Hospitais municipais sofrem intervenção ética

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SEGUNDO O CREMESE, AS UNIDADES FERNANDO FRANCO (ZONA SUL) E NESTOR PIVA (ZONA NORTE) NÃO POSSUEM CONDIÇÕES DE ATENDER NOVOS PACIENTES, PORQUE NÃO HÁ MÉDICOS DISPONÍVEIS
SEGUNDO O CREMESE, AS UNIDADES FERNANDO FRANCO (ZONA SUL) E NESTOR PIVA (ZONA NORTE) NÃO POSSUEM CONDIÇÕES DE ATENDER NOVOS PACIENTES, PORQUE NÃO HÁ MÉDICOS DISPONÍVEIS

O superintendente do Huse, Darcy Tavares
O superintendente do Huse, Darcy Tavares

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Publicada em 05/01/2019 às 06:41:00

 

O Conselho Regional 
de Medicina (Cre-
mese) estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Secretaria Municipal de Saúde regularize as escalas médicas nas unidades de atendimento emergências Fernando Franco (Zona Sul) e Nestor Piva (Zona Norte), que estão sem médicos, sob pena da decretação de intervenção ética - quando as unidades não podem receber novos pacientes até a normalização das escolas médicas e regularização de outros problemas já denunciados pelo Conselho.
Segundo a SMS, o quadro da Rede de Urgência e Emergência (Reue) da SMS existiam (até novembro, quando foi feito o levantamento) cerca de 130 médicos contratados pelo modelo de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA
Desde as primeiras horas deste ano os aracajuanos dependentes do Sistema Único de Saúde estão se deparando com a necessidade de - quando doentes -, buscar assistência médica especializada nas unidades estaduais de Saúde, já que médicos da rede municipal decidiram cruzar os braços.
Entanto os profissionais da medicina contratados através de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), reivindicam aumento no valor da hora trabalhada, a administração municipal reajustou para menos o pagamento que hoje é de R$ 100. Com a mudança na tabela, a perspectiva da PMA é que esse valor despenque para R$ 65. A proposta era de mudança na tabela financeira já a partir deste mês de janeiro porém, na tarde da última quinta-feira, ao Jornal do Dia, a Prefeitura de Aracaju informou que o prefeito Edvaldo Nogueira decidiu retardar a alteração para o próximo mês de fevereiro para que os médicos tenham tempo de se programar.
Diante da mudança na tabela, em retaliação à medida que gera redução real de 40% no orçamento salarial, 126 médicos decidiram de forma unificada retirar os respectivos nomes das escalas de plantões, ou seja, nestas duas unidades - apontadas pela Secretaria Municipal de Saúde como referência em Aracaju, o serviço segue parcialmente comprometido. A perspectiva é que mais de cinco mil pessoas tenham ficado sem assistência municipal desde o início dos conflitos. De olho na problemática, representantes do Conselho Regional de Medicina (Cremese) afirmam acompanhar o caso e que o conselho pode pedir intervenção ética parcial nas unidades de saúde do Município.
Até a manhã da próxima segunda-feira (07), a Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde, deve receber uma notificação emitida pelo próprio Cremese, o qual lamenta o cenário decrescente dos rendimentos de cada profissional da medicina, bem como as situações estruturais enfrentadas diariamente em qualquer Unidade de Pronto Atendimento administrada pela administração da capital sergipana. De acordo com o presidente do Conselho, Jilvan Monteiro, é preciso que os gestores públicos enfrentem a situação da saúde com maior respeito aos profissionais da saúde, e, em especial, aos pacientes que dependem exclusivamente deste sistema.
"Já passou do momento dos gestores enfrentarem a situação da saúde com mais eficiência, é uma situação já anunciada. É inadmissível que médicos permaneçam enfrentando situações precárias de trabalho, e pacientes permaneçam submetidos à humilhação no momento da dor. O Conselho Regional de Medicina em Sergipe permanece acompanhando o caso de perto". Na tentativa de solucionar o problema, mesmo que de forma paliativa,  a Prefeitura de Aracaju informou que busca promover a contratação de médicos para recompor as escalas nas UPAs, porém nenhum profissional ainda foi contratado.
Huse - Enquanto a mais nova crise enfrentada pela PMA não é superada, os pacientes órfãos de atendimento nas UPAs se deparam com a necessidade de seguir para o Hospital de Urgência de Sergipe. O Huse tem uma média de 300 atendimentos por dia. Na quarta-feira, foram mais de 700 atendimentos, um aumento de mais de 130%. Já na quinta-feira, 03, este número chegou a 750, aproximadamente. O governo do Estado contratou 15 clínicos-gerais, 10 para atuarem no hospital de urgência e cinco no hospital de Nossa Senhora do Socorro, em que também há procura e aumentou em 50% o atendimento.
Se mostrando preocupada com a situação, o superintendente do Huse, Darcy Tavares, informou que o hospital continua superlotado na porta de entrada de pacientes que deveriam ser atendidos pelo município. "Estamos fazendo ações emergenciais, convocando por ligação médicos do processo seletivo, mas isso não resolve o problema. O Huse é de urgências de maior complexidade, não é missão atender os casos ambulatoriais, entretanto deixamos a porta aberta para atender a todos. A prefeitura precisa resolver a situação", disse. O Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe disseram apoiar o movimento e que aguarda o prefeito Edvaldo Nogueira para dialogar.

O Conselho Regional  de Medicina (Cre- mese) estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Secretaria Municipal de Saúde regularize as escalas médicas nas unidades de atendimento emergências Fernando Franco (Zona Sul) e Nestor Piva (Zona Norte), que estão sem médicos, sob pena da decretação de intervenção ética - quando as unidades não podem receber novos pacientes até a normalização das escolas médicas e regularização de outros problemas já denunciados pelo Conselho.
Segundo a SMS, o quadro da Rede de Urgência e Emergência (Reue) da SMS existiam (até novembro, quando foi feito o levantamento) cerca de 130 médicos contratados pelo modelo de Recibo de Pagamento Autônomo (RPADesde as primeiras horas deste ano os aracajuanos dependentes do Sistema Único de Saúde estão se deparando com a necessidade de - quando doentes -, buscar assistência médica especializada nas unidades estaduais de Saúde, já que médicos da rede municipal decidiram cruzar os braços.
Entanto os profissionais da medicina contratados através de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), reivindicam aumento no valor da hora trabalhada, a administração municipal reajustou para menos o pagamento que hoje é de R$ 100. Com a mudança na tabela, a perspectiva da PMA é que esse valor despenque para R$ 65. A proposta era de mudança na tabela financeira já a partir deste mês de janeiro porém, na tarde da última quinta-feira, ao Jornal do Dia, a Prefeitura de Aracaju informou que o prefeito Edvaldo Nogueira decidiu retardar a alteração para o próximo mês de fevereiro para que os médicos tenham tempo de se programar.
Diante da mudança na tabela, em retaliação à medida que gera redução real de 40% no orçamento salarial, 126 médicos decidiram de forma unificada retirar os respectivos nomes das escalas de plantões, ou seja, nestas duas unidades - apontadas pela Secretaria Municipal de Saúde como referência em Aracaju, o serviço segue parcialmente comprometido. A perspectiva é que mais de cinco mil pessoas tenham ficado sem assistência municipal desde o início dos conflitos. De olho na problemática, representantes do Conselho Regional de Medicina (Cremese) afirmam acompanhar o caso e que o conselho pode pedir intervenção ética parcial nas unidades de saúde do Município.
Até a manhã da próxima segunda-feira (07), a Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde, deve receber uma notificação emitida pelo próprio Cremese, o qual lamenta o cenário decrescente dos rendimentos de cada profissional da medicina, bem como as situações estruturais enfrentadas diariamente em qualquer Unidade de Pronto Atendimento administrada pela administração da capital sergipana. De acordo com o presidente do Conselho, Jilvan Monteiro, é preciso que os gestores públicos enfrentem a situação da saúde com maior respeito aos profissionais da saúde, e, em especial, aos pacientes que dependem exclusivamente deste sistema.
"Já passou do momento dos gestores enfrentarem a situação da saúde com mais eficiência, é uma situação já anunciada. É inadmissível que médicos permaneçam enfrentando situações precárias de trabalho, e pacientes permaneçam submetidos à humilhação no momento da dor. O Conselho Regional de Medicina em Sergipe permanece acompanhando o caso de perto". Na tentativa de solucionar o problema, mesmo que de forma paliativa,  a Prefeitura de Aracaju informou que busca promover a contratação de médicos para recompor as escalas nas UPAs, porém nenhum profissional ainda foi contratado.

Huse - Enquanto a mais nova crise enfrentada pela PMA não é superada, os pacientes órfãos de atendimento nas UPAs se deparam com a necessidade de seguir para o Hospital de Urgência de Sergipe. O Huse tem uma média de 300 atendimentos por dia. Na quarta-feira, foram mais de 700 atendimentos, um aumento de mais de 130%. Já na quinta-feira, 03, este número chegou a 750, aproximadamente. O governo do Estado contratou 15 clínicos-gerais, 10 para atuarem no hospital de urgência e cinco no hospital de Nossa Senhora do Socorro, em que também há procura e aumentou em 50% o atendimento.
Se mostrando preocupada com a situação, o superintendente do Huse, Darcy Tavares, informou que o hospital continua superlotado na porta de entrada de pacientes que deveriam ser atendidos pelo município. "Estamos fazendo ações emergenciais, convocando por ligação médicos do processo seletivo, mas isso não resolve o problema. O Huse é de urgências de maior complexidade, não é missão atender os casos ambulatoriais, entretanto deixamos a porta aberta para atender a todos. A prefeitura precisa resolver a situação", disse. O Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe disseram apoiar o movimento e que aguarda o prefeito Edvaldo Nogueira para dialogar.