos um ano extremamente difícil sob pena de comprometer, se não agirmos com pulso forte, o restante da administração", declarou.

Corte de despesas - Sobre medidas econômicas, o governador empossado lembrou a reforma administrativa já iniciada. Em sua primeira fase, foram extintas cinco secretarias de Estado e houve redução de 900 cargos de comissão. No decorrer da administração, as empresas e autarquias também passarão por reduções, além da revisão de contratos que será realizada.
"O grande problema é a previdência. Temos um déficit de R$ 50 milhões por mês e buscaremos receitas extraordinárias, como esse empréstimo de R$ 250 milhões, o qual será destinado para a previdência. Se não fizermos isso, podemos comprometer o salário de março".
Essa preocupação com o cenário econômico do estado fez com que Belivaldo  reafirmasse o compromisso com a manutenção da Fafen e buscasse alternativas para aumentar a receita, a exemplo da venda de ações do Banese e da Deso. "Minha preocupação se volta também para os trabalhadores da Fafen, e os que vivem em torno das atividades daquela fábrica, ameaçados pela insensatez que dominava o governo federal que terminou, e ao qual, infelizmente, nada temos a agradecer. Vamos trabalhar com a possibilidade de colocar ações do Banese e da Deso no mercado. É importante que se diga que não é privatização. Também vamos vender imóveis e estudar a venda das terras do platô de Neópolis. Teremos que ter pulso forte e criatividade porque 2019 não será um ano fácil. Não vamos ceder a qualquer tipo de pressão. Nossa expectativa é que trabalhemos junto ao governo federal. Nosso primeiro pedido será a manutenção da Fafen, extremamente importante para a economia de Sergipe". 
Transparência - "Faremos, eu e Eliane, um governo totalmente aberto e transparente. Já na primeira quinzena de fevereiro, apresentaremos um relatório de tudo que foi arrecadado em janeiro e de que forma utilizamos os recursos. Transparência será a palavra de ordem desse governo. A transparência na vida pública é o requisito mais exigido, e hoje entendido como essencial. Criei uma Secretaria da Transparência não para simplesmente agradar a maioria da nossa população, que não tolera mais a Caixa Preta inacessível dos gastos públicos desordenados. A transparência será uma exigência ética a ser devotadamente cumprida, por mim em primeiro lugar e por todos os que integrarem o meu governo", reiterou. 

Histórico - Belivaldo Chagas exerceu as funções de secretário de Educação e da Casa Civil. É defensor público aposentado, já foi deputado estadual por quatro legislaturas, secretário de Estado da Articulação com os Municípios, coordenador Geral do Projeto Nordeste e diretor-presidente da Segrase. Em 2007, foi eleito para o primeiro mandato como vice-governador do Estado, junto com o governador Marcelo Déda, cargo que ocupou até 2010. Já em 2015, foi eleito vice-governador de Sergipe pela segunda vez, tendo Jackson Barreto como governador para o exercício até 2018. Na última eleição, Belivaldo Chagas e Eliane Aquino foram eleitos com 679.051 votos, maior votação registrada em segundo turno em pleitos eleitorais no estado.