Ano novo, recomeço...

Opinião

 

* Raymundo Mello
(publicação de Raymundinho Mello, seu filho)
Vividos meus dez dias de "férias", reto-
mo hoje o salutar encontro com os 
caros leitores deste artigo semanal das terças-feiras. Poderia escolher comentar sobre os 'encontros e desencontros' que marcaram a primeira semana do novo ano no nosso "velho" Brasil, tanto no campo político como no social, nos seus mais diferentes segmentos. Mas muitos já o têm feito e com mais propriedade do que eu, posto que são especialistas no assunto. Então, vou optar por começar o ano com um pensamento, falando-lhes de ano novo e recomeço, e acredito estar melhor cumprindo a minha missão aqui no 'Jornal do Dia'.
Bem mais que as 'nem sempre saudáveis' festas de "réveillon" - confesso que não gosto desta palavra, prefiro como chamávamos 'antigamente', "ano-novo" ou "ano-bom" -, a maioria "regadas" a bebidas e extravasamentos além do limite, o "1º de janeiro" reveste-se sempre de um simbolismo todo especial: invadem-nos ideias de recomeço, "largada" para novos projetos, revisão de propósitos, mudança de hábitos e atitudes, redefinição de objetivos e metas, retomada, renovação; tudo isso associado às motivantes expectativas de um ano novo muito feliz, com saúde, paz e repleto de realizações. É o que nutre o pensamento de todos nesta época do ano.
E, os que são religiosos, não importando o "credo", o que mais pedem a Deus no primeiro dia do ano? Bênçãos, graças, proteção no novo ano, para si e para os que amam.
Dom Bosco, o Santo fundador dos Salesianos, alerta: "Quereis ser vencidos pelo demônio? Deixai de visitar Jesus Sacramentado. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o raramente. Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes no Sacrário".
Como tem sido a nossa vida íntima com Jesus no Santíssimo Sacramento? Com que frequência O temos visitado, adorado, conversado com Ele sobre a nossa vida e as nossas atitudes, buscado ouvir as orientações que o Espírito Santo tem para intuir ao nosso coração em oração profunda e sincera? Quantas vezes temos nos lembrado de agradecer a Deus por tantas graças e benefícios que Dele recebemos diariamente, ainda que muitas nos passem despercebidas?
E como anda a nossa proximidade com a Mãe de Deus? Dom Bosco viveu toda a sua vida em plena união com Maria, deixou-se guiar por sua maternal proteção, por suas orientações que lhes vinham em sonhos, a ponto de, ao término de sua vida terrena, contemplando a concretização de sua obra, dizer, referindo-se a Nossa Senhora: "Foi ela (Maria) que tudo fez!". E ensinava que a Mãe de Jesus é a nossa Mãe, a Mãe Auxiliadora de todos os cristãos: "Se vos encontrardes em necessidades, não vos aflijais: a Virgem Santíssima, de qualquer modo, até prodigiosamente, virá em nosso auxílio".
Que a Sagrada Família de Nazaré nos abençoe e seja o modelo de nossas famílias neste novo ano que começa, e que sempre nos preceda e nos acompanhe a graça de Deus, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer.
Ainda em tempo, "Feliz Ano Novo!". E que seja um ano da graça do Senhor!
* * *
A propósito, comecei o ano lendo o escritor espanhol 'Javier Cercas', em "O Rei das Sombras" (Tradução: Bernardo Ajzenberg, Editora: Biblioteca Azul). Um livro de memórias, que, meu pai, o 'Memorialista Raymundo Mello', certamente iria gostar. Volto a comentar sobre o texto posteriormente, assim que terminar a sua leitura. Mas, pelo pouco que li até aqui - são 272 páginas -, já posso recomendá-lo.
Dele, extraio - a título de degustação - para os caros leitores, o seguinte excerto: "Há tempos que olho para eles, mas não consegui enxergar ali, nem orgulho nem vaidade, nem inconsciência nem temor, nem alegria nem ambição, nem esperança nem desalento, nem horror nem crueldade nem compaixão, nem júbilo nem tristeza, nem mesmo a iminência oculta da morte. Faz tempo que os contemplo e não consigo enxergar nada neles. Às vezes, penso que esses olhos são um espelho e que o nada que neles enxergo sou eu mesmo. Às vezes, acho que esse nada é a guerra".
Muito bom o texto. Uma metáfora da condição humana...
* Raymundo Mello é Memorialista
raymundopmello@yahoo.com.br

* Raymundo Mello

(publicação de Raymundinho Mello, seu filho)

Vividos meus dez dias de "férias", reto- mo hoje o salutar encontro com os  caros leitores deste artigo semanal das terças-feiras. Poderia escolher comentar sobre os 'encontros e desencontros' que marcaram a primeira semana do novo ano no nosso "velho" Brasil, tanto no campo político como no social, nos seus mais diferentes segmentos. Mas muitos já o têm feito e com mais propriedade do que eu, posto que são especialistas no assunto. Então, vou optar por começar o ano com um pensamento, falando-lhes de ano novo e recomeço, e acredito estar melhor cumprindo a minha missão aqui no 'Jornal do Dia'.
Bem mais que as 'nem sempre saudáveis' festas de "réveillon" - confesso que não gosto desta palavra, prefiro como chamávamos 'antigamente', "ano-novo" ou "ano-bom" -, a maioria "regadas" a bebidas e extravasamentos além do limite, o "1º de janeiro" reveste-se sempre de um simbolismo todo especial: invadem-nos ideias de recomeço, "largada" para novos projetos, revisão de propósitos, mudança de hábitos e atitudes, redefinição de objetivos e metas, retomada, renovação; tudo isso associado às motivantes expectativas de um ano novo muito feliz, com saúde, paz e repleto de realizações. É o que nutre o pensamento de todos nesta época do ano.
E, os que são religiosos, não importando o "credo", o que mais pedem a Deus no primeiro dia do ano? Bênçãos, graças, proteção no novo ano, para si e para os que amam.
Dom Bosco, o Santo fundador dos Salesianos, alerta: "Quereis ser vencidos pelo demônio? Deixai de visitar Jesus Sacramentado. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o raramente. Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes no Sacrário".
Como tem sido a nossa vida íntima com Jesus no Santíssimo Sacramento? Com que frequência O temos visitado, adorado, conversado com Ele sobre a nossa vida e as nossas atitudes, buscado ouvir as orientações que o Espírito Santo tem para intuir ao nosso coração em oração profunda e sincera? Quantas vezes temos nos lembrado de agradecer a Deus por tantas graças e benefícios que Dele recebemos diariamente, ainda que muitas nos passem despercebidas?
E como anda a nossa proximidade com a Mãe de Deus? Dom Bosco viveu toda a sua vida em plena união com Maria, deixou-se guiar por sua maternal proteção, por suas orientações que lhes vinham em sonhos, a ponto de, ao término de sua vida terrena, contemplando a concretização de sua obra, dizer, referindo-se a Nossa Senhora: "Foi ela (Maria) que tudo fez!". E ensinava que a Mãe de Jesus é a nossa Mãe, a Mãe Auxiliadora de todos os cristãos: "Se vos encontrardes em necessidades, não vos aflijais: a Virgem Santíssima, de qualquer modo, até prodigiosamente, virá em nosso auxílio".
Que a Sagrada Família de Nazaré nos abençoe e seja o modelo de nossas famílias neste novo ano que começa, e que sempre nos preceda e nos acompanhe a graça de Deus, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer.
Ainda em tempo, "Feliz Ano Novo!". E que seja um ano da graça do Senhor!
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A propósito, comecei o ano lendo o escritor espanhol 'Javier Cercas', em "O Rei das Sombras" (Tradução: Bernardo Ajzenberg, Editora: Biblioteca Azul). Um livro de memórias, que, meu pai, o 'Memorialista Raymundo Mello', certamente iria gostar. Volto a comentar sobre o texto posteriormente, assim que terminar a sua leitura. Mas, pelo pouco que li até aqui - são 272 páginas -, já posso recomendá-lo.
Dele, extraio - a título de degustação - para os caros leitores, o seguinte excerto: "Há tempos que olho para eles, mas não consegui enxergar ali, nem orgulho nem vaidade, nem inconsciência nem temor, nem alegria nem ambição, nem esperança nem desalento, nem horror nem crueldade nem compaixão, nem júbilo nem tristeza, nem mesmo a iminência oculta da morte. Faz tempo que os contemplo e não consigo enxergar nada neles. Às vezes, penso que esses olhos são um espelho e que o nada que neles enxergo sou eu mesmo. Às vezes, acho que esse nada é a guerra".
Muito bom o texto. Uma metáfora da condição humana...

* Raymundo Mello é Memorialistaraymundopmello@yahoo.com.br

 


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