Era uma vez o Encontro de Laranjeiras

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Novidade nenhuma
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Publicada em 10/01/2019 às 06:53:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Todos quantos se me-
tem a falar pela boca 
sem dentes do povo têm os bolsos cheios e o rabo preso, escoram-se na suposição de um gosto popular para defender os amigos do rei. Ainda magro, um "fenômeno" como Devinho Novaes, por exemplo, pode até ter algum apelo comercial, mas jamais ganharia corpo sem o patrocínio irresponsável de dinheiro público.
Quem duvida, pode comparar a agenda das principais atrações do Encontro Cultural de Laranjeiras com o calendário de eventos bancados pelas prefeituras municipais nos quatro cantos de Sergipe. São os prefeitos como Paulo Hagenbeck, capaz de batizar os palcos festa com os galhos de sua própria árvore genealógica, quem bancam as extravagâncias de tais artistas. 
Senão, vejamos: Ano passado, Luanzinho Moraes participou dos festejos juninos de Frei Paulo, Penedo, Nossa Senhora do Socorro e Umbaúba. Devinho Novaes se apresentou até no Forró Caju. Nenhum dos dois pode se passar por forrozeiro. Até poderia ser o caso, mas ninguém nunca ouviu uma sanfona arfando alto, com gosto, em banda de arrocha.
Foi assim, uma concessão depois de outra, que o cálculo eleitoral mais rasteiro transformou o calendário cultural sergipano num verdadeiro samba de crioulo doido. A única exceção é o Festival de Artes de São Cristóvão, o maior feito do prefeito Marcos Santana, resgatado em boa hora.
De uns anos pra cá, o Encontro Cultural de Laranjeiras se presta a tudo quanto não presta. No principal palco da festa, o que abocanha a maior fatia dos recursos disponíveis, a bagaceira rola solta. Politicagem com os valores genuínos do lugar, embalada pelo pior das FM's comerciais. De tudo um pouco. Novidade nenhuma.
Era uma vez o Encontro Cultural de Laranjeiras. Teve vida curta, pouco mais de 40 anos, para tristeza dos tambores que ecoaram nos becos e tumultuaram os seminários acadêmicos, lembrando que animação é palavra de ordem em todos os cantos onde reverbera a afirmação de valores autênticos.

Todos quantos se me- tem a falar pela boca  sem dentes do povo têm os bolsos cheios e o rabo preso, escoram-se na suposição de um gosto popular para defender os amigos do rei. Ainda magro, um "fenômeno" como Devinho Novaes, por exemplo, pode até ter algum apelo comercial, mas jamais ganharia corpo sem o patrocínio irresponsável de dinheiro público.
Quem duvida, pode comparar a agenda das principais atrações do Encontro Cultural de Laranjeiras com o calendário de eventos bancados pelas prefeituras municipais nos quatro cantos de Sergipe. São os prefeitos como Paulo Hagenbeck, capaz de batizar os palcos festa com os galhos de sua própria árvore genealógica, quem bancam as extravagâncias de tais artistas. 
Senão, vejamos: Ano passado, Luanzinho Moraes participou dos festejos juninos de Frei Paulo, Penedo, Nossa Senhora do Socorro e Umbaúba. Devinho Novaes se apresentou até no Forró Caju. Nenhum dos dois pode se passar por forrozeiro. Até poderia ser o caso, mas ninguém nunca ouviu uma sanfona arfando alto, com gosto, em banda de arrocha.
Foi assim, uma concessão depois de outra, que o cálculo eleitoral mais rasteiro transformou o calendário cultural sergipano num verdadeiro samba de crioulo doido. A única exceção é o Festival de Artes de São Cristóvão, o maior feito do prefeito Marcos Santana, resgatado em boa hora.
De uns anos pra cá, o Encontro Cultural de Laranjeiras se presta a tudo quanto não presta. No principal palco da festa, o que abocanha a maior fatia dos recursos disponíveis, a bagaceira rola solta. Politicagem com os valores genuínos do lugar, embalada pelo pior das FM's comerciais. De tudo um pouco. Novidade nenhuma.
Era uma vez o Encontro Cultural de Laranjeiras. Teve vida curta, pouco mais de 40 anos, para tristeza dos tambores que ecoaram nos becos e tumultuaram os seminários acadêmicos, lembrando que animação é palavra de ordem em todos os cantos onde reverbera a afirmação de valores autênticos.