Balança, mas não cai

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Publicada em 14/01/2019 às 13:44:00

 

Segundo a Defesa Civil do municí-
pio, não há risco imediato de o 
Hotel Palace, no Centro de Aracaju, desabar sobre a cabeça dos cidadãos, com todo o peso de uma tragédia anunciada. A inspeção realizada no prédio, um dos mais antigos da capital sergipana, tranquiliza os comerciantes e frequentadores de uma das áreas mais movimentadas da cidade. Balança, mas não cai.
Diversos prédios da região central de Aracaju reclamam preces aos transeuntes. O maior de todos os estandartes da decadência que se abateu sobre o esquecido centro histórico da capital sergipana, no entanto, talvez seja mesmo o Hotel Palace. Meio século após sua construção, o prédio em nada lembra a imponente construção original. Há alguns anos, a marquise do hotel desabou. Foi uma simples questão de sorte ninguém ter sido atingido.
A necessidade de providências é tão escandalosa, a ponto de mobilizar o quase sempre claudicante Tribunal de Justiça de Sergipe. Em decisão recente, foi determinada interdição do prédio até segundo aviso, condicionado à reforma e revitalização do edifício. Depois, por força de nova liminar, ficou tudo como dantes no quartel de Abrantes. A adequação em curso garante apenas o mínimo de segurança, a curto prazo. Solução definitiva, contudo, ainda está para nascer.
Certo é que não há qualquer disposição para resolver o problema do Hotel Palace. Salvo uma improvável iniciativa do executivo estadual, que nem dispõe de recursos, nem jamais demonstrou disposição para encarar de frente os seus tantos andares de abandono, a decadência se acentuará ainda por muitos anos. O poder público estadual lava as mãos.

Segundo a Defesa Civil do municí- pio, não há risco imediato de o  Hotel Palace, no Centro de Aracaju, desabar sobre a cabeça dos cidadãos, com todo o peso de uma tragédia anunciada. A inspeção realizada no prédio, um dos mais antigos da capital sergipana, tranquiliza os comerciantes e frequentadores de uma das áreas mais movimentadas da cidade. Balança, mas não cai.
Diversos prédios da região central de Aracaju reclamam preces aos transeuntes. O maior de todos os estandartes da decadência que se abateu sobre o esquecido centro histórico da capital sergipana, no entanto, talvez seja mesmo o Hotel Palace. Meio século após sua construção, o prédio em nada lembra a imponente construção original. Há alguns anos, a marquise do hotel desabou. Foi uma simples questão de sorte ninguém ter sido atingido.
A necessidade de providências é tão escandalosa, a ponto de mobilizar o quase sempre claudicante Tribunal de Justiça de Sergipe. Em decisão recente, foi determinada interdição do prédio até segundo aviso, condicionado à reforma e revitalização do edifício. Depois, por força de nova liminar, ficou tudo como dantes no quartel de Abrantes. A adequação em curso garante apenas o mínimo de segurança, a curto prazo. Solução definitiva, contudo, ainda está para nascer.
Certo é que não há qualquer disposição para resolver o problema do Hotel Palace. Salvo uma improvável iniciativa do executivo estadual, que nem dispõe de recursos, nem jamais demonstrou disposição para encarar de frente os seus tantos andares de abandono, a decadência se acentuará ainda por muitos anos. O poder público estadual lava as mãos.