Apenas uma canção de amor

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Sentimento em carne e osso
Sentimento em carne e osso

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Publicada em 09/01/2019 às 07:13:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Bruno Del Rey está fi-
cando velho. 'Come
çou, tem que ter fim' o single e o clipe lançados o ano passado, tanto acenam ao espírito de outro tempo, quando a ingenuidade romântica ainda não soava estranha aos ouvidos médios, como investe na acentuação do contraste. Segundo a canção, não tem remédio. Os amores e as madrugadas perdidas deixam marcas. Ponto final.
Macaco velho, Bruno sabe bem do que está falando, afinal de contas não começou a cantar o amor agora. Quem ainda não ligou o nome à pessoa tem de puxar pela memória e ser lembrado da Rockassetes, tarada pela Jovem Guarda, figurinha fácil nos inferninhos locais até mudar de mala e cuia para a capital paulista. Desde então, muita água passou por baixo da ponte. Diversas bandas e festivais pontuam a sua trajetória de músico profissional. E a experiência acumulada entre os altos e baixos próprios do ofício transparece agora em manifesta maturidade.
Embora não carregue o menor dado de experimentação, uma questionável exigência mercadológica hodierna, a música de Bruno Del Rey se derrama deliciosa, com tudo no devido lugar. O arranjo calcado em formas dos anos 50/60, os timbres de rock clássico, mais o registro vocal impecável geraram uma pequena pérola. Não vai tocar no rádio, mas devia.
'Começou, tem que ter fim' ainda batiza um EP, à disposição dos curiosos em todas as plataformas de música em streaming. Com três faixas, o petardo segue na mesma toada do single. Canções de amor paridas em dias bicudos, para além de qualquer militância e do odor de gás lacrimogêneo, atentas apenas à dor e a delícia do sentimento em carne e osso.
Bruno Del Rey no Blend Steakbar:
Sexta-feira, às 21 horas, no Blend Burguer Parque dos Cajueiros.

Bruno Del Rey está fi- cando velho. 'Come çou, tem que ter fim' o single e o clipe lançados o ano passado, tanto acenam ao espírito de outro tempo, quando a ingenuidade romântica ainda não soava estranha aos ouvidos médios, como investe na acentuação do contraste. Segundo a canção, não tem remédio. Os amores e as madrugadas perdidas deixam marcas. Ponto final.
Macaco velho, Bruno sabe bem do que está falando, afinal de contas não começou a cantar o amor agora. Quem ainda não ligou o nome à pessoa tem de puxar pela memória e ser lembrado da Rockassetes, tarada pela Jovem Guarda, figurinha fácil nos inferninhos locais até mudar de mala e cuia para a capital paulista. Desde então, muita água passou por baixo da ponte. Diversas bandas e festivais pontuam a sua trajetória de músico profissional. E a experiência acumulada entre os altos e baixos próprios do ofício transparece agora em manifesta maturidade.
Embora não carregue o menor dado de experimentação, uma questionável exigência mercadológica hodierna, a música de Bruno Del Rey se derrama deliciosa, com tudo no devido lugar. O arranjo calcado em formas dos anos 50/60, os timbres de rock clássico, mais o registro vocal impecável geraram uma pequena pérola. Não vai tocar no rádio, mas devia.
'Começou, tem que ter fim' ainda batiza um EP, à disposição dos curiosos em todas as plataformas de música em streaming. Com três faixas, o petardo segue na mesma toada do single. Canções de amor paridas em dias bicudos, para além de qualquer militância e do odor de gás lacrimogêneo, atentas apenas à dor e a delícia do sentimento em carne e osso.
Bruno Del Rey no Blend Steakbar:
Sexta-feira, às 21 horas, no Blend Burguer Parque dos Cajueiros.