Servidores protestam contra terceirização da Saúde

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PROTESTO DOS SERVIDORES DA SAÚDE DE ARACAJU CONTRA A ENTREGA DA ADMINISTRAÇÃO NESTOR PIVA PARA UMA EMPRESA PRIVADA. TRIBUNAL DE CONTAS E MPE QUEREM A REALIZAÇÃO DE CONCURSO
PROTESTO DOS SERVIDORES DA SAÚDE DE ARACAJU CONTRA A ENTREGA DA ADMINISTRAÇÃO NESTOR PIVA PARA UMA EMPRESA PRIVADA. TRIBUNAL DE CONTAS E MPE QUEREM A REALIZAÇÃO DE CONCURSO

Manifestação dos servidores da Saúde na frente do Hospital Nestor Piva
Manifestação dos servidores da Saúde na frente do Hospital Nestor Piva

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Publicada em 11/01/2019 às 06:56:00

 

Milton Alves Júnior
Depois de usuários 
do Sistema Único 
de Saúde terem articulado um ato público democrático contra a instabilidade administrativa e operacional do Hospital Nestor Piva, na manhã de ontem foi a vez de servidores da Prefeitura de Aracaju, ligados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), protestarem em frente a unidade hospitalar a fim de protestar contra o processo de transferência para outras unidades. Após se deparar com a nova crise assistencial provocada por médicos contratados através de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), o poder executivo municipal da capital sergipana decidiu terceirizar todos os serviços.
Em função da terceirização dos serviços, os funcionários públicos que realizavam serviços no Nestor Piva estão sendo convidados para atuar em outras unidades. A Prefeitura de Aracaju defende que a mudança de ambiente trabalhista ocorre de forma pacífica. Em contraponto, os servidores alegam que apesar do desejo de permanecer no próprio Nestor Piva, todos estão sendo 'obrigados' a aceitar a mudança.
Na concepção da presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), Shirley Morales, as mudanças geram contratempos, por exemplo, para dezenas de profissionais que atuam no hospital municipal da zona Norte há mais de dez anos. A sindicalista lamenta ainda a forma como as transferências estão ocorrendo. "Essa informação dando a entender que os funcionários estão satisfeitos e compreensivos com o deslocamento para outras unidades na realidade não é verídica. É inadmissível que os trabalhadores permaneçam se deparando com atitudes impositivas que nem essas. Todos desejavam melhorias, e não uma medida antidemocrática como essa", declarou.
Além do SEESE, a manifestação contou com o apoio do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), do Conselho Regional de Medicina (CRM), e do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde (Sintasa). Sobre as mudanças Morales acredita que outros problemas podem surgir caso a Prefeitura de Aracaju passe a atrasar o repasse financeiro para a empresa terceirizada. "Nos gera tristeza por saber que ao invés de concurso o prefeito optou por privatizar o sistema é não atender aos anseios dos funcionários, como também preocupação. Agora estará tudo bem, mas a partir do momento em que a empresa perceber atrasos, certamente o atendimento pode ser suspenso", concluiu a presidente sindical.

Depois de usuários  do Sistema Único  de Saúde terem articulado um ato público democrático contra a instabilidade administrativa e operacional do Hospital Nestor Piva, na manhã de ontem foi a vez de servidores da Prefeitura de Aracaju, ligados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), protestarem em frente a unidade hospitalar a fim de protestar contra o processo de transferência para outras unidades. Após se deparar com a nova crise assistencial provocada por médicos contratados através de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), o poder executivo municipal da capital sergipana decidiu terceirizar todos os serviços.
Em função da terceirização dos serviços, os funcionários públicos que realizavam serviços no Nestor Piva estão sendo convidados para atuar em outras unidades. A Prefeitura de Aracaju defende que a mudança de ambiente trabalhista ocorre de forma pacífica. Em contraponto, os servidores alegam que apesar do desejo de permanecer no próprio Nestor Piva, todos estão sendo 'obrigados' a aceitar a mudança.
Na concepção da presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), Shirley Morales, as mudanças geram contratempos, por exemplo, para dezenas de profissionais que atuam no hospital municipal da zona Norte há mais de dez anos. A sindicalista lamenta ainda a forma como as transferências estão ocorrendo. "Essa informação dando a entender que os funcionários estão satisfeitos e compreensivos com o deslocamento para outras unidades na realidade não é verídica. É inadmissível que os trabalhadores permaneçam se deparando com atitudes impositivas que nem essas. Todos desejavam melhorias, e não uma medida antidemocrática como essa", declarou.
Além do SEESE, a manifestação contou com o apoio do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), do Conselho Regional de Medicina (CRM), e do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde (Sintasa). Sobre as mudanças Morales acredita que outros problemas podem surgir caso a Prefeitura de Aracaju passe a atrasar o repasse financeiro para a empresa terceirizada. "Nos gera tristeza por saber que ao invés de concurso o prefeito optou por privatizar o sistema é não atender aos anseios dos funcionários, como também preocupação. Agora estará tudo bem, mas a partir do momento em que a empresa perceber atrasos, certamente o atendimento pode ser suspenso", concluiu a presidente sindical.