Tensão no campo

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 09/01/2019 às 06:53:00

 

Um dia depois do outro, os pesa
delos da maioria dos brasileiros, 
os trabalhadores que empregam a força dos próprios braços na geração das riquezas indispensáveis ao crescimento do País, viram realidade. Ontem, por exemplo, a população do campo teve o sonho de um pedaço de terra varrido para um futuro muito distante. Sem mais nem menos, o presidente Bolsonaro deu ordem de paralisar a reforma agrária. Até segundo aviso, quem quiser tirar a sua subsistência do solo vai ter de se dedicar à lavoura dos grandes proprietários.
O voluntarismo do presidente tem o potencial de gerar prejuízos imensos para todo o país. Além de agravar a tensão no campo, a suspensão do programa nacional de reforma agrária acarreta em efeitos nocivos na economia, a médio e longo prazo. Basta mencionar que boa parte da comida na mesa dos brasileiros é gerada pela agricultura familiar.
O presidente Bolsonaro passou boa parte da campanha eleitoral negando as injúrias proferidas contra negros, índios e quilombolas. Em sua defesa, ele alegava ter sido mal interpretado e protestava contra a suposta distorção das próprias palavras. Agora, em pleno gozo autoridade com que foi investido no dia 01 de janeiro, parece inebriado pela possibilidade de dar consequência prática a todos os seus preconceitos. Por decisão do presidente, também foi interrompida a demarcação de territórios quilombolas.
A bem da verdade, a reforma agrária vinha sendo tocada a passos de tartaruga desde a eleição de Dilma Rousseff. Mas nenhum presidente do Brasil jamais se dispôs ao confronto com os trabalhadores rurais sem terra tão abertamente como faz agora Bolsonaro. A rusga existe desde a campanha eleitoral, quando acusou o MST de ser um grupo terrorista, a serviço dos comunistas abrigados sob um pendão vermelho. Assim, contraditoriamente, por uma via ideológica inversa, o presidente da bandeira verde e amarela perpetua desigualdades e incita o conflito entre os brasileiros.

Um dia depois do outro, os pesa delos da maioria dos brasileiros,  os trabalhadores que empregam a força dos próprios braços na geração das riquezas indispensáveis ao crescimento do País, viram realidade. Ontem, por exemplo, a população do campo teve o sonho de um pedaço de terra varrido para um futuro muito distante. Sem mais nem menos, o presidente Bolsonaro deu ordem de paralisar a reforma agrária. Até segundo aviso, quem quiser tirar a sua subsistência do solo vai ter de se dedicar à lavoura dos grandes proprietários.
O voluntarismo do presidente tem o potencial de gerar prejuízos imensos para todo o país. Além de agravar a tensão no campo, a suspensão do programa nacional de reforma agrária acarreta em efeitos nocivos na economia, a médio e longo prazo. Basta mencionar que boa parte da comida na mesa dos brasileiros é gerada pela agricultura familiar.
O presidente Bolsonaro passou boa parte da campanha eleitoral negando as injúrias proferidas contra negros, índios e quilombolas. Em sua defesa, ele alegava ter sido mal interpretado e protestava contra a suposta distorção das próprias palavras. Agora, em pleno gozo autoridade com que foi investido no dia 01 de janeiro, parece inebriado pela possibilidade de dar consequência prática a todos os seus preconceitos. Por decisão do presidente, também foi interrompida a demarcação de territórios quilombolas.
A bem da verdade, a reforma agrária vinha sendo tocada a passos de tartaruga desde a eleição de Dilma Rousseff. Mas nenhum presidente do Brasil jamais se dispôs ao confronto com os trabalhadores rurais sem terra tão abertamente como faz agora Bolsonaro. A rusga existe desde a campanha eleitoral, quando acusou o MST de ser um grupo terrorista, a serviço dos comunistas abrigados sob um pendão vermelho. Assim, contraditoriamente, por uma via ideológica inversa, o presidente da bandeira verde e amarela perpetua desigualdades e incita o conflito entre os brasileiros.