Valdevan deixa o presídio e é monitorado por tornozeleira

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Publicada em 15/01/2019 às 06:32:00

 

Gabriel Damásio
O deputado federal 
eleito José Valde-
van de Jesus dos Santos, o 'Valdevan 90', foi liberado ontem à tarde da Cadeia Pública Filadelfo Luiz da Costa, em Estância (Sul), onde estava preso desde o dia 7 de dezembro. Ele recebeu um habeas-corpus concedido neste fim-de-semana pelo ministro José Antônio Dias Tóffolli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão mandou que o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE) convertesse a ordem de prisão preventiva em medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e seu afastamento absoluto de todas as testemunhas envolvidas no processo judicial.
Valdevan deixou o presídio por volta das 15h de ontem, levado por uma equipe da Polícia Federal, e foi até a sede do Departamento Estadual do Sistema Penitenciário (Desipe), no bairro América (zona oeste da capital), onde o aparelho foi colocado. Acompanhado da irmã e dos advogados, o deputado eleito saiu do Desipe sem dar entrevistas. Ao ser interpelado, ele disse aos jornalistas que só falará "no momento oportuno" e que "Deus é o senhor da justiça e da verdade". Os advogados também foram orientados a não darem entrevistas, com a promessa de que uma coletiva de imprensa será marcada para apresentar a versão de Valdevan sobre as acusações apresentadas. 
Pela manhã, um dos advogados de Valdevan, o criminalista Evaldo Campos, disse que o ministro Dias Tófolli considerou que o crime imputado a ele não cabe a decretação de prisão preventiva, mas sim que ele responda ao pedido de liberdade atendendo a medidas cautelares concedidas pelo TRE. O candidato eleito, que é presidente licenciado do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo (Sindimotoristas/SP), é acusado de coagir testemunhas e fraudar a prestação de contas da sua campanha.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, '90' teria usado o nome de pessoas de baixa renda para registrá-las como autoras de 86 doações de R$ 1.050 feitas em suas contas de campanha, além da suspeita de ter se valido de recursos sem origem comprovada para quitar suas despesas. Outra acusação é a de ter coagido e orientado o depoimento de algumas das testemunhas envolvidas, no momento em que elas estavam prestes a prestar depoimentos. A Polícia Federal diz que pediu a prisão de Valdevan por causa de uma gravação na qual ele aparece dando uma bronca em seu assessor Evilásio Ribeiro, por ele não ter ido conversar com duas mulheres que prestaram depoimento ao MP Eleitoral. 
Evilásio e uma segunda assessora, Karina Liberal, também foram presos e ainda esperam pelo julgamento do habeas-corpus. Alguns pedidos anteriores de liberdade para Valdevan foram negados em segunda e em terceira instância. Mesmo assim, a diplomação dele como deputado federal foi autorizada em 20 de dezembro do ano passado pelo ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que permite que ele tome posse do cargo em 1º de fevereiro próximo. O Ministério Público Eleitoral ainda analisa se recorre ou não do pedido de habeas-corpus, cujo mérito ainda será julgado no próprio STF pelo ministro Celso de Mello, após o fim do recesso forense, no próximo dia 20. No entanto, a procuradora eleitoral Eunice Dantas Carvalho já indicou que vai pedir a cassação do mandato de Valdevan. 

Gabriel Damásio

O deputado federal  eleito José Valde- van de Jesus dos Santos, o 'Valdevan 90', foi liberado ontem à tarde da Cadeia Pública Filadelfo Luiz da Costa, em Estância (Sul), onde estava preso desde o dia 7 de dezembro. Ele recebeu um habeas-corpus concedido neste fim-de-semana pelo ministro José Antônio Dias Tóffolli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão mandou que o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE) convertesse a ordem de prisão preventiva em medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e seu afastamento absoluto de todas as testemunhas envolvidas no processo judicial.
Valdevan deixou o presídio por volta das 15h de ontem, levado por uma equipe da Polícia Federal, e foi até a sede do Departamento Estadual do Sistema Penitenciário (Desipe), no bairro América (zona oeste da capital), onde o aparelho foi colocado. Acompanhado da irmã e dos advogados, o deputado eleito saiu do Desipe sem dar entrevistas. Ao ser interpelado, ele disse aos jornalistas que só falará "no momento oportuno" e que "Deus é o senhor da justiça e da verdade". Os advogados também foram orientados a não darem entrevistas, com a promessa de que uma coletiva de imprensa será marcada para apresentar a versão de Valdevan sobre as acusações apresentadas. 
Pela manhã, um dos advogados de Valdevan, o criminalista Evaldo Campos, disse que o ministro Dias Tófolli considerou que o crime imputado a ele não cabe a decretação de prisão preventiva, mas sim que ele responda ao pedido de liberdade atendendo a medidas cautelares concedidas pelo TRE. O candidato eleito, que é presidente licenciado do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo (Sindimotoristas/SP), é acusado de coagir testemunhas e fraudar a prestação de contas da sua campanha.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, '90' teria usado o nome de pessoas de baixa renda para registrá-las como autoras de 86 doações de R$ 1.050 feitas em suas contas de campanha, além da suspeita de ter se valido de recursos sem origem comprovada para quitar suas despesas. Outra acusação é a de ter coagido e orientado o depoimento de algumas das testemunhas envolvidas, no momento em que elas estavam prestes a prestar depoimentos. A Polícia Federal diz que pediu a prisão de Valdevan por causa de uma gravação na qual ele aparece dando uma bronca em seu assessor Evilásio Ribeiro, por ele não ter ido conversar com duas mulheres que prestaram depoimento ao MP Eleitoral. 
Evilásio e uma segunda assessora, Karina Liberal, também foram presos e ainda esperam pelo julgamento do habeas-corpus. Alguns pedidos anteriores de liberdade para Valdevan foram negados em segunda e em terceira instância. Mesmo assim, a diplomação dele como deputado federal foi autorizada em 20 de dezembro do ano passado pelo ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que permite que ele tome posse do cargo em 1º de fevereiro próximo. O Ministério Público Eleitoral ainda analisa se recorre ou não do pedido de habeas-corpus, cujo mérito ainda será julgado no próprio STF pelo ministro Celso de Mello, após o fim do recesso forense, no próximo dia 20. No entanto, a procuradora eleitoral Eunice Dantas Carvalho já indicou que vai pedir a cassação do mandato de Valdevan.