Após proibição, cerimônia de casamento homoafetiva é realizada em fórum

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Publicada em 09/01/2019 às 07:34:00

 

Vinte e cinco dias após ter o respectivo casamento rejeitado pela juíza Aidil Teixeira, na manhã de ontem, enfim, foi realizada a cerimônia de união entre as jovens de 23 e 24 anos. A união foi realizada com o apoio e acompanhamento de membros da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe (OAB-SE). A pedidos das duas mulheres, a cerimônia ocorreu de forma reservada e sem a presença de jornalistas. Com base em uma determinação imposta pelo colegiado do Tribunal de Justiça, a união ocorreu com outra juíza, no prédio dos Fóruns Integrados, localizado no bairro Santos Dumont, zona Norte de Aracaju; mesmo local onde na manhã do dia 14 de dezembro as jovens tiveram a união rejeitada.
Após se deparar com a negativa do casamento, o casal destacou que desde o dia 14 de maio de 2013, a Resolução 175, do Conselho Nacional de Justiça, está em vigor no Brasil e obriga todos os cartórios a realizarem casamento entre casais do mesmo sexo. Com base nessa medida judiciária, somente nos últimos dois anos o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe oficializou o casamento de 319 casais formados por pessoas do mesmo sexo. No país, desde o segundo semestre de 2013, foram contabilizados cerca de 19,5 mil casamentos, segundo dados do Conselho Jurídico, órgão vinculado ao Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Análises realizadas pela Comissão de Diversidade Sexual da OAB/SE indicam que no dia da primeira tentativa de união homoafetiva a juíza chegou a realizar os trâmites burocráticos do casamento, mas se negou a fazer a celebração na frente do casal. As investigações permanecem a fim de evitar que ações semelhantes interfiram na vida de outros casais. (Milton Alves Júnior)

Vinte e cinco dias após ter o respectivo casamento rejeitado pela juíza Aidil Teixeira, na manhã de ontem, enfim, foi realizada a cerimônia de união entre as jovens de 23 e 24 anos. A união foi realizada com o apoio e acompanhamento de membros da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe (OAB-SE). A pedidos das duas mulheres, a cerimônia ocorreu de forma reservada e sem a presença de jornalistas. Com base em uma determinação imposta pelo colegiado do Tribunal de Justiça, a união ocorreu com outra juíza, no prédio dos Fóruns Integrados, localizado no bairro Santos Dumont, zona Norte de Aracaju; mesmo local onde na manhã do dia 14 de dezembro as jovens tiveram a união rejeitada.
Após se deparar com a negativa do casamento, o casal destacou que desde o dia 14 de maio de 2013, a Resolução 175, do Conselho Nacional de Justiça, está em vigor no Brasil e obriga todos os cartórios a realizarem casamento entre casais do mesmo sexo. Com base nessa medida judiciária, somente nos últimos dois anos o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe oficializou o casamento de 319 casais formados por pessoas do mesmo sexo. No país, desde o segundo semestre de 2013, foram contabilizados cerca de 19,5 mil casamentos, segundo dados do Conselho Jurídico, órgão vinculado ao Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Análises realizadas pela Comissão de Diversidade Sexual da OAB/SE indicam que no dia da primeira tentativa de união homoafetiva a juíza chegou a realizar os trâmites burocráticos do casamento, mas se negou a fazer a celebração na frente do casal. As investigações permanecem a fim de evitar que ações semelhantes interfiram na vida de outros casais. (Milton Alves Júnior)