Sergipe fecha 2018 com 143 mil trabalhadores informais

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 15/01/2019 às 06:27:00

 

Mesmo após a Re-
forma trabalhista, 
o Estado do Sergipe encerrou 2018 com aumento de trabalhadores na informalidade, ou seja, sem carteira assinada. No último trimestre do ano passado - outubro a dezembro - o número de pessoas trabalhando informalmente chegou a 143 mil, 13 mil a mais em comparação com o mesmo período de 2017, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa não é uma realidade somente do Sergipe, mas de todo o Brasil. Entre junho e setembro de 2018, 39,7 milhões de pessoas não tinham carteira assinada, o equivalente a 43% de toda a população ocupada no País. 
Uma das grandes promessas da Reforma Trabalhista, que completou um ano em novembro, era justamente reduzir a informalidade no Brasil. "Os números são indicadores do que a falta de vagas faz com que as pessoas, por necessidade, procurem outra fonte de renda. Isso, sem dúvida, é realizado por meio de serviços informais, ou também os conhecidos 'bicos'", explica o professor de Direito e coordenador da área de Prática Jurídica do Centro Universitário Internacional Uninter, Ronald Silka.
O professor ressalta que a adesão à novas formas de contratação ainda é muito baixa. Do total de vagas geradas da reforma para cá, apenas 12% foram efetuadas com contrato intermitente, por exemplo.
"O contratante que oferece o trabalho sem carteira assinada não paga imposto e outros encargos que possam advir de uma relação duradoura. Já o contratado encontra no trabalho informal uma forma rápida de receber e com a impressão de que está economizando com o não pagamento de impostos. Porém, ao deixar de contribuir para a Previdência Social, retira o elemento essencial para sua proteção e de seus dependentes", avalia Silka.

Mesmo após a Re- forma trabalhista,  o Estado do Sergipe encerrou 2018 com aumento de trabalhadores na informalidade, ou seja, sem carteira assinada. No último trimestre do ano passado - outubro a dezembro - o número de pessoas trabalhando informalmente chegou a 143 mil, 13 mil a mais em comparação com o mesmo período de 2017, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa não é uma realidade somente do Sergipe, mas de todo o Brasil. Entre junho e setembro de 2018, 39,7 milhões de pessoas não tinham carteira assinada, o equivalente a 43% de toda a população ocupada no País. 
Uma das grandes promessas da Reforma Trabalhista, que completou um ano em novembro, era justamente reduzir a informalidade no Brasil. "Os números são indicadores do que a falta de vagas faz com que as pessoas, por necessidade, procurem outra fonte de renda. Isso, sem dúvida, é realizado por meio de serviços informais, ou também os conhecidos 'bicos'", explica o professor de Direito e coordenador da área de Prática Jurídica do Centro Universitário Internacional Uninter, Ronald Silka.
O professor ressalta que a adesão à novas formas de contratação ainda é muito baixa. Do total de vagas geradas da reforma para cá, apenas 12% foram efetuadas com contrato intermitente, por exemplo.
"O contratante que oferece o trabalho sem carteira assinada não paga imposto e outros encargos que possam advir de uma relação duradoura. Já o contratado encontra no trabalho informal uma forma rápida de receber e com a impressão de que está economizando com o não pagamento de impostos. Porém, ao deixar de contribuir para a Previdência Social, retira o elemento essencial para sua proteção e de seus dependentes", avalia Silka.