Desemprego, notícia de ontem

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Publicada em 05/01/2019 às 06:02:00

 

Pelo visto, 2019 será um ano de no
tícias velhas. Embora o presiden-
te Jair Bolsonaro prometa criar milhões de empregos às custas dos direitos dos trabalhadores, as projeções mais razoáveis apontam um cenário diverso, de muitas dificuldades.
Sergipe terminou o ano de 2018 com 143 mil trabalhadores se virando como podem, sem carteira assinada, na informalidade. Os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não são nada bons: enquanto a taxa de desocupação cresceu de 13,6% para 17,5%, o numero de trabalhadores procurando emprego subiu de 139 mil para 182 mil e o índice de trabalhos informais também elevou, a quantidade de pessoas trabalhando com carteira assinada diminuiu de 235 mil para 215 mil.
A situação local é reflexo de um quadro mais abrangente, de amplitude nacional. Os indicadores oficiais mostram com precisão estatística que a reforma trabalhista teve pouco impacto na geração de empregos e não conseguiu reduzir a informalidade do mercado de trabalho. O ex-presidente Temer prometeu abrir 2 milhões de vagas com carteira assinada em um intervalo de dois anos. Os 12,2 milhões de desempregados sabem que não chegou nem perto.
Não está fácil pra ninguém. Os especialistas são unânimes ao afirmar que somente o crescimento econômico tem o potencial de gerar oportunidades e emprego. Com a economia estacionada, em ponto morto e compasso de espera, somente o desalento e a subutilização da força de trabalho prosperam. Em Sergipe, como de resto no Brasil inteiro.

Pelo visto, 2019 será um ano de no tícias velhas. Embora o presiden- te Jair Bolsonaro prometa criar milhões de empregos às custas dos direitos dos trabalhadores, as projeções mais razoáveis apontam um cenário diverso, de muitas dificuldades.
Sergipe terminou o ano de 2018 com 143 mil trabalhadores se virando como podem, sem carteira assinada, na informalidade. Os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não são nada bons: enquanto a taxa de desocupação cresceu de 13,6% para 17,5%, o numero de trabalhadores procurando emprego subiu de 139 mil para 182 mil e o índice de trabalhos informais também elevou, a quantidade de pessoas trabalhando com carteira assinada diminuiu de 235 mil para 215 mil.
A situação local é reflexo de um quadro mais abrangente, de amplitude nacional. Os indicadores oficiais mostram com precisão estatística que a reforma trabalhista teve pouco impacto na geração de empregos e não conseguiu reduzir a informalidade do mercado de trabalho. O ex-presidente Temer prometeu abrir 2 milhões de vagas com carteira assinada em um intervalo de dois anos. Os 12,2 milhões de desempregados sabem que não chegou nem perto.
Não está fácil pra ninguém. Os especialistas são unânimes ao afirmar que somente o crescimento econômico tem o potencial de gerar oportunidades e emprego. Com a economia estacionada, em ponto morto e compasso de espera, somente o desalento e a subutilização da força de trabalho prosperam. Em Sergipe, como de resto no Brasil inteiro.