Morte de três homens em tanque de diesel será investigada

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Publicada em 04/01/2019 às 06:34:00

 

Gabriel Damásio
Um inquérito aberto 
pela Polícia Civil vai a 
morte de três homens que passaram mal depois de entrarem no tanque de óleo diesel de um posto de combustível no povoado Cruz da Donzela, em Malhada dos Bois (Baixo São Francisco). O acidente aconteceu no fim da tarde desta quarta-feira, quando eles faziam um serviço de limpeza na estrutura, a pedido do dono do posto, que fica em frente à sede do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da cidade. Segundo as primeiras informações da polícia, confirmadas por uma perícia do Instituto de Criminalística, os trabalhadores entraram no compartimento sem os equipamentos de segurança, caíram no tanque e acabaram sufocados pelos gases tóxicos do compartimento. 
O borracheiro Leandro Cerqueira Santos, 38 anos, e os dois homens contratados para fazer o serviço, José Márcio Vieira dos Santos, 34; e Douglas dos Santos, 26; foram socorridos por moradores da região, policiais lotados na cidade e uma equipe do Corpo de Bombeiros vinda do quartel de Propriá. O primeiro a entrar no local, Douglas, também foi o primeiro a morrer, ainda no local, sem responder às tentativas de reanimação. Já os parceiros Leandro e José Márcio chegaram a ser levados para o Hospital Regional de Propriá, mas igualmente não resistiram. Os corpos foram liberados ontem de manhã pelo Instituto Médico Legal (IML).
O caso já começou a ser apurado pela delegada de Malhada dos Bois, Maria Zulnária Soares. Ela fez os primeiros levantamentos, acompanhou o trabalho da perícia e constatou que o proprietário do posto havia contratado uma empresa para a limpeza do tanque, mas esta empresa, por sua vez, repassou a execução do serviço para dois moradores da cidade de Muribeca, Douglas e José Márcio, aparentemente sem experiência. O pai de Márcio confirmou ontem, em entrevista à TV Atalaia, que o filho era catador de laranjas e não tinha a capacitação técnica exigida para a limpeza de tanques de combustível, mas já fazia o serviço outras vezes como um 'bico', atividade paralela para complementar a renda da família. 
A delegada disse também, com base na constatação da perícia, que os trabalhadores não utilizavam os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para a entrada no tanque, e que o serviço estava sendo realizado em desacordo com o que prega a Norma Regulamentadora 33, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que orienta o trabalho em ambientes confinados. Ela exige, inclusive, que o ambiente a ser limpo tenha o monitoramento de gases tóxicos e receba ventilação suficiente para manter o fornecimento de oxigênio ao trabalhador. A conclusão inicial é de que os três homens teriam se sufocado com o forte cheiro de combustível e passado mal dentro do tanque.
A delegada Maria Zulnária intimou testemunhas e outros envolvidos, que serão ouvidos na terça-feira, na Delegacia de Malhada dos Bois. Os representantes do posto de combustível e da empresa contratada também poderão ser convocados para dar explicações.  Os depoimentos foram marcados para esta data por conta do estado emocional dos familiares. Os corpos de Douglas e José Márcio foram enterrados em Muribeca, enquanto o de Leandro foi sepultado em Santo Estêvão (BA), cidade natal de sua família.  

Um inquérito aberto  pela Polícia Civil vai a  morte de três homens que passaram mal depois de entrarem no tanque de óleo diesel de um posto de combustível no povoado Cruz da Donzela, em Malhada dos Bois (Baixo São Francisco). O acidente aconteceu no fim da tarde desta quarta-feira, quando eles faziam um serviço de limpeza na estrutura, a pedido do dono do posto, que fica em frente à sede do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da cidade. Segundo as primeiras informações da polícia, confirmadas por uma perícia do Instituto de Criminalística, os trabalhadores entraram no compartimento sem os equipamentos de segurança, caíram no tanque e acabaram sufocados pelos gases tóxicos do compartimento. 
O borracheiro Leandro Cerqueira Santos, 38 anos, e os dois homens contratados para fazer o serviço, José Márcio Vieira dos Santos, 34; e Douglas dos Santos, 26; foram socorridos por moradores da região, policiais lotados na cidade e uma equipe do Corpo de Bombeiros vinda do quartel de Propriá. O primeiro a entrar no local, Douglas, também foi o primeiro a morrer, ainda no local, sem responder às tentativas de reanimação. Já os parceiros Leandro e José Márcio chegaram a ser levados para o Hospital Regional de Propriá, mas igualmente não resistiram. Os corpos foram liberados ontem de manhã pelo Instituto Médico Legal (IML).
O caso já começou a ser apurado pela delegada de Malhada dos Bois, Maria Zulnária Soares. Ela fez os primeiros levantamentos, acompanhou o trabalho da perícia e constatou que o proprietário do posto havia contratado uma empresa para a limpeza do tanque, mas esta empresa, por sua vez, repassou a execução do serviço para dois moradores da cidade de Muribeca, Douglas e José Márcio, aparentemente sem experiência. O pai de Márcio confirmou ontem, em entrevista à TV Atalaia, que o filho era catador de laranjas e não tinha a capacitação técnica exigida para a limpeza de tanques de combustível, mas já fazia o serviço outras vezes como um 'bico', atividade paralela para complementar a renda da família. 
A delegada disse também, com base na constatação da perícia, que os trabalhadores não utilizavam os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para a entrada no tanque, e que o serviço estava sendo realizado em desacordo com o que prega a Norma Regulamentadora 33, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que orienta o trabalho em ambientes confinados. Ela exige, inclusive, que o ambiente a ser limpo tenha o monitoramento de gases tóxicos e receba ventilação suficiente para manter o fornecimento de oxigênio ao trabalhador. A conclusão inicial é de que os três homens teriam se sufocado com o forte cheiro de combustível e passado mal dentro do tanque.
A delegada Maria Zulnária intimou testemunhas e outros envolvidos, que serão ouvidos na terça-feira, na Delegacia de Malhada dos Bois. Os representantes do posto de combustível e da empresa contratada também poderão ser convocados para dar explicações.  Os depoimentos foram marcados para esta data por conta do estado emocional dos familiares. Os corpos de Douglas e José Márcio foram enterrados em Muribeca, enquanto o de Leandro foi sepultado em Santo Estêvão (BA), cidade natal de sua família.