Crimes violentos

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Publicada em 04/01/2019 às 06:00:00

 

Parecia até história da carochinha, 
mas a integração entre a Polícia 
Civil e a Polícia Militar de Sergipe começa a produzir efeitos inesperados nas ruas. Levantamento da Secretaria de Segurança Pública demonstra, sem nenhuma sombra de dúvida: Em 2018, Sergipe registrou a menor taxa de homicídios dos últimos cinco anos.
O combate aos crimes violentos não é tão eficaz desde 2013, quando a média de homicídios foi de 2,4 por dia. Ano passado, foram registrados 945 crimes, o equivalente a uma média de 2,6 crimes diários. Em 2017, foram 1.121 (média de 3,1); em 2016, 1.306 homicídios (média de 3,6); em 2015, 1.196 crimes (média de 3,3); em 2014, foram registrados 999 (média 2,7); e, em 2013, foram 880.
Diante dos números, é impossível negar o bom trabalho realizado pela polícia em Sergipe. Mas é preciso tomar cuidado com o entusiasmo. O próprio secretário de Segurança Pública, João Eloy, admite que há muito trabalho por fazer. Ademais, o crime organizado ainda manda e dá as cartas nas regiões mais carentes do estado.
Infelizmente, Sergipe não é uma ilha. As facções criminosas ainda agem como uma espécie de estado paralelo, com poder de vida e morte sobre os brasileiros e atuação em todo o território nacional. O sistema prisional está falido, sob o domínio da bandidagem. Sem providências de ordem estrutural, os números relacionados à violência dificilmente vão ter efeito perceptível no dia a dia da população, ainda acuada ante uma sensação de insegurança que teima em desacreditar o empenho da polícia sergipana, por exemplo.

Parecia até história da carochinha,  mas a integração entre a Polícia  Civil e a Polícia Militar de Sergipe começa a produzir efeitos inesperados nas ruas. Levantamento da Secretaria de Segurança Pública demonstra, sem nenhuma sombra de dúvida: Em 2018, Sergipe registrou a menor taxa de homicídios dos últimos cinco anos.
O combate aos crimes violentos não é tão eficaz desde 2013, quando a média de homicídios foi de 2,4 por dia. Ano passado, foram registrados 945 crimes, o equivalente a uma média de 2,6 crimes diários. Em 2017, foram 1.121 (média de 3,1); em 2016, 1.306 homicídios (média de 3,6); em 2015, 1.196 crimes (média de 3,3); em 2014, foram registrados 999 (média 2,7); e, em 2013, foram 880.
Diante dos números, é impossível negar o bom trabalho realizado pela polícia em Sergipe. Mas é preciso tomar cuidado com o entusiasmo. O próprio secretário de Segurança Pública, João Eloy, admite que há muito trabalho por fazer. Ademais, o crime organizado ainda manda e dá as cartas nas regiões mais carentes do estado.
Infelizmente, Sergipe não é uma ilha. As facções criminosas ainda agem como uma espécie de estado paralelo, com poder de vida e morte sobre os brasileiros e atuação em todo o território nacional. O sistema prisional está falido, sob o domínio da bandidagem. Sem providências de ordem estrutural, os números relacionados à violência dificilmente vão ter efeito perceptível no dia a dia da população, ainda acuada ante uma sensação de insegurança que teima em desacreditar o empenho da polícia sergipana, por exemplo.