Guerra declarada

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Publicada em 15/01/2019 às 06:07:00

 

O Ceará declarou guerra contra a 
bandidagem. O confronto já 
dura quatorze dias, período no qual a força policial do estado foi colocada à prova, sem sucesso. Ontem, depois de esgotados todos os recursos, os militares da reserva foram convocados para reforçar a segurança. A capacidade de articulação, dentro e fora das penitenciárias brasileiras, mais o poder de fogo do crime organizado, contudo, sugerem que a queda de braço tem o potencial de durar ainda muitos dias.
Segundo a Secretaria estadual da Segurança Pública e Defesa Social, 358 suspeitos de participar dos ataques a prédios públicos, ônibus e obras de infraestrutura foram presos ou apreendidos até esta manhã. Desde o começo dos ataques, as forças de segurança pública também vêm apreendendo armas e explosivos. Só na tarde do último sábado, cerca de cinco toneladas de explosivos foram encontradas em um depósito clandestino.
As circunstâncias determinantes para o levante promovido pelo crime no Ceará, com ataques a ônibus, escolas, não têm nada de excepcional. Lá, atuam pelo menos três grandes facções: o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro; o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo; e os Guardiões do Estado (GDE), fundado em território cearense. Há ainda franjas da Família do Norte (FDN), do Amazonas. Estes mesmos grupos de criminosos disputam o comando do tráfico de drogas e dão as cartas na cadeia em todo o território nacional.
O Brasil possui a quarta maior  população carcerária do mundo, um exército de homens abandonados à própria sorte, vulneráveis ante a influência e o aliciamento do crime. São milhões de homens sem nenhuma esperança de inserção social, além da alternativa miserável  oferecida pelas fileiras do tráfico. Moral da história: Os cearenses vivem hoje um drama que é também do País inteiro.

O Ceará declarou guerra contra a  bandidagem. O confronto já  dura quatorze dias, período no qual a força policial do estado foi colocada à prova, sem sucesso. Ontem, depois de esgotados todos os recursos, os militares da reserva foram convocados para reforçar a segurança. A capacidade de articulação, dentro e fora das penitenciárias brasileiras, mais o poder de fogo do crime organizado, contudo, sugerem que a queda de braço tem o potencial de durar ainda muitos dias.
Segundo a Secretaria estadual da Segurança Pública e Defesa Social, 358 suspeitos de participar dos ataques a prédios públicos, ônibus e obras de infraestrutura foram presos ou apreendidos até esta manhã. Desde o começo dos ataques, as forças de segurança pública também vêm apreendendo armas e explosivos. Só na tarde do último sábado, cerca de cinco toneladas de explosivos foram encontradas em um depósito clandestino.
As circunstâncias determinantes para o levante promovido pelo crime no Ceará, com ataques a ônibus, escolas, não têm nada de excepcional. Lá, atuam pelo menos três grandes facções: o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro; o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo; e os Guardiões do Estado (GDE), fundado em território cearense. Há ainda franjas da Família do Norte (FDN), do Amazonas. Estes mesmos grupos de criminosos disputam o comando do tráfico de drogas e dão as cartas na cadeia em todo o território nacional.
O Brasil possui a quarta maior  população carcerária do mundo, um exército de homens abandonados à própria sorte, vulneráveis ante a influência e o aliciamento do crime. São milhões de homens sem nenhuma esperança de inserção social, além da alternativa miserável  oferecida pelas fileiras do tráfico. Moral da história: Os cearenses vivem hoje um drama que é também do País inteiro.