O primeiro feminicídio do ano

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Publicada em 10/01/2019 às 06:33:00

 

Bastaram alguns dias. O primeiro 
feminicídio do ano já foi registra
do em Sergipe. Após tomar a decisão de por um fim aos maus tratos sofridos pelo companheiro, Maria Jucineide Neres, 52 anos, foi esganada até sufocar. O acusado foi preso às margens da BR 101, em Estância, e confessou que se recusava a aceitar o fim da relação.
Quase metade dos homicídios cometidos contra mulheres no estado está atrelada à violência de gênero. Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública, a polícia investigou o assassinato de 37 mulheres, ano passado. Em 16 casos, as circunstâncias do crime caracterizaram o feminicídio.
Segundo o Mapa da Violência divulgado o ano passado, quase 5 mil mulheres foram assassinadas no país, em 2016. Isso, em plena vigência da Lei Maria da Penha, que completou doze anos dando consequência legal a um crime covarde, antes naturalizado como um assunto de foro íntimo.
Felizmente, o dito popular segundo o qual não se deve meter a colher em briga de casal, transformando as quatro paredes da vida doméstica em refúgio de violência e impunidade, já não é aceito sem controvérsia. A noção de que a violência contra a mulher consiste em prática criminosa vem resultando em um aumento bastante sensível no volume de denúncias formalizadas nas delegacias de polícia. A constatação está amparada nos boletins de ocorrência registrados nos últimos anos. Embora as vítimas ainda sofram com a força bruta do machismo, o silêncio não pode ser considerado uma opção.

Bastaram alguns dias. O primeiro  feminicídio do ano já foi registra do em Sergipe. Após tomar a decisão de por um fim aos maus tratos sofridos pelo companheiro, Maria Jucineide Neres, 52 anos, foi esganada até sufocar. O acusado foi preso às margens da BR 101, em Estância, e confessou que se recusava a aceitar o fim da relação.
Quase metade dos homicídios cometidos contra mulheres no estado está atrelada à violência de gênero. Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública, a polícia investigou o assassinato de 37 mulheres, ano passado. Em 16 casos, as circunstâncias do crime caracterizaram o feminicídio.
Segundo o Mapa da Violência divulgado o ano passado, quase 5 mil mulheres foram assassinadas no país, em 2016. Isso, em plena vigência da Lei Maria da Penha, que completou doze anos dando consequência legal a um crime covarde, antes naturalizado como um assunto de foro íntimo.
Felizmente, o dito popular segundo o qual não se deve meter a colher em briga de casal, transformando as quatro paredes da vida doméstica em refúgio de violência e impunidade, já não é aceito sem controvérsia. A noção de que a violência contra a mulher consiste em prática criminosa vem resultando em um aumento bastante sensível no volume de denúncias formalizadas nas delegacias de polícia. A constatação está amparada nos boletins de ocorrência registrados nos últimos anos. Embora as vítimas ainda sofram com a força bruta do machismo, o silêncio não pode ser considerado uma opção.